Surfar as ONDAS do mar e ser FELIZ: HISTÓRIAS cotidianas

Surfar as ondas do mar e ser feliz! Tão simples quando verdade. Entrar no mar e descer uma onda sobre uma prancha rendeu alguns dos momentos mais felizes que eu vivi nesta minha longa existência.

Um dia Leo me convidou para fazer snowboard. Topei na hora. Gosto de experimentar coisas novas. Sou uma alma inquieta, curiosa, novidadeira. Naquele mesmo ano nós voamos para San Martín de Los Andes, na Argentina, onde fizemos alguns dias de snow.

Foi meu primeiro contato com neve. Foi meu primeiro contato com o esporte.

Senti medo. Enfrentei. Caí. Levantei. Deslizei. Gostei muito!

De volta à Salvador eu pensei: não tenho montanhas nevadas, mas tenho um marzão lindo à minha disposição.

Resolvi aprender a surfar!

Escola de surf para aprender as surfar as ondas do mar

Sem coragem de me jogar sozinha nas ondas soteropolitanas, eu busquei ajuda em uma escola de surf.

A primeira lição que recebi de meu professor: você tem que aprender a vacar (tomar caldo)! Aquilo me marcou de tal maneira que eu levei este aprendizado para a minha vida. Sempre que me vejo em meio a raios e trovões, que minha vida complica, eu respiro e espero a onda passar, sem me debater.

Demorou, mas aprendi a vacar. Inclusive passou a ser um momento agradável sentir a onda passar por cima de mim e voltar à superfície em busca de novo fôlego, novas ondas. Tornou-se mesmo um momento sublime, eu submersa, engolida pela água salgada, a onda passando. Eu emergia feliz, amarradona! Estar no mar me deixava em estado de puro êxtase.

Cicatrizes, memórias, amigos e saudades

surfar as ondas do mar

Minha incursão pelo mundo do surf durou duas estações e me rendeu algumas cicatrizes, as mais felizes memórias, amigos e muita saudade. Eu realmente vivi no outside horas de muito prazer, entusiasmo e diversão!

Quando eu vi o fundo de uma onda pela primeira vez, quase chorei de tanto amor! Minha alma era puro deleite quando estava no mar, sobre uma prancha, envolta em água salgada.

Com muitos rasgos de medo.

“(…) o surf sempre tinha esse limiar, esse limite do medo que o tornava diferente das outras coisas e sem dúvida, dos outros esportes”, disse Willian Finnegan, surfista e completou “o oceano era como um Deus indiferente, infinitamente perigoso e com um poder imensurável”.

Sentia-me assim: um misto de respeito, excitação e temor pelo impressionante Deus Oceano.

Sempre gostei das marolinhas, das ondas mais gordinhas. As ondas buracos sempre foram um grande mistério para mim. Nunca as entendi. Nunca as domei.

Peripécias sobre as ondas

surfar as ondas do mar

Um dia, eu estava surfando com um amigo e um angolano de férias no Brasil, que tinha resolvido aprender a surfar. O dia estava nublado, escuro, nuvens pesadas tomavam conta do horizonte, o outside estava meio vazio. O cenário estava bonito com aquela atmosfera meio sombria. Minha alegria era extrema!

O mar estava crescendo. Veio uma onda. O amigo me disse, vai Ana, que esta onda é sua cara.

Não pensei, não avaliei (nunca fui boa de ler as ondas mesmo). Agi no instinto e fui!

Quando eu estava remando e olhei para trás eu percebi o tamanho da roubada: a onda era maior do que eu gostaria de pegar. Do que eu me sentia capaz de pegar. Do que eu conseguia pegar. Mas já estava remando, ela estava se formando atrás de mim. Senti que ela ia me engolir. Não tinha alternativa. Remei mais forte e dropei.

Era onda buraco! Não consegui colocar na parede e despenquei lá de cima! Foi uma vaca sinistra.

Para os meus padrões, lógico!

Foi uma sensação irada ter dropado aquela onda, mesmo vacando! Os meninos não acreditaram em mim, acharam que eu desistiria sem tentar!

Foi lindo!

Até hoje eu me lembro da sensação!

O surf me proporcionou momentos assim. Há um ditado que diz que não há mal que não cure com um dia de surf. Eu acredito muito nisso.

Tive dias deliciosos de surf com amigos: de sal e risos. De superação e curtição.

Uma amiga surfista que ama uma marola perfeita

Surfar as ondas do mar

O mar me deu uma amiga mais que amada. Dessas que a gente carrega no coração para toda a vida. Menina artista,  linda, que pinta ondas, surfa até hoje e ganhou o mundo. Surfamos muitas vezes juntas. Posso dizer que o nosso foi um amor à primeira vista.

Ou talvez à segunda vista.

Uma manhã de sol, eu, ela, uma fun (funboard – tipo de prancha) e nosso professor. Ela carregava a prancha pela frente e eu pela rabeta. Era cedo e ela não parava de tagarelar, falando praticamente sozinha, emendando um assunto no outro, quase sem respirar.

Me senti irritada. Queria ouvir o silencio, o nascer do dia. Meus passos, meus pensamentos.

Ela só parou a tagarelice quando entramos no mar.

Quando ela se calou, curiosamente o amor floresceu. Assim, instantaneamente. Naquele mesmo dia, nós rimos muito no mar e nossa amizade começou. Sei que durará além da eternidade. Ganhei uma amiga de vida e para a vida e além dela. Já se vão anos e sinto saudades de nossas conversas intermináveis. Imensas saudades!

Mas sei que ela está no melhor lugar onde poderia estar neste momento, perto do mar, das ondas, de outros amigos queridos, num lugar especial para ela, vivendo sua marola perfeita.

Sua felicidade é minha felicidade.

Cicatrizes. Muitas!

Surfar as ondas do mar

Uma vez eu tomei uma vaca e me deixei ficar submersa mais tempo do que devia. Um amigo preocupado veio remando saber se eu estava bem. Quando eu estava emergindo, a quilha da prancha dele cortou a parte inferior de meu olho.

Não fiquei cega por poucos milímetros.

Carreguei um olho roxo por muitos dias, uma cicatriz por alguns anos e as lembranças para o resto da vida.

Em outra ocasião eu cortei minha coxa com minha própria quilha. Este acidente não deixou marcas visíveis, mas doeu por semanas. Principalmente quando eu entrava no mar e estava deitada sobre a prancha remando.

Sempre fui estabanada.

Noutro momento, mar crowdeado, depois de pegar uma ondinha querida, fui voltando para o outside quando eu me distrai, subestimei uma marolinha de beira de areia. Ela empinou minha prancha que bateu com muita força estatelando em minha cara.

Num primeiro momento eu só fiquei constrangida com meu vacilo. Só quando vi a cara assustada das pessoas percebi o sangue que jorrava de meu rosto. Não sabia o que tinha quebrado, mas a coisa parecia feia.

Era!

Levei vários pontos no lábio superior. A prancha o rasgou de ponta a ponta.

O médico que me deu os pontos era um senhorzinho. Suas mãos tremiam muito. Até hoje eu me pergunto como permiti que ele me desse aqueles pontos!  O resultado?! Uma boca deformada.

Recebi a recomendação expressa do médico de passar pelo menos 7 dias longe do sol e do sal.

No dia seguinte lá estava eu com minha prancha debaixo do braço entrando no mar. Não teve argumento (todos sensatos) que me demovesse de surfar naqueles dias, mesmo cheia de pontos e com a cara inchada.

Até que um dia eu parei de surfar as ondas do mar

Por algumas e variadas razões eu parei de surfar. Desde então nunca mais subi numa prancha. Carrego comigo lembranças e saudades infinitas. Como eu sinto falta daqueles dias! Surfar as ondas do mar me fez muito feliz

As ondas que tanto fizeram a minha alegria atualmente decoram a minha cama, em formato de almofadas pintadas por minha linda amiga, e a minha pele.

Um dia eu resolvi praticar snowboard?! Quer saber como foi esta experiência?! Então clica no link bem aqui abaixo!Cais da Ilha de Genebra

+ Resolvi praticar snowboard

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#surfar as ondas do #mar e ser feliz. Esta é uma história simples e cotidiana. Sol, sal, cicatrizes, memórias, amizade e felicidade. #viajantesempressa #espiandopelomundo                #surfar as ondas do #mar e ser feliz. Esta é uma história simples e cotidiana. Sol, sal, cicatrizes, memórias, amizade e felicidade. #viajantesempressa #espiandopelomundo

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Surfar as ondas do mar e ser feliz

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Cais da Ilha de Genebra

By |2018-03-07T01:10:45+00:0025/02/2018|Categories: Cotidiano|Tags: |2 Comentários

2 Comments

  1. Klecia 21/03/2018 em 17:19 - Responder

    Ana, eu nunca teria coragem de surfar. O mar me dá medo demais, sei lá porque. Não sei ficar sozinha, nem sei enfrentar. Imaginar que ia me entregar aos gostos de uma onda me coloca arrepiada mesmo aqui, na minha cadeira.
    Mas isso de provar novas sensações, novos sabores, isso eu gosto. Prefiro em terra firme, até no ar. Mas gosto muito. E acho que faz parte da vida, ensina, edita nossos conceitos e certezas. Quero fazer mais disso sempre. Provar o máximo, gostar, não gostar, seguir a onda até ela quebrar, vacando as vezes também.
    Que assim seja na vida 🙂
    Lindo e poético texto como sempre – uma boa dose de EPM para mim, que andava em dívida e com saudades! Beijos!

    • Analuiza Carvalho 24/03/2018 em 08:09 - Responder

      Como diz uma amiga minha super querida: qual a sua marola perfeita?! Não importa o que vamos experimentar, que medos iremos vencer. O negócio é estar em movimento! Este mundo é tão diversificado que as possibilidades do novo são quase infinitas. Sair de nossa caixa nos reinventa, nos ajuda em nosso autoconhecimento. Mudam nossas perspectivas, crescemos… Provar… isso move o mundo, pois nos mostra que as direções não são únicas. Abrir nosso coração!

      Que bom que surfou comigo em um momento marola perfeita para mim: meus dias de surf! Foram dias intensos aqueles! rsrs bjus

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