TEMPOS estranhos – o dia que a TERRA parou

Tempos estranhos – um vírus do outro lado do mundo fez o planeta parar. Naqueles dias, ninguém saiu de casa. Então, a terra voltou a respirar. As ruas estavam vazias, o ar voltou a ser puro, animais voltaram a circular em lugares que já não eram vistos com frequência. Os seres humanos ficaram presos. Confinados.

Tempos estranhos, estranhos tempos

Minhas redes sociais e aplicativos de conversa estão inundados de informações sobre este novo vírus que parou o mundo. Elas chegam repetidamente de todo canto, de toda gente, em muitas línguas e formatos.

São memes, links, imagens, vídeos… A maioria do que chega é lixo, desinformação, notícias falsas que só promovem desespero, ansiedade, depressão e tantos outros sentimentos negativos que contribuem para minar ainda mais a energia terrena que já está tão enfraquecida.

Debilitado também está meu telefone, entrando constantemente em colapso, travando com a quantidade diária de mensagens dessa natureza que eu recebo. É impressionante o tempo que eu perco apagando tudo isso. Tempo para mim é bem precioso!

Para minha mente não seguir o mesmo rumo de meu celular, ignoro tudo, não abro nada, não vejo, não leio, respiro, sorrio, olho pela janela, vejo o céu e imagino um planeta bonito, radiante, vibrante, poderoso, curado de nossos excessos.

Uma estrada nova a ser trilhada nestes tempos estranhos

Tá certo, eu sei! Caminhamos trôpegos por esta nova estrada que surge em nossa frente, escura, triste, deserta, desolada, sombria, sentindo um cansaço enorme, porque estes tempos não parecem nossos, olhamos ao redor e não nos sentimos em casa.

Se eu fechar os olhos escuto o choro nos mais diversos idiomas, sinto o vento que traz o medo, a raiva, a incompreensão, a dúvida, a incerteza do futuro…. Ouço o pranto daqueles que enterraram seus mortos e nem ao menos puderam se despedir.

Podemos até pensar diferente, viver realidades diferentes, mas estas águas turbulentas atingem a todos. De uma maneira ou de outra!

Sentimos desamparo diante destes tempos estranhos. Chegamos até a pensar que esses dias atuais pertencem a existência de outro alguém. Onde está a vida que é minha?! Quem levou embora?! Tragam de volta!

Só que estes tempos são nossos, sim. De todos nós! Construídos por cada ser humano que habita este mundão lindo de meu Deus! Estamos exatamente onde nossos passos nos trouxeram. Somos um só corpo neste nosso planeta. Nunca ficou tão claro, como estamos interconectados.

A terra parou…

Pois é… que tempos estranhos estes que estamos vivendo hein Raul?! Bem que você sonhou!

…eu sonhei

Com o dia em que a Terra parou

Com o dia em que a Terra parou

Foi assim

No dia em que todas as pessoas

Do planeta inteiro

Resolveram que ninguém ia sair de casa

Como que se fosse combinado em todo o planeta

Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém..

Estamos de castigo

O Universo colocou a gente de castigo para que a Terra pudesse voltar a respirar. Parece que ao paramos, assim como numa prática de Hatha Yoga, conseguimos então perceber a vida, o pulsar das atividades do mundo real, não o das ilusões que criamos. Nos últimos tempos, a nossa própria vivência escorregava de nossas mãos.

Nosso bonito planeta estava sufocado com as nossas desnecessidades, com o nosso desperdício. Aí cabe a reflexão: qual o meu peso no mundo?! Eu não posso mudar o mundo inteiro, mas posso mudar meu mundo.

Tenho tudo o que preciso?! Preciso de tudo o que eu tenho?! Há algum tempo, eu pratico o minimalismo, sou vegetariana e reflito sobre todas as minhas ações pensando a respeito dos impactos de cada uma delas em mim, no outro, no planeta.

Tento assim, minimizar os efeitos negativos da minha presença no mundo! Não quero que meu prazer cause tristeza e/ou destruição. A minha jornada nesta estrada é bem longa ainda, mas isto nunca foi tão urgente. Sigo firme!

Uma chuvica no deserto que refresca a alma nestes estranhos tempos

Então, em meio à tempestade rotineira de milhões de desinformações que recebo via celular, eis que, como uma chuvica que cai no deserto, vejo num dos meus grupos virtuais, uma imagem linda. A foto alegrou meu dia, causando um impacto refrescante.

Marcia, escritora do Mulher Casada Viagem, com sorriso aberto e um bolo na mão: … estou feliz pelo bolo que reaprendi a fazer, disse ela na mensagem. Aquilo ficou em minha mente, promovendo sorrisos aqui e acolá, entre uma tarefa cotidiana e outra.

As alegrias dos amigos são nossas alegrias. Os pequenos prazeres da vida mundana que aquecem o nosso coração: bolo é sinônimo de aconchego, de boas conversas, de riso na cozinha de casa. Eu não perguntei, mas durante aquele dia inteiro eu pensei nela em momentos cheios de amor com sua família e o bonito bolo.

Nova chance

Mesmo sabendo que é para um bem maior, pela saúde de todos, ter nosso direito de ir e vir cerceado não é fácil. Sentimentos de sufocamento e desespero pelos tempos que estamos vivendo não são incomuns. Sem as tarefas diárias e as pessoas para nos distraírem, nossos fantasmas se soltaram e porque não nos conhecemos, sentimos medo.

Entretanto, eu vejo tudo isso como uma nova chance. Se deixarmos o medo de lado, podemos nos reinventar. Ganhamos novas possibilidades de nos livrarmos dos excessos, de buscarmos pelo que importa nessa vida. Ganhamos a chance de voltarmos a respirar! De deixar o planeta respirar.

Fico apenas a me perguntar: conseguiremos?! Alguma coisa mudará depois que a pandemia passar e sairmos do castigo?! Espero que sim, porque eu quero respirar e ajudar o planeta a respirar. Só isso! O resto?! Pura ilusão!

Enquanto todo mundo espera a cura do mal

E a loucura finge que isso tudo é normal

Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz

A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência

Será que é o tempo que lhe falta pra perceber

Será que temos esse tempo pra perder

E quem quer saber

A vida é tão rara (tão rara)

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Tempos Estranhos – o dia que a terra parou

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By |2020-05-08T15:17:48+00:0004/04/2020|Categories: Cotidiano|Tags: , |23 Comentários

23 Comments

  1. Zudi Dadalt 04/04/2020 em 16:04 - Responder

    Ana você é um exemplo que procuro seguir. Obrigada por sempre me fazer refletir sobre a vida. bjs

    • Analuiza Carvalho 05/04/2020 em 12:38 - Responder

      oh querida Zudi, que mensagem cheia de gentileza! Estamos todos nesta mesma jornada, influenciando uns aos outros! Que possamos sempre nos ampararmos e ajudarmos mutuamente. beijo enorme

  2. Cintia Grininger 06/04/2020 em 19:48 - Responder

    Ah Ana, vc sempre com um pensamento mais sereno e sábio sobre as coisas… neste fim de semana estávamos também falando dessa música do Raul (meu marido é super fã) e como ele profetizou esse momento! Confesso que, apesar das inúmeras notícias boas para o planeta por conta da diminuição da atividade humana, tenho dúvidas se essa experiência vai realmente mudar as pessoas para melhor – ou se simplesmente tudo voltará ao que era assim que for possível (espero sinceramente que não <3)

    • Analuiza Carvalho 09/04/2020 em 11:01 - Responder

      Oi Cintia…infelizmente eu tenho as mesmas dúvidas que você! Quero muito acreditar que alguma coisa vai mudar em cada um de nós para que possamos viver de outra maneira, mais sustentável, mais verdadeiramente amorosa, minimalista, com valores diferentes dos que nossas sociedades tem vivido até agora. Se uma parte significativa das populações se modificarem já teremos um ganho, mas me pergunto: será?! Sigo fazendo a minha parte e orando ao Universo que nos permita a cada dia ter mais consciência. 🙂 bjus

  3. Jéssica Venerável 06/04/2020 em 21:46 - Responder

    “tempos estranhos”. Não h[a definição melhor para esses dias em que vivemos um dia de cada vez e ao mesmo tempo um dia em mil outros. São dias que já entraram para a história, que espero, tenha um final feliz. Se cada um conseguir olhar esses dias com a poesia que você olha, conseguiremos.

    • Analuiza Carvalho 07/04/2020 em 12:02 - Responder

      oi Jéssica… que depois desta tempestade possamos de fato viver dias mais felizes. Isso depende de cada um de nós… Não acredito que todos tenhamos que concordar, os caminhos para a felicidade são múltiplos, mas todos temos que colocar intenções e ações para construirmos estradas felizes para todos. Espero conseguirmos! bjus

  4. Ruthia Portelinha 07/04/2020 em 10:19 - Responder

    Eu senti a sua reflexão a reverberar bem fundo no meu peito. Vivemos dias realmente estranhos e sem uma data definida para terminar. Também sou bombardeada todos os dias com mensagens sobre a pandemia, e apago mais de 90% sem abrir. Não faz bem à nossa sanidade mental.
    E também sorri perante a imagem da Márcia, com o seu bolo bonito. Que cara de felicidade. A felicidade, tal como o medo, é contagiante, né? Que consigamos continuar a focar no que nos faz bem e a ignorar tudo o resto.
    Abraço apertado, querida Analuiza

    • Analuiza Carvalho 08/04/2020 em 09:16 - Responder

      oi Ruthia… fico bem feliz em saber que minhas palavras atingiram seu coração. Isso: felicidade e medo são contagiantes. Cabe a cada um de nós escolher que estrada seguir! beijo enorme

  5. Suriàn 07/04/2020 em 11:23 - Responder

    Estou fazendo o mesmo que você Ana, ignorando notícias ruins. Parabéns pelo post, realmente estamos vivendo dias estranhos! Que venha um novo tempo com pessoas mais amáveis e dias melhores

    • Analuiza Carvalho 07/04/2020 em 11:34 - Responder

      Isso mesmo Suriàn… temos que manter a cabeça no positivismo. Uma mente equilibrada, tende a afastar enfermidades, porque mantemos o sistema imunológico fortalecido. Que o Universo escute nossas preces, que nosso livre arbítrio nos conduza por estradas de amor, compreensão, respeito… Que tempos melhores aconteçam depois desta tempestade! bjus

  6. Fernanda Scafi 08/04/2020 em 15:45 - Responder

    Adorei o texto… meu celular pifou no começo da quarentena (bateria não carrega mais) e ao mesmo tempo q tenho uma angústia por ficar longe das minhas fotos e aplicativos, estou aliviada de nem conseguir acompanhar o mundo digital direito, que pelo pouco que vejo, está mais chato do que nunca. Sobra mais tempo para ler, fazer palavras cruzadas, maratonar séries, arrumar a casa etc… Ainda não consegui meditar, mas vou tentar novamente nos próximos dias. Ah, não sou vegetariana, mas já faz anos que diminuo pouco a pouco o consumo de carne pq afinal não precisamos desse exagero dos dias de hoje. Essa é uma boa época tb pra refletir sobre o que fazemos e consumimos – se eh pq precisamos mesmo ou se eh pq foi meio imposto pela sociedade…

    • Analuiza Carvalho 10/04/2020 em 09:49 - Responder

      oi Fer… que bom que gostou do texto! Faz bem em ficar longe do mundo digital. Ou pelo menos dos excessos: há tanta informação desnecessária circulando que causa medo e angustia e não ajuda em nada a atravessarmos este período. Muito melhor aproveitar este tempo para nos recolhermos. Pararmos um pouco, mudarmos o ritmo… descobrir e fazer aquilo que nos dá prazer, além dos afazeres que tomam tanto o nosso tempo quando a vida está normal. Investir no sono, na boa alimentação: tirar cada vez mais carnes do prato já é um excelente passo para a sua saúde e do planeta também.

      Palavras cruzadas?! Faz tempo que não faço! rsrsrs

      Desejo de coração que cada um de nós consiga refletir sobre o modo de vida atual e modificar algumas coisas quando o isolamento acabar. bjs

  7. Angela C S Anna 11/04/2020 em 06:27 - Responder

    eu aproveitei para fazer bolo também, nunca tinha feito e olha que deu certo (claro q fui com supervisão do marido chef de cozinha haahha). já terminei meu primeiro curso online 100% e voltei a estudar japonês com mais afinco. também tive que fazer algumas alterações de conteúdo no blog e no youtube para adaptar a esse tempo de “No travel”
    espero que ano q vem volte aos poucos

    • Analuiza Carvalho 12/04/2020 em 13:03 - Responder

      Os ajustes fazem parte da realidade de todo mundo. Às vezes de forma intensa, urgente, necessária e outras mais suaves. Sofrido ou não depende do peso que cada um coloca em todas as coisas. Dias desses vou tentar fazer um bolo vegano! 🙂

  8. Debora Santiago 25/04/2020 em 14:51 - Responder

    Obrigada por compartilhar esse texto lindo e reflexivo! 🙂

    • Analuiza Carvalho 25/04/2020 em 15:15 - Responder

      Que possamos todos aproveitar o momento de isolamento e distanciamento para refletirmos! 🙂

  9. Débora Resende 04/05/2020 em 19:42 - Responder

    Ótima reflexão! Acho que “estranho” é a palavra perfeita para definir o que estamos vivendo. E não dá nem para imaginar como vai ser depois que tudo isso acabar, né? Mas estou tentando me manter otimista 🙂

    • Analuiza Carvalho 06/05/2020 em 10:45 - Responder

      Oi Débora… também estou tentando me manter otimista! Quero muito acreditar que o mundo seguirá novos rumos, mais sustentáveis, mais humanos, mais gentis, mais respeitosos, menos egoístas, menos gananciosos…

  10. Marcella 06/05/2020 em 09:59 - Responder

    Esse tempo é estranho, incerto e difícil… mas sinto que realmente estamos começando a olhar nossas prioridades e valorizar as coisas simples. E sim, tambem fiz bolo! Hehehe

  11. Klecia 07/05/2020 em 15:29 - Responder

    Oi Ana, obrigada pelas palavras que levam a mais uma reflexão de quarentena! Eu não consegui formular ainda o que sinto sobre tudo. Ter que enfrentar a batalha contra o vírus tão de perto é um desafio. Estar em casa para mim é cuidado, é reparo, é voltar aos eixos. Então agradeço imenso pelos tempos de delicadezas entre meu sofá, minhas plantas e minhas receitas de bolo. Cuide-se querida. Um dia desses, poderemos ir e vir novamente (eu espero). Beijos!

    • Analuiza Carvalho 08/05/2020 em 15:31 - Responder

      oi Klecia… ter um lugar de recolhimento (seu sofá, suas plantas e receitas…) nunca foi motivo tão forte para agradecer e sentir gratidão. Imagino o misto e a quantidade de sentimentos para quem está tão de perto… Aliás, nem imagino. Se cuide. Muito. Cada dia nos aproxima mais da cura… bjus

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