Uma história de VIAGEM e FUTEBOL

Essa é uma história de viagem e futebol que aconteceu há muito tempo, mais precisamente em 2011, quando o Santos Futebol Clube foi para a final da Libertadores. Isto não acontecia desde 2003, quando o time perdeu para o Boca Juniors da Argentina.

O adversário agora era o Peñarol do Uruguai. Ir ou não ir assistir ao jogo em Montevideo? Ora, quantas vezes nosso time do coração disputa a final de um campeonato importante como este? Não tem nem o que pensar: vamos!!!

O Puyehue resolveu acordar

Em apenas um dia, as passagens foram compradas e o hotel reservado. Tudo pronto. Problema seria somente segurar a ansiedade por mais de dez dias. Ah! Se todos os problemas fossem este…

No meio do caminho havia um vulcão. Havia um vulcão no meio do caminho. O Puyehue (vulcão situado na Cordilheira dos Andes no sul do Chile) resolveu acordar. Ele até deu uma cochiladinha no fim de semana anterior à viagem ao Uruguai, mas na segunda-feira, no dia do nosso voo, resolveu despertar novamente, com força total.

Foi muito frustrante chegar ao aeroporto e sermos informados de que o voo havia sido cancelado, sem previsão alguma de quando ou mesmo se iria decolar. Com quem mesmo a gente podia reclamar? Só com Deus.

À espera de um milagre

Então tá. Queremos ir para São Paulo, dissemos no balcão da companhia aérea. De lá pegamos um voo para Porto Alegre e depois vamos por terra para o Uruguai.

Não vai ser possível, nos disse a atendente! Guarulhos está um caos. E seu destino final é Montevidéu. Mas, se reabrir o aeroporto de Carrasco, eu embarco vocês, disse a gerente de aeroporto da companhia aérea. É?? Que bom!

Então está na hora de rezar, de perambular pelo aeroporto e de acessar a internet à espera de um milagre. Milagre este que não veio. Depois de um dia inteiro no aeroporto, voltamos para casa, desanimados e com poucas esperanças.

As notícias não eram boas

Dia seguinte, uma terça-feira: alvorada às cinco da manhã, cheios de ansiedade e expectativa. O vulcão podia ter cansado de soprar fumaça. Ótimo dia para ele adormecer novamente.

As notícias, entretanto eram desalentadoras: o Puyehue não dava nem mostras de cansaço.  Pior: a Conmebol estava resistente em adiar a partida. Cheios de frustração, resolvemos voltar para o aeroporto: melhor esperar lá do que em casa.

O Santos chega em Montevidéu e acabam-se as esperanças da partida ser adiada

Chegando no aeroporto nada havia mudado. Os voos seguiam cancelados. Para piorar a nossa situação, a delegação do Santos recebeu uma autorização especial para voar e conseguiu no meio da manhã pousar em Montevidéu.

Acabaram-se as esperanças de adiamento da partida e todos os voos continuavam sem poder decolar. A decepção e o desapontamento só aumentavam e a confiança que tínhamos de que a situação poderia se reverter estava de desfazendo.

Na loja da companhia aérea nos informaram que as nossas chances de chegar a tempo para o jogo eram, na verdade, inexistentes. Mesmo que os aeroportos abrissem, só conseguiríamos embarcar dali a 4 dias. A fila estava enorme, pelo remanejamento dos voos. Sentamos desanimados. E agora?

Estamos (finalmente) a caminho

Uma história de viagem e futebol

Aeroporto de Assunção no Paraguay

Vamos ver o que achamos para hoje para Montevidéu. Acessamos a internet, ligamos para uma amiga que trabalha em agência de viagem, fomos na loja da companhia aérea. Achamos um voo com disponibilidade, mas com conexão de longas horas (a madrugada inteira) no aeroporto de Assunção, no Paraguai.

Ora, ora, ora. Estamos esperando o que? Vamos nessa! É uma final de Libertadores. Compramos novas passagens, pedimos reembolso das antigas e nos preparamos para nova espera. Sim, porque os aeroportos seguiam fechados.

Mas eu acho que o vulcão chileno no final das contas era alvinegro, porque resolveu cochilar novamente naquele dia. Às 16 horas os aeroportos foram abertos e às 17:30 embarcamos para Guarulhos.

De lá para Asunción. Estávamos a caminho. A madrugada em Assunção não foi fácil. Aeroporto pequeno, vazio, gelado. Fiquei andando de um lado para o outro e o tempo custou a passar.

Em determinado momento chegou um boato de que o vulcão havia acordado novamente e se assim fosse, ficaríamos presos no Paraguai. Não vulcãozinho, nana neném, volta a cochilar, por favor.

Chegamos em Montevidéu

Uma história de viagem e futebol

Aeroporto de Montevidéu

Às 06:45, começou o check-in, mas faltou luz no aeroporto e foi interrompido. Ah, não!! Quem é que está de brincadeira aí em cima??? Mas às 07:45 embarcamos (depois do agente de imigração me perguntar porque eu tinha ficado tão pouco tempo no Paraguay e se não queria ficar mais tempo) e finalmente às 09:30 estávamos pousando, no Aeroporto Internacional de Carrasco em Montevidéu.

À caminho do Estádio Centenário, ônibus apedrejado pela torcida adversária

Uma história de viagem e futebol

No busão a caminho do estádio Centenário

Uma história de viagem e futebol

Ônibus apedrejado

Já era o dia do jogo, estávamos exaustos, mas a adrenalina estava a mil. Ainda deu tempo de tomar uma chuveirada, comer uma parrilha incrível e dar uma cochiladinha de meia hora, antes de seguirmos para o estádio.

Depois desta odisseia de mais de 36 horas, sem dormir, o ônibus que nos levou ao estádio ainda foi apedrejado pela torcida adversária. Foi um misto de alívio e animação chegar por fim ao Centenário, a tempo de ver o primeiro jogo da final da Libertadores.

O jogo

 A noite estava gelada, o estádio lotado e a torcida adversária agressiva jogava coisas e provocava a torcida do Santos, que revidava com xingamentos. Ainda bem que ficou só nisso, embora na volta nosso ônibus tenha sido novamente apedrejado.

O jogo foi tenso, nervoso e terminou 0 x 0, mas na semana seguinte, no Pacaembu em São Paulo, levantamos a taça de campeões da América. Tri campeões da América e valeu cada minuto dessa odisseia. Alguns meses depois estávamos no Japão para ver o Santos disputar o Mundial Interclubes.

Mergulhe comigo nas emoções de estar no Japão e no Mundial:

+ O Japão em Breves Palavras Resgatas

Uma história de viagem e futebol

Viajantes torcedores

E como somos torcedores/viajantes ou viajantes/torcedores, aproveitamos a oportunidade de estarmos em Montevidéu e depois do jogo fomos aproveitar a cidade que é uma graça, cheia de pessoas muito gentis e simpáticas, onde comemos muitíssimo bem e passamos ótimos e deliciosos dias.

Visita ao Estádio Centenário

Uma breve história de viagem e futebol

Estádio Centenário

A Klécia, produtora de conteúdo do blog Fui Ser Viajante também visitou o Uruguai e aproveitou para conhecer o Estádio Centenário: “Nem o mais caro, e acho que nem posso dizer que é o mais bonito. Mas tem uma coisa que o Centenário de Montevidéu tem de sobra: história.”, disse ela.

Ah, mas ela disse muito mais desse estádio que carrega o peso da história de ter sido construído para a primeira Copa do Mundo em 1930.  Quem ama futebol entende o que estou falando né?! Então, que tal visitar o Estádio junto com a Klécia e descobrir as intimidades dele?! Clica no link aqui abaixo e se joga no Centenário com ela.

Cais da Ilha de Genebra+ Estádio Centenário de Montevidéu, um monumento ao futebol mundial

Quem também gosta de uma história de viagem e futebol e por isso sempre adora incluir assistir a partidas em estádios em suas viagens é a Adriana que escreve para o Atravessar Fronteiras e seu marido Bruno. Aliás, o Bruno escreveu um texto muito legal sobre estádios de futebol pelo mundo. Quer saber quais são e outros detalhes?! Então clica no link bem aqui abaixo!

Cais da Ilha de Genebra

+ Incluindo futebol nos roteiros de viagem

Quer conhecer lugares para tomar um café em Montevidéu?! São duas livrarias com cafeterias!

Clica no link bem aqui abaixo para descobrir quais são!

Cais da Ilha de Genebra

+ Café com letras em Montevidéu

Venha espiar este mundão lindo comigo pelas redes sociais:

Siga o Espiando pelo Mundo no FacebookInstagramTwitter e Google+

Esta é uma dessas histórias de viagem e futebol, onde o personagem principal é um vulcão. #viajar #históriasdeviagem

Clicando na imagem ao lado Uma História de Viagem e Futebol ficará guardada em seu perfil no  Pinterest. 🙂

Para mais inspirações e histórias de viagem siga o perfil do Espiando pelo Mundo no Pinterest.

Uma história de viagem e futebol

Se você, meu caro viajante, gostou de saber sobre uma história de viagem e futebol, compartilhe em suas redes sociais para que os amigos leiam também! 🙂 

Os botões de compartilhamento estão aqui abaixo.

Cais da Ilha de Genebra

 

By | 2018-03-07T00:58:09+00:00 19/07/2014|Categories: A Arte de Viajar|Tags: , |12 Comentários

12 Comentários

  1. […] + Uma história de viagem e futebol […]

  2. Klécia Cassemiro 22/07/2017 em 14:46 - Responder

    Que história, amiga! Que história! Posso dizer que fiquei com invejinha de você ter passado esse perrengue todo? Mas inveja de dias de sofrimento e agonia, como assim?
    Deixa eu explicar: porque só quem ama muito um time, quem ama muito futebol, passa por todo esse sufoco de enfrentar vulcão, falta de luz, pedra no ônibus para ver seu time entrar em campo. Eu quero poder dizer que fiz isso pelo meu time também, um dia! – só fico na duvida se precisa ter mesmo um vulcão envolvido na historia!
    Obrigada pela referencia ao nosso post do Centenário! Um dos estádios com mais historia que ja visitei – e que faz parte da sua historia tambem! 🙂

    • Analuiza Carvalho 22/07/2017 em 18:10 - Responder

      É verdade!! Só quem ama muito o esporte, quem ama muito estar num estádio de futebol, tem um time do coração sabe que esses perrengues valem suuuper à pena!!!! E Valeu!!! Que venham outras finais, outros jogos e novas emoções.

      O texto do Centenário, só para variar um pouquinho, está massa e perfeito para estar num dia de vitória! rsrsrs bjuuuss

  3. Gente, que história! Acompanhei apreensiva com medo de que no final vcs não tivessem conseguido chegar. Ainda bem que no final deu tudo certo (só essa pedrada no ônibus que poderia ter sido evitada, né?). Eu nunca viajei por motivos “esportivos”, mas admiro muito pessoas que seguem suas paixões mesmo em lugares distantes. Parabéns!

    • Analuiza Carvalho 25/07/2017 em 19:07 - Responder

      Oi Polly… foi um alívio chegarmos e assistirmos ao jogo. rsrsrsrs Qualquer forma de paixão vale à pena né?! rsrsrs bjs

  4. cwrgutierrez 25/07/2017 em 06:39 - Responder

    Ver nosso time ser campeão é muito bom né, e ainda junto com uma viagem, perrengue em partidas de futebol sempre acontecem quantas já passei acompanhando o São Paulo na libertadores.

  5. RoadTrio 25/07/2017 em 17:48 - Responder

    Que relato legal! Adoramos ler esse tipo de experiência, com todos os perrengues e coisas boas. Post show!

  6. Flávio Borges 26/07/2017 em 14:43 - Responder

    Wow! Que aperto vcs passaram! Apesar do sufoco, ficaram muitas histórias pra contar, né? Ainda bem que ficou tudo ok (e o Santos ainda foi campeão rsrs)

    Abçs!

  7. […] + Uma história de viagem e futebol […]

Deixar Um Comentário