8 on 8 | SURPRESAS de Viagem: viajando pela RÚSSIA

Alguns anos atrás passamos alguns dias viajando pela Rússia. Jamais passou pela minha cabeça um dia visitar este país, mas eis que aportamos em terras russas para alguns dias de viagem entre Moscou, São Petersburgo, Omsk e Tomsk.

Mergulhamos nestas cidades, suas histórias passadas e presentes, fascinantes e cheias de variados personagens! Fizemos longas e lentas caminhadas, com e sem rumo. Perambulamos bastante por esta fascinante Rússia vivenciando momentos inesquecíveis!

projeto [8 on 8] deste mês de dezembro tem como tema Surpresas de Viagem… Nenhum destino que já visitei até hoje me proporcionou mais surpresas de viagem que aquelas que passamos viajando pela Rússia.

O Projeto 8 on 8

O [8 on 8] é um projeto coletivo que propõe uma viagem através de imagens que representam um determinado tema definido mês a mês. O recorte de um lugar está intimamente ligado à maneira como os indivíduos olham, sentem e interpretam o mundo a sua volta.

Olhar uma imagem causa um misto de emoções. Imagens são fontes de inspiração e permitem ao seu observador as mais variadas sensações e interpretações.

1 – No metrô moscovita

Viajando pela Rússia - #russia #viagem #espiandopelomundorussia

Uma das estações do fantástico metrô de Moscou

Desde o primeiro momento a Rússia me deixou de boca aberta. Todos os lugares que nós passamos, tudo o que vivemos viajando pela Rússia se encaixou em muitos superlativos: impressionante, grandiosa, espetacular, sensacional… Eu estava em eterno estado de contemplação. As coisas me atraíam, me chamavam e eu seguia até elas.

O metrô de Moscou é conhecidamente extraordinário! Pura arte ao alcance de todos nós! Um dia, estávamos numa de suas lindas estações, indo para algum lugar que já não lembro qual. De dentro do vagão, alguma coisa chamou a minha atenção e eu desembarquei. Léo ficou!

Eu sou uma pessoa absurdamente desorientada. O Universo me criou desprovida de qualquer tipo de GPS. Eu consigo me perder nos lugares mais descomplicados, então quando me dei conta do que tinha feito, Leo e eu nos assustamos. Era capaz deu ir parar na Mongólia.

E não é figura de linguagem!

Só deu tempo dele gritar: fique onde está!

Fiquei! Só que em poucos segundos eu já estava perdida em contemplações mais uma vez, observando a magnífica arte disposta e exposta no metrô moscovita! Até que a voz de Leo me gritando me tirou de meu devaneio. Saí correndo e por um milésimo de segundo consegui embarcar no metrô em que ele estava.

Ele voltou para me pegar e quase me perde de novo!

2 – Um encontro com a poetiza Anna Akhmatova

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A mesa da casa de Anna Akhmatova onde nos sentamos

Viajando pela Rússia nossos visitamos muitas casas-museu de escritores russos famosos: Gogol, meu autor preferido disparado, Bulgákov, Tchekhov, Dostoievski… Contudo, de todas elas a que me causou mais impacto foi a da poetiza Anna Akhmatova.

Não sei exatamente a razão disto! Talvez porque a casa onde ela mora continua exatamente igual, talvez porque ela tenha vivido o comunismo, sendo perseguida por ela e ali estava eu, no cenário real desta história… não importa, contudo os motivos, mas que eu vi de perto um pedaço do pretérito moscovita recente.

Ali, durante nossa visita, enquanto perambulávamos pelos cômodos, informativo nas mãos, buscando pelos detalhes, tentando ouvir os sussurros do passado, escutar os risos e lágrimas, fomos vítimas de mais uma gentil e acolhedora mamuska.

As mamuskas tomam conta dos museus russos. Geralmente são senhoras aposentadas que precisam complementar a renda. Elas sempre foram muito fofas, simpáticas comigo, me auxiliando, me puxando, me apertando, me dando sorrisos.

Aqui não foi diferente. A mamuska me disse para sentar na mesa de Anna, insistiu mesmo para que eu ficasse confortável para poder ler melhor a história da casa, da poetiza e consequentemente do país. Tudo através de gestos e mímicas! Eu, como sempre, obedeci.

Muitas pessoas dizem que para ir à Rússia é imprescindível falar russo. Para mim, nos dias em que passamos viajando pela Rússia, foi dispensável!

3 – Duas broncas em solo russo

No aeroporto de São Petersburgo a caminho de Omsk na Sibéria

Mas nem tudo foram flores viajando pela Rússia. Ah, foram sim, só tivemos dois pequeninos espinhos, mas nem fizeram sangrar.

O primeiro foi numa loja em São Petersburgo. Fui comprar meias, pois havia esquecido de levar. A moça no caixa esqueceu de tirar o lacre de segurança. Quando saí, linda e satisfeita com minha compra (barata!) naturalmente o alarme apitou.

O segurança, com cara de poucos  e péssimos, amigos, me parou. Senti certo receio. Tive que mostrar a sacola, a compra e a nota. Ele me mandou voltar para o caixa, com um gesto seco e cara enfezada. A moça sorriu no caixa, pediu desculpas, tirou o lacre e fui embora. Olhei de soslaio para o segurança que seguia com cara amarrada.

O segundo foi ao pegarmos o voo de São Petersburgo para Omsk. No salão de embarque fiquei observando os outros passageiros. A maioria usavam roupas de camponeses, muitas vezes descritas nos inúmeros livros de escritores russos que já havia lido. Eu olhava tudo com curiosidade, me sentindo num livro tamanha sensação de irrealidade.

Ao mesmo tempo havia a alegria de estarmos embarcando para a Sibéria, um lugar que não sabíamos nada e queríamos descobrir muito. Havia ainda a preocupação de não perdermos o voo, com as informações sendo ditas e passadas em cirílico.

Muitos sentimentos misturados!

O embarque se deu na pista, não pelo finger. Na fila para subirmos as escadas e entrarmos no avião, estávamos tão felizes, que resolvemos tirar fotos. Nem sei de onde brotaram aqueles homens com expressões assustadoras, ordenando em cirílico, que não tirássemos fotos. Eles foram tão enfáticos que eu nem preciso falar russo para entender a mensagem e o tamanho da bronca.

Apesar da vergonha refletida em minhas bochechas que rapidamente ficaram vermelhas, roxas, seguimos felizes da vida para nossos dias em Omsk.

4 – Festa em Omsk

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A Maratona de Omsk

Em Omsk Leo correu a Maratona da Sibéria. Era verão e estava um frio de cortar os ossos, congelar a alma e fazer a o cérebro paralisar! A corrida largou às 11 horas da manhã. Além de Leo, havia só mais 5 maratonistas de fora da Rússia. Por isso fomos muito VIP em nossos dias em Omsk.

Lá conhecemos um casal de canadenses. Ela, Suzane, maratonista, ele, Jeff, como eu, meio maratonista. Nós dois meio que de tênis aposentados naqueles tempos, fomos torcer por nossos amados cônjuges. Um almoço aqui, um café acolá fugindo do tão famosos frio siberiano, jogamos muita conversa fora falando do mundo e dos costumes.

A Suzane tinha um projeto de correr pelo menos uma maratona em cada continente do mundo. Ela estava na dúvida sobre Buenos Aires ou Rio de Janeiro, na América do Sul. Durante nossos dias em Omsk, os convencemos a vir ao Brasil.

Encontramos com eles no Rio, no ano seguinte. Leo e Suzane correram a maratona e Jeff e eu a meia. Depois os recebemos em Salvador. Fizemos um tour pelo passado colonial da cidade, ale pela região do Pelourinho e também pelo centrão, com sua história já mais recente. Contamos a história da cidade, que soou tão estranha para eles.

Suzane foi mais reticente com a caótica e muito singular Salvador. Jeff foi mais aventureiro, se entregou de corpo e alma, especialmente à nossa rica gastronomia. Foi bonito de ver! É sempre muito interessante ver pessoas de outras culturas conhecendo nossas raízes, nossos costumes.

Suzane concluiu seu projeto: correu uma maratona em cada continente do mundo, incluindo a Antártica.

Naquela tarde em Omsk, enquanto Suzane e Leo corrriam a maratona, Jeff e eu ficamos por cerca de 4 horas, torcendo por eles e pelos outros corredores, jogando ainda mais conversa fora. O tempo passou voando e deixou as melhores lembranças!

5 – Hora do almoço

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Barraquinhas de comida na Praça Vermelha de Moscou

Estava com fome. Fazia sentido porque já era hora do almoço. Muitos trabalhadores russos começaram a se juntar aos inúmeros turistas que tomavam conta da Praça Vermelha em Moscou, talvez um dos maiores símbolos da Rússia.

Eu queria comer um salgado. Havia barraquinhas de rua espalhadas por ali. Perambulei um pouco e todas as informações estavam em cirílico. Não havia pistas sobre a comida vendida. Nenhum funcionário falava minimamente inglês. E eu queria muito comer um salgado: com recheio salgado, não doce. Ás vezes eu complico minha vida, eu sei!

Encostei então numa barraquinha. Uma senhora atendia. Fiquei observando. Os salgados estavam dispostos lado a lado, em cinco fileiras. Imaginei que cada fileira correspondia a um sabor. Notei que a maioria das pessoas pegava algum salgado de uma das três primeiras fileiras da direita para a esquerda.

Hummm…. Estava no início da hora do almoço, então supus que aqueles deviam ser os salgados com recheios salgados.

Eu já sabia por experiências anteriores que havia comumente três sabores: carne, frango e espinafre. Pensei, me permitindo uma viagem meio doida (minha mente sempre faz estas viagens amalucadas) que eles deviam dispor, nesta ordem os sabores: carne, frango, espinafre.

Então me aproximei e pedi, apontando, o primeiro salgado da direita. Mostrei o dinheiro e ela contou em minha mão, pegando o que precisava para pagar meu almoço. Fui encontrar com Leo cheia de expectativa para saber se tinha acertado no sabor.

Resultado?! Eu estava certíssima!  Meu salgado de carne estava delicioso!

A falta do inglês foi substituída pela criatividade!

6 – Uma porta, um centro cultural

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Um tempo lindo em Tomsk

Chovia em Tomsk. A intensidade da chuva variava, mas o dia se mantinha lindamente cinza. Leo e eu caminhávamos sem rumo pela cidade, observando seu ritmo e sua dança cotidiana, naquele fim de tarde. Encontramos seus personagens do passado e do presente.

Em determinado momento, a música que saía de um prédio chamou nossa atenção. Paramos uns instantes para apreciar. Ignoramos o frio e a chuva, absortos. Assim como os ratos e as crianças de Hamelin fomos enfeitiçados e seguimos atrás da melodia porta adentro.

A senhora que estava à recepção não falava inglês, situação que encontramos constantemente viajando pela Rússia. Entretanto, em segundos, três pessoas falando inglês com forte sotaque, se juntaram a nós, muito animadas. Perguntaram: “querem conhecer o espaço?!”.

Claro que sim!

O lugar, espetacular, aconchegante e lindamente decorado, era um centro cultural para variadas expressões artísticas: música de todo tipo, musicais e concertos, teatro, leitura, rodas de conversa…  Ainda estava em fase de finalização durante nossa visita, mas desejei fazer parte daquele espaço!

Passamos uma hora mais ou menos, absolutamente encantados com tanta gentileza, escutando sobre o projeto. Eles ainda insistiram para que ficássemos mais um tempo ali, acessando o wi-fi, relaxando, conversando, mas queríamos ver mais de Tomsk e partimos.

7 – Posto de informação turística

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A estação Pavletsky em Moscou

Gentileza foi o que mais encontramos viajando pela Rússia! Quando desembarcamos em Moscou, pegamos o trem para o centro da cidade. Descemos na estação Pavletsky e não sabíamos como chegar no hotel onde ficaríamos hospedados naqueles dias. Ali, havia um posto de informação turística.

Fomos pedir ajuda.

A menina, muito simpática, falando um inglês muito arranhado e entrecortado, era muito atrapalhada! Ela não sabia ler mapas direito e não tinha ideia onde o hotel estava localizado. Perguntou a um e a outro e nada. Ninguém conseguiu ajudar!

Resumo desta história: ela fechou o posto e saiu pela rua conosco, nos guiando, até que encontramos o lugar! Confesso: gentilezas me deixam absolutamente comovida e com esta experiência, já nas primeiras horas na Rússia, eu me encantei pelo país!

Que recepção!

8 – Definitivamente um povo gentil

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A área em Tomsk onde ficamos hospedados

Chegamos em Tomsk de trem, pela transiberiana, vindos de Omsk: uma experiência muito interessante! Na estação da cidade siberiana, um motorista do hotel foi nos pegar, alegando que teríamos dificuldades em encontrar o local.

Ele tinha razão. A região parecia guardar ainda alguma coisa de rural, da Rússia antiga. O hotel ficava numa rua quieta, secundária, meio escondida… À noite tinha pouca iluminação e não havia trânsito de carro ou gente. Podíamos ouvir o silêncio e os ruídos cotidianos que escapavam das janelas.

O motorista, muito tagarela, contou para nós sobre a vida em Tomsk e sobre sua própria vida, incluindo algumas conquistas amorosas. Seu nome ficou perdido nas memórias que não guardamos. Em determinado momento ele perguntou de onde nós éramos. À menção Brasil, ele então, por alguns segundos, esqueceu as palavras.

“O que vocês estão fazendo aqui?! Tão longe? ” – Perguntou com a voz carregada de surpresa. Contamos a ele sobre nossos dias viajando pela Rússia e ele se deliciou com algumas de nossas histórias.

O motorista que nos levou ao aeroporto, alguns dias depois, para voltarmos para Moscou, também nos ofereceu boa conversa. Duas coisas que ele disse me marcaram. Uma delas é que a Sibéria é um país à parte, porque está muito distante de Moscou. Muitos siberianos, a maioria talvez, nem sabe o que acontece na Rússia.

A outra foi que o mundo não sabia, porque antigamente eles viviam fechados, mas que o russo é um povo muito receptivo, acolhedor. Ele tem toda razão! Eu não sabia, não tinha ideia, até estar lá: o povo russo é ótimo anfitrião! Fomos muito bem recebidos por lá com muitos sorrisos e simpatias vindas de muitos lados.

Foram mesmo dias inesquecíveis aqueles que passamos viajando pela Rússia, tantos anos atrás.

FIM

Leia também os outros textos do projeto 8 on 8, 8 com o tema “Surpresas de Viagem”:

Let’s Fly AwayAbadia de Sant’Antimo na Toscana, um tesouro escondido| Destinos por onde andei… – Catas Altas, um paraíso na Estrada Real| Entre Polos –  Fortaleza da Antiga Cidade de São João de Acre, Israel Travel Tips Brasil Bate e volta Seattle EUA – Snoqualmie Falls| Viajante Econômica – Begijnhof: uma agradável surpresa em Amsterdam – | Chicas Lokas – A surpreendente Laguna Humantay 

Quer conhecer outras histórias vividas em solo russo, em nossos dias viajando pela Rússia?! Então clica no link bem aqui abaixo!Cais da Ilha de Genebra

Momentos divertidos na Rússia

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8 on 8 | Supresas de Viagem: viajando pela Rússia

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18 Comments

  1. Cecília Beu 11/12/2019 em 21:31 - Responder

    Oi, Analuiza. Gostei demais do seu relato sobre a surpresa de estar na Rússia. Não sabia da hospitalidade do povo russo. E também não tinha noção da dificuldade de ter pessoas falando inglês. Ainda bem que agora temos o Google Tradutor pra nos salvar. 😉

    Espero um dia ir à Rússia para também poder contar histórias tão legais como as suas.

    Obrigada pelo texto leve e com sua alma viajante escancarada nele. Beijos, querida.

    • Analuiza Carvalho 12/12/2019 em 08:38 - Responder

      Foi uma bela surpresa esta viagem para a Rússia, desde a sua concepção, quando decidimos de supetão viajar para lá, até todas as histórias bacanas que vivemos viajando pelo país. Tomara um dia você visite também. Eu quero voltar!

      Na época, em Tomsk, a google nos ajudou no hotel, mas quando visitei a Rússia, ainda não era tão comum viagens com celular ou wi-fi para todo lado. rsrs bjs

  2. Gisele Prosdocimi 15/12/2019 em 02:48 - Responder

    Que experiência maravilhosa, Analuiza, nunca poderia imaginar que o povo russo poderia ser assim tão solícito, a ponto de fechar um guichê de informação para conduzir vocês até o hotel. Coisa rara, só mesmo um povo acolhedor seria capaz de tais atitudes.
    Adoro viajar para lugares onde as pessoas são gentis e hospitaleiras, e sinceramente não fazia a menor ideia de que isso fosse possível em um país tão frio e distante como a Rússia.
    Amei saber disto, porque a Rússia está na minha lista de desejos, só não sei pra quando, rsrs.
    Grande beijo, amei seu relato.

    • Analuiza Carvalho 16/12/2019 em 09:06 - Responder

      oi Gi… A Rússia para mim foi exatamente isso: uma experiência maravilhosa! Uma sensacional surpresa de viagem! Não esperava de modo nenhum que eles fossem tão gentis e hospitaleiros com os turistas! Tomara que a Rússia apareça logo em seu caminho de viajante! bjokas

  3. Zudi Dadalt 15/12/2019 em 10:06 - Responder

    A Rússia foi um grande surpresa para mim também. Apesar de ter lido bastante antes de ir, também fiquei surpresa com o acolhimento que tivemos. Imagino, que após a copa do mundo isso tenha ficado mais intenso ainda. Também tive vários momentos de conversação mímica por lá , mas a mais interessante foi a que aconteceu durante uma viagem de trem, onde uma mãe, viajando sozinha com seu bebê, me entregou a criança para eu segurar enquanto ela ía ao toalete. É claro que quando ela voltou eu pedi para ficar mais tempo com aquele bebê lindo no meu colo, para deleite meu e da minha filha, que brincamos com o pequeno Misha até que eles desembarcaram.

    A Rússia ficou marcada na memória da nossa família e certamente é um país que voltaremos para explorar um pouco mais.

    Parabéns pelo seu texto suave e envolvente Analuisa. Adorei!

    • Analuiza Carvalho 16/12/2019 em 09:09 - Responder

      Que delícia esta história com o bebê, Zudi!!! Eu também pediria para ficar com ele mais tempo no colo! rsrsrsr Também quero voltar para explorar mais deste país e receber mais gentilezas assim e viver histórias memoráveis! 🙂 Fico feliz que tenha gostado do texto! bjokas

  4. Fernanda 18/12/2019 em 18:04 - Responder

    Estou louca querendo conhecer a Rússia e mais do Leste Europeu e já sei que a língua pode ser um problema hahaha. Nunca tinha ouvido falar dessas cidades aí Omsk e Tomsk – vivendo e aprendendo!

    • Analuiza Carvalho 19/12/2019 em 08:53 - Responder

      Também quero muito conhecer o leste europeu. Este mundo é muito vasto. Não falar a língua rende boas histórias! Omsk e Tomsk na Sibéria, nos proporcionaram momentos inesquecíveis! 🙂 bjus

  5. Marcela 20/12/2019 em 00:05 - Responder

    Eu sou suspeita pra falar, porque sou apaixonada pela Rússia! Mas com certeza esse é um país pra se viver muitas aventuras e sentimentos diferentes.

    • Analuiza Carvalho 20/12/2019 em 06:57 - Responder

      oi Marcela… não fale, não, que eu também voltei tão encantada pela Rússia, tão encantada que eu quero muito, muito voltar para ver e viver mais do país! 🙂 bjuus

  6. Denise Barreto 21/12/2019 em 13:38 - Responder

    Quantas surpresas e experiências antropológicas rs. Também sou desprovida de GPS e costumo parar em cada esquina pra perguntar a mesma coisa pra não me perder hahaha
    Lindas e divertidas experiências que você viveu neste país! Amei o post!!! Bjuuuu!

    • Analuiza Carvalho 24/12/2019 em 12:08 - Responder

      oi Denise! Que bom que você gostou! Foram mesmo experiências divertidas e encantadoras estas que passamos na Rússia! Será que se voltar um, dia ganharei outras lindas memórias como essas?! 🙂 bjus

  7. Lulu Freitas 26/12/2019 em 13:09 - Responder

    Adorei as suas experiências viajando pela Rússia, um país tão diferente do nosso! A históra da mamuska no museu da poetisa é daquelas que aquecem o coração. Não importa o idioma, quando há empatia tudo se resolve.

  8. Diego Cabraitz Arena 27/12/2019 em 17:49 - Responder

    Wow, eu imaginava os russos bem frios, e a mulher conduzir voces ate o hotel me surpreendeu também.
    Unica coisa ruim foi a bronca no avião haha, mas faz parte. Quero muito conhecer a Russia um dia

    • Analuiza Carvalho 05/01/2020 em 17:01 - Responder

      Tudo o que vivemos na Rússia nos surpreendeu também Diego. Não esperava tanto acolhimento! 🙂 Nem broncas! rsrsrs

  9. Angela C S Anna 30/12/2019 em 21:06 - Responder

    eu quero muito visitar a Rússia e com certeza iria pirar nos metrôs! eu já amei as de Estocolmo imagina em Moscou! achei muito legal que participaram da Maratona da Sibéria, não deve ser fácil!

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