Roteiro DIFERENTÃO de 10 dias pelo PERU: o que VER e FAZER neste país INCRÍVEL

Passamos 10 dias incríveis no Peru! Não esperava encontrar um país tão espetacular, acentuado e exagerado, cheio de caos e energia abundante, repleto de cores e simpatia e principalmente de muitos paradoxos: há ordem na confusão, há beleza no deserto, há gentileza nas dificuldades. Este roteiro pelo Peru incluiu algumas cidades e uma meia maratona na capital.

Afinal, sou casada com um corredor de rua.

O que fazer no Peru?! Inúmeras coisas espetaculares!

Dia 0 – de Salvador para Chiclayo

Roteiro pelo Peru

No Larcomar em Lima

Deixamos Salvador às 20:40 da noite de Domingo. Naturalmente se contarmos com banho, arrumação de mala – sempre deixamos tudo para última hora – e chegarmos até o aeroporto (de metrô porque esta Salvador está é muito chique!) tudo começou horas antes.

De Salvador para Guarulhos 2h de voo. Saída de lá 01:30 AM. 2 horas e 40 até Montevidéu no Uruguai, de onde saímos às 07:45 da manhã. Pousamos em Lima 5 horas depois. Na capital peruana tivemos apenas algumas poucas horas antes de partirmos, pois a cidade ainda não era nosso destino final. Resolvemos almoçar no Centro Comercial Larcomar porque não podíamos perder tempo. Tínhamos horário para deixar Lima.

Lima me fez sentir um amor assim à primeira vista. Ela tem uma constituição incomum, que não cabe em nenhum estereótipo. Diferente, viva, esta cidade é pulsante, vibrante, alma forte. Ao mesmo tempo tem uma placidez… Lima me desafiou e por isso me atraiu.

Almoçamos bem no restaurante Popular dentro do Centro Comercial Larcomar. Comida boa e farta! Apesar de ser shopping, ele é aberto e com vista para o mar. Então não tem aquele jeito claustrofóbico dos shoppings.

Muita gente circulando mesmo sendo segunda feira.

De lá fomos caminhar um pouco pelas ruas no entorno e paramos para tomar um café num lugar super fofo chamado Puko Puko – café expresso delicioso! Fomos muito bem atendidos e recepcionados em Lima, mas observei que as pessoas não sorriem. Pelo menos não em atendimento. 🤔

Às 5 horas da tarde deixamos Lima. Pegamos o busão da Cruz del Sur por 13 horas em direção a Chiclayo, aí sim, nosso destino final. O motorista era meio maluco, mas a viagem foi melhor que muito voo que já peguei por aí.

Aventura mesmo só ir ao banheiro com tanto sacolejo. 😂😂

Depois de 2 dias sem dormir e mais de 36 horas sem banho aqui começou nossa viagem pelo Peru.

Dia 01 – Chiclayo e Lambayeque

Roteiro pelo Peru

Museo Arqueológico Brüning em Lambayeque

O que nos trouxe para estas bandas foi o desejo de conhecer o Peru antigo. Quando eu digo antigo, é antigo de verdade. Viemos em busca das civilizações pre-incas como Lambayeques e Mochicas.

Chegamos hoje cedinho em Chiclayo e já partimos para a cidade de Lambayeque, coladinhas uma na outra. Sem tempo a perder e sem conhecer direito a região pegamos um táxi que o hotel chamou para nós. O motorista foi tagarelando o tempo todo. Aqui eles falam muito, conversam muito, riem bastante. Alegria e gentileza juntas significam um povo adorável.

Primeira parada: Museo Arqueológico Brüning. Um lugar subestimado. Com um acervo ótimo, ele nos conta muito sobre as civilizações peruanas antigas. Tem peças maravilhosas! Além de nós, apenas outro casal percorria aquelas preciosas salas. Uma lástima.

Seguimos a pé pela cidade até a parada seguinte: Museo Tumbas Reales de Sipán. Fomos engolfados pela vida elétrica, pulsante, intensa e barulhenta de Lambayeque.

Buzina é trilha musical. Faixa de segurança é uma arte abstrata que ninguém entende do que se trata. Sinaleira é adorno das esquinas. Para atravessar a rua temos que dominar a arte de rodar a cabeça em 360 graus, pois nunca sabemos de onde vem uma van, mototáxi, ônibus, micro-ônibus, bicicleta, carro… o trânsito por aqui é mesmo território livre.

A vida nestas terras acontece ao ar livre. O mercado informal, tanto em Lambayeque quanto em Chiclayo é coisa seríssima! Tem de tudo: junto e misturado. Colorido e ruidoso. Uma loucura. Andar pelas ruas é receber uma quantidade imensa de informações vindas de todas as direções.

Deixa a gente tonto!!!!

Entramos num mercado. A coisa mais louca que já vi na vida. Corredores estreitos carregados de produtos e boxes com de um tudo: de salão de beleza de 2 cadeiras (como tem este tipo de estabelecimento por aqui) a frutas, verduras e peixe seco.

Com muito custo, pois queria fuçar mais, seguimos para o museu. Viemos em busca do Peru antigo, mas estou fascinada pelo Peru atual.

O Museo Tumbas Reales de Sipán é extraordinário. Uma descoberta arqueológica espantosa. Tumbas de dois senhores de Sipán e outras tantas. Objetos excepcionais em termos de tecnologia e simbologia. Uma história contada em ricos e sensacionais detalhes.

Uma visita espetacular e talvez o melhor museu com esta temática que eu já tenha visitado.

De volta às ruas, já a tarde estava avançada, mais calmas, caminhamos em busca de um lugar para almoçarmos.

Fomos ao El Cantaro: turístico, mas precioso. De cortesia canchitas que é maíz (milho) tostada e coktail de algarrobina. Adorei ambos.

Para almoçar pratos típicos do norte peruano: arroz de pato e seco de cabrito. Ambos bons: comida despretensiosa, caseira, básica. Maaaassss… para cada uma dessas iguarias, Augustín, o dono, nos ofereceu a história de sua origem e algumas lendas.

Assim, nos levou ao passado e os pratos ganharam significado e para mim muito mais sabor.

Ah! Ainda nos ofereceu café. Mais cortesia. Ele fez de um modo, numa parafernália que nunca tinha visto. Agoniada do jeito que sou interferi na maneira de fazer e assim, eu consegui um café – local, claro – aromático e saboroso. Forte como eu gosto (descobriria mais tarde que os peruanos fazem um café muito aguado e de sabor duvidoso. Assim, sempre que podia me metia para deixá-lo ao meu gosto).

Aqui, me disse Augustín, tudo é feito à moda antiga. Levamos tempo para preparar tudo. Comida raiz?! Gosto disso!

Seguimos para mais passado. O Centro Histórico de Lambayeque está literalmente caindo aos pedaços. Uma tristeza só!!! Entretanto, a Catedral do século XVIII é belíssima. Assim como um casarão do mesmo século que conta um pouco do passado colonial do Peru.

O guia fez uma explicação emocionada da independência e eu quase choro. Acho que ele percebeu, pois veio me perguntar se eu havia gostado. Depois, Leo ficou conversando com ele e eu me sentei nos degraus e deixei minha imaginação voar para longe.

Voltamos para Chicalyo de coletivo. Demoramos de entender que coletivo por aqui não é busão e sim carro compartilhado. Lá fomos nós pelas ruas das duas cidades como se estivéssemos numa corrida. O trânsito por aqui é para os fortes. Tomei cada susto!!! A todo instante pensava: agora vai bater… agora vai! Ufa, não foi!!!

Nos misturamos ao povo nas ruas. Que loucura!!!!! Gente para todo canto, o fim do dia fervilhava. Curioso que Chiclayo e Lambayeque reúnem muito do que eu detesto e tanto critico em Salvador: desordem, sujeira, barulho extremo… Por que será então que estou tão encantada com o Peru?! 🤔🤔

Jantamos ceviche – maravilhoso – no Hebron, dica de Reina da recepção do hotel, uma fofa. Ganhamos uma mini sobremesa de cortesia. Adorando o povo nos dando cortesia por aqui. Assim encerramos um dia incrível no Peru!

Curiosidades:

1 – para Leo mandar um cartão postal para o Brasil teve que apresentar o passaporte;
2 – Depois de entramos no busu ontem um funcionário filmou todos os passageiros;
3 – hoje uma menina me pediu para tirar uma foto minha para a campanha municipal. Disse que era para a fala do candidato sobre o turismo. Claaaro que não né?!
4 – uma pessoa nos disse que visitou o Brasil e que se sentiu muito insegura. Aqui todo mundo fala que a gente pode andar de boa, mesmo à noite que não passa nada. O que pensar diante disso de nosso Brasil varonil?!

Dia 02 – Chiclayo, Túcume e Ferreñafe

Roteiro pelo Peru

No topo de uma das pirâmides de adobe da civilização Lambayeque

Hoje foi intenso. Fizemos um maravilhoso mergulho no passado peruano. Fomos longe, muitos séculos atrás.

Deixamos o hotel cedo até a parada de van (kombi) para Túcume. O dia já começa agitado em Chiclayo. Cada vez mais eu me convenço que a vida aqui é vivida na rua: tudo acontece ali! Em Túcume pegamos pela primeira vez o mototáxi. Eu adorei a experiência! Prático!!!!! Arriscado, mas divertido. O trânsito aqui é insano e enfrentá-lo numa motoca é mesmo com emoção!!! 🤣🤣

Visitamos o Museo Túcume e foi uma maravilhosa surpresa! Estivemos em contato com a civilização Lambayeque. Andamos por sua antiga cidade abandonada à época dos espanhóis. Conhecemos mais pedaços de sua incrível história.

Ver a cidade, as pirâmides do alto, foi sensacional. Emocionante! Para completar, só Leo e eu transitávamos por ali. Como as culturas pre-incas são subestimadas. Uma pena, pois elas eram riquíssimas. As descobertas arqueológicas nestas bandas são extraordinárias!

A paisagem árida, o sol quente, o que restou das pirâmides de adobe… foi uma volta ao ontem peruano de maneira forte.

Pegamos novamente um mototáxi e fomos almoçar numa biboquinha, do tipo muito biboquinha. Comida caseira: feijão, arroz e frango de ensopado. Refresco de cevada (horrível) e sopa. Comida honesta. A dona, só sorrisos e gentileza – menu não temos senhorita, mas eu te digo o que tem para comer hoje. E repetiu todas as vezes que eu pedi. Com minha memória furada, foram muitas.

O tempo estava acabando, então corremos para pegar a van – lotada e o motorista seguia avionado. Ele foi flertando com a morte e ela sorrindo para nós. Eu hein?! Sai dessa!

Chegamos em Chiclayo, pegamos outro mototáxi para o paradero de vans para Ferreñafe. Toca motô que o tempo urge. Seguimos a toda. Lá tomamos outro mototáxi para o Sicán National Museum . Pequenino, com ótimas peças, mas carecendo de informações. Isso me frustrou, pois muita coisa fiquei sem saber do que se tratava.

De novo mototáxi para o paradero de vans para Chiclayo, van e tx para a plazuela. De lá um jantar gostoso – um ceviche diferente no 900 Café. Voltamos para o hotel caminhando pelas intensas ruas de Chiclayo.

O sol e esta volta ao passado com a loucura do trânsito me deixaram exausta. 😊 Maaaaaassss tão feliz. Estou muito satisfeita por termos decidido vir para cá e por este roteiro pelo Peru. Uma escolha perfeita!

Em tempo; o sistema de transporte público é uma loucura, mas funciona muito bem. Barato, nos leva para todo canto, não esperamos muito, pois sempre tem alguém saindo e todo mundo ajuda aos dois forasteiros aqui.

Muito grata por tudo até agora. Gracias Peru.

Ao chegarmos no hotel, Reina a recepcionista sempre nos pergunta sobre nosso dia, o que resulta em deliciosa e longa conversa. Uma fofa!!!! Eu me aboleto no sofá da recepção e esqueço do cansaço perdida em suas historias.

Dia 03 – Trujillo e Madalena de Cao

Roteiro pelo Peru

Pelas ruas de Trujillo no Peru

Hoje o dia foi espetacular. Mais um! Quando eu pensei que já tinha visto o melhor das civilizações pre-incas descubro hoje um lugar ainda mais extraordinário!

Saímos de Chiclayo na madruga. Pegamos o busu com a cidade ainda escura e adormecida. A viagem foi tranquila e silenciosa. Mais ou menos 4 horas depois chegamos em Trujillo: completamente diferente de Chiclayo e Lambayeque. Mais urgente, mais direta, mais bonita, menos apaixonante.

No terminal do ônibus, no banheiro, uma senhorinha puxou assunto comigo. Perguntou de que cidade eu estava vindo e o que eu fazia no Peru. Me contou que mora em Lima com a filha adotiva. Sabia que estamos recebendo milhares de venezuelanos?!

Eles chegam aos montes. Eu estou hospedando 11 em minha casa. Primeiro foi um casal e depois veio a família. Mas eles têm que conseguir sua comida. Tem muitos vivendo nos parques.

Disse que a comida peruana é maravilhosa e me desejou sorte quando tive que partir.

Deixamos as coisas no hotel e partimos para conhecer La Dama de Cao. 1 hora sacolejando MUITO numa van desconfortável. Estrada não muito boa, mas com paisagens intrigantes: o mar de um lado, margeado por descampados e mais adiante por uma aridez digna do filme Mad Max.

O Museo La Dama de Cao é excepcional, estupendo. Naquele sítio arqueológico – cujas escavações e estudos continuam – foi descoberto o esqueleto de uma mulher – a Senhora de Cao que governou os Moches nesta região.

Uma mulher governante de uma impressionante civilização nos primeiros anos da era cristã. Os detalhes desta história – do que se sabe – é fascinante!

Muitas perguntas ainda seguem sem resposta, mas os estudos continuam. Eu quero saber mais.

A visita só não foi perfeita porque ela obrigatoriamente tem que ser feita com guia por uma questão de preservação deste precioso lugar. O formato de guia de grupo é aquela coisa acelerada. Somente agora, horas depois de ter voltado, é que estou assimilando as muitas informações recebidas e algumas dúvidas estão surgindo.

O local onde está o sítio arqueológico é inóspito, o que torna tudo ainda mais intenso, incomum. A guia ao final diz algumas coisas na extinta língua moche e foi emocionante. Talvez tenhamos sido contaminados por todas as histórias escutadas… não sei!

A guia disse ainda que eles cuidam muito bem da Senhora de Cao porque devem a ela seus trabalhos. Como este Peru tem me surpreendido. Tudo parece simples, humano e direto por aqui.

Voltamos quicando na van. Avemaria!!!!

Chegando em Trujillo fomos almoçar por que a tarde já avançava e a fome estava daquele jeito: avassaladora. Fomos de menu do dia numa biboca. Sopa de entrada, frango de ensopado com arroz e batata e refresco do tipo tang. Aquela coisa básica de ser.

Acho que comeria até pedra naquele momento.

Depois voltamos ao passado novamente, mas ao colonial quando os espanhóis já estavam por aqui destruindo tudo e reconstruindo à sua maneira. Velhos casarões continuam intactos, bonitos, exuberantes, imponentes. Em alguns podemos entrar. Outros nos contam histórias desta cidade. Foi um passeio delicioso.

Entre um casarão e outro tomamos um cafe pasado. Uma maneira diferente de fazer café que resulta num sabor inusitado, mas que não me agradou muito. O jantar foi num lugar que prometia bastante, mas que não cumpriu seu papel. Comemos causa, mas o sabor foi decepcionante. Muito melhor o que minha amiga brasuca faz que aprendeu com um chef peruano.

Para continuar na linha, nem tudo são flores, depois de comermos poeira o dia todo, o cabelo duro de tão sujo, a pele completamente ressecada, o corpo pedindo banho, a água do chuveiro no hotel não esquentou. Eu odeio água fria! Agora imagine água fria no inverno frio. Se não tivesse taaao suja teria desistido do banho. Não foi legal!!!!

Tenho percebido, em conversas aqui e acolá fiquei com a percepção de que o peruano se sente muito mais descendente dos Moches, Chimús e Incas que dos espanhóis e sentem orgulho dessa origem.

Assim, cheia de novos conhecimentos, esta #viajantesempressa encerrou mais um dia no Peru.

Dia 04 – Trujillo e arredores

Roteiro pelo Peru

Huaca de La Luna – lugar sagrado dos Moches

Um dia intenso! Voltamos ao passado em diferentes séculos e visitamos duas civilizações que habitaram a região de Trujillo: moche e chimú.

Tudo começou com um cafe pasado, o diferente café que se toma por aqui. Ele é bom, mas a maneira que o fazem para deixar aguardo acaba com tudo.

Entramos na van e seguimos viagem. Sacolejando como sempre. Primeira parada Cerro Blanco e Huaca de la Luna. No caminho paramos para conhecer o lindo artesanato regional, herança moche e provar a chicha de mora, a bebida sagrada dos incas.

A Huaca de la Luna era lugar sagrado dos Moches. O que restou depois de inúmeros saques ainda impressiona e nos dá uma noção do que foi aquela cidade. Ao percorrermos seus caminhos sentimos sua energia. Ela foi construída aos pés do Cerro Blanco porque a montanha era o Deus dos Moches que eram monoteístas.

Sua história é fascinante!

Fomos almoçar. Com o horário apertado aceitamos a sugestão da guia deste passeio, Gaby, uma fofa, e fomos parar numa roubada sem tamanho. Um daqueles lugares turísticos imensos com som regional ao vivo e até locutor. Um barulhos dos infernos. E caro!!!!

Pedimos ceviche. Picado?! Claaaro! Sou baiana, pegada numa boa pimenta. Pegada foi a pimenta peruana que quase me mata. Me levou a um passeio pelo inferno, toquei o chifre do chefe lá de baixo e achei que não fosse voltar.

Queimei a língua e o céu da boca. Meus lábios incharam. Depois eu comecei a tremer de frio. Batia o queixo e não parava nunca. O corpo tremelicava. Bebi quase uma garrafa de água e um copo de cerveja e nada amenizava. Por dentro o corpo pegava fogo. O garçom ficou com tanta pena que me deu um punhado de canchitas para mastigar e foi isso que me serenou e me salvou do príncipe vermelho de chifres e sorriso malvado.

Ceviche agora sem picado!

A segunda parada do dia foi em Chan Chan a cidade dos Chimús, civilização politeísta que sucedeu os Moches. Governaram a região até serem conquistados pelos incas. Visitamos o Palácio do primeiro governante chimú. Pouca coisa restou, mas aqui também conseguimos entender a organização e poder deles. Fascinante.

Histórias diferentes destas duas civilizações, mas igualmente interessantes, arrebatadoras!

A última parada foi em Huanchaco, onde tomamos sorvete de sapoti e ficamos olhando o mar e o por do sol – espetacular no Peru. Fechamento perfeito para um dia maravilhoso.

Aqui terminou nossa viagem pelo norte peruano.

Voltamos então para o hotel, pegamos as mochilas e fomos para o terminal de ônibus para nossa viagem noturna. 10 horas depois estávamos em Lima para mais um dia de descobertas no Peru.

Dias 05 e 06 – Lima

Roteiro pelo Peru

Na alternativa e interessante região de Barranco em Lima

Depois de me impressionar com as culturas antigas Moche e Chimú no norte do Peru, voltamos à Lima para cumprir o objetivo primeiro desta viagem: Leo correr a Meia Maratona de Lima.

Pegamos 10 horas de busu de Trujillo a Lima numa viagem confortável.

Chegamos à capital peruana no início da manhã. Fizemos check-in no fofo Ibis Styles em San Isidro que oferece café de graça para os hóspedes. Peguei logo um copão para mim.

Fomos então buscar um lugar para tomarmos café da manhã. Assim encontramos o lindinho La Latteria.

Comi uma tostada de húmus com chia deliciosa. O cheesecake com frutas vermelhas também estava cheio de nota.

Aqui começou nosso dia delicinha e preguiçoso por Lima. Pegamos o kit e número de Leo e seguimos o dia sem rumo, sem lenço e sem qualquer objetivo: comemos, caminhamos, bebemos café, compramos livros, observamos a vida, conversamos com pessoas. O tempo era nosso amigo e nossa vontade nosso Deus.

Experimentamos cremolada. Pegamos um uber e rumamos para o eclético e interessante bairro Barranco. Almoçamos no Isolina, comida regional naturalmente. Compramos livros de autores peruanos no Amaru Centro Cultural. O lugar é tão lindinho que resolvemos beber um café: expresso, coisa rara no Peru. A simpática garçonete trouxe as xícaras com o expresso e jarrinhas de água.

Oi?! Para que isso senhorita?! Para por no café?! Como assim?! Quer estragar meu expresso! Ah! É que aqui no Peru as pessoas não gostam de café forte assim. Além do mais eles acham a medida muito pequenina, então colocam água. Não, obrigada. Sou brasileira, baiana, gosto de meu café beeeem forte!

Entendi então a preferência pelo cafe pasado. Em tempo, a medida da água era maior que a quantidade de café. P. S. – quando não me deixam preparar o cafe pasado a meu modo, ele fica terrível. Parece água suja!!!

Seguimos pela Ponte dos Suspiros, passamos os olhos nos artistas de rua e ficamos um pouco no miradouro para na sequência fugirmos do burburinho dos turistas naquele lado. Buscamos ruas mais silenciosas, passamos pelos trilhos do trem e nos refugiamos numa outra livraria, cujo nome não guardei. Livros aqui não compramos, apenas os namoramos, mas ganhamos ótima conversa com a vendedora.

Sobre livros, claro!

Paramos numa rua sem saída, cheia de lindos prédios e fiquei pensando o que seria morar ali com aquela linda vista para o mar. Entramos numa loja cheia de amor, de graça e de criatividade. Arte pura! O nome?! Vernácula. Foi um fuçar de coisas lindas sem tamanho!!

Pegamos então as escadarias coloridas e cheias de street art e artesãos chamada de Bajadas del Baño… fomos indo, atentos e desatentos, percebendo e viajando, conectando para em seguida desconectarmos.

Caímos na praia. Ondas lambendo as pedras em demonstração explícita de amor. Forte, intenso. Fomos criados, Leo e eu, com o pé na areia, filhos do mar, ele entre Itanhaém e Santos (São Paulo) e eu em Itapoan (Salvador, Bahia). Amamos estar perto, sentir sua força.

Caminhamos pela orla, 3 ou 4 quilômetros, de Barranco a Miraflores. Olhando o mar, sugando sua energia renovadora. Até que a natureza nos ofereceu um espetáculo: o mais bonito por do sol que eu vi na vida.

Impressionante!

Paramos, ficamos, apreciamos, agradecemos.

Já era noite quando chegamos em Miraflores e jantamos ceviche – sem pimenta, por favor, e voltamos para o hotel.

Dia seguinte Leo acordou cedo e partiu para a corrida. Fiquei no hotel. Logística ruim para eu acompanhar. Fiz uns asánas, pranayamas e tomei um banho. Busquei uma cafeteria para um café da manhã num domingo preguiçoso. Quase tudo fechado em San Isidro, encontrei a Don Carmino onde comi uma omelete deliciosa!

Dei umas bandas pelo bairro, cheio de lindos e pequenos edifícios. Praças onde as pessoas fazem piquenique, passeiam com o cachorro e olham a vida passar. Estas deliciosas coisas cotidianas.

Gostei de ter ficado hospedada aqui.

Leo chegou – ele gostou da meia, fez bom tempo e se divertiu -, arrumamos as coisas, almoçamos um picadinho local cheio de sabor acompanhado de um bom malbec peruano no Tanta, o restaurante Lado B do Gastón Acurio e partimos.

Quase 7 horas depois o busu nos deixou em Nasca para continuarmos nossa viagem pelas civilizações pre-incas.

Dia 07 – Nasca

Roteiro pelo Peru

Esperando o tempo abrir para sobrevoar as impressionantes linhas de Nasca

Chegamos à noite em Nasca, depois de rodarmos 7 horas de busu pelas ótimas estradas peruanas.

No dia seguinte acordamos bem cedo para cumprirmos nosso objetivo primeiro naquela cidade: sobrevoarmos as misteriosas Linhas de Nasca. Eu estava muito curiosa para ver os desenhos formados no deserto e que até hoje ninguém sabe dizer como ou por que foram desenhadas.

Não tomamos café da manhã porque lemos muitos relatos de que o voo no aviãozinho minúsculo enjoava.

Partimos numa van da agência escolhida, que ainda recolheu mais dois casais espanhóis – a cidade é lotada de europeus e de quase nenhum sul-americano – até o aeroporto. Lá, passamos pelos procedimentos burocráticos (pagamento e pesagem) e veio a notícia: o tempo está encoberto. Terão que esperar!

Esperamos por mais de 2 horas e aproveitamos para tomar um modesto café da manhã de pão cacetinho com pollo (frango) e palta (abacate) e um café horroroso. Ficamos apreciando a árida paisagem do entorno: espetacular.

Passamos nas lojinhas onde a dona de uma delas me deu uma aula de significado dos símbolos Nasca. Assim passou o tempo e estávamos prontos para o embarque.

O aviãozinho tem capacidade para 6 passageiros, distribuídos de acordo com o peso de cada um e dois pilotos.

E lá fomos nós! Achei o voo rápido – 35 minutos – mas consegui ver muito bem as impressionantes linhas. Não do jeito que eu queria, olhando cada uma delas por mil horas, mas deu para ter boa noção do quão impactantes elas são, o que só aguçou ainda mais minha curiosidade diante de seu mistério.

O voo foi sossegado e ninguém passou mal. Obrigada aos deuses locais por isso!

Voltamos para a cidade e buscamos o que fazer à tarde. Conhecer mais detalhes dos Nasca naturalmente. Assim que partimos para ver o templo religioso, o cemitério e suas múmias milenares e o aqueduto deste antigo povo.

Os Nasca viveram antes dos últimos séculos cristãos e foram uma civilização impressionante e engenhosa. Sobreviveram ao deserto peruano. Aliás, Nasca significa “dolor y sufrimiento“. Estes três sítios arqueológicos que visitamos nos ajudaram a compor mais um pedaço do quebra cabeça Nasca.

A energia ali é potente, mas acachapante, diferente do que senti nas outras cidades peruanas. É como se o vento ali não soprasse, o ar não entrasse e alguma força nos empurrasse constantemente para o chão.

As montanhas e os cenários são incríveis. A sensação que eu tive em Nasca é de que duas dimensões vivem e sobrevivem conjuntamente. Como se os Nasca se recusassem a sair dali, ainda que o presente esteja vivo e pulsante, tomando conta de tudo.

Entre o voo e o passeio da tarde almoçamos menu executivo com pratos típicos do país e uma quantidade indecente de comida: yuca (aipim) e tacu tacu de carne (arroz com carne). Comi de me acabar. Aí à noite peguei leve né?! Afinal, queria continuar cabendo na poltrona do avião de volta ao Brasil. Fomos então de ceviche que estava delicioso!!!

Assim, encerramos mais um dia espetacular e absolutamente inusitado em mais uma incrível cidade peruana!

O Peru seguia me encantando e deixando apaixonada. No dia seguinte deixamos Nasca!

Uma #viajantesempressa (quase) sem palavras diante de tudo o que viu neste dia no Peru.

Dia 08 – Ica e Huacachina

Roteiro pelo Peru

Muito amor nas dunas de Huacachina

Deixamos Nasca quando o dia nem havia nascido ainda. A cidade estava mergulhada na escuridão, mas já havia movimento nas ruas. Seguimos caminhando do hotel até o terminal de ônibus.

Este aspecto do Peru me impressionou: a segurança. Em todo canto que nós andamos nos disseram que era seguro desde que não ficássemos de bobeira exibindo objetos de valor ou caminhando por ruas escuras. Tirei muitas fotos buscando ser sempre discreta.

Mais ou menos 2 horas depois estávamos na cidade de Ica. Do terminal para o hotel pegamos mais uma vez um mototáxi que nos abordou na rua. Com emoção, claro que o trânsito por aqui é tão insano quanto das outras cidades. É um salve-se quem puder numa terra de ninguém.

Aqui a quantidade deles é imensa! Às vezes na rua não vemos um carro, só mototáxi.

Demos umas bandas pelo centro histórico, lotado de pessoas e carros. Um buzinaço de enlouquecer. Observamos prédios seculares da época dos espanhóis. Olhamos igrejas e nos misturamos ao movimento.

Ica sofreu com um terremoto muito forte mais de 10 anos atrás e ainda vemos ruínas desta época. Não dá para imaginar um troço desses. A catedral da cidade só agora está passando por reformas. O seu interior está oco e é um cenário assombroso.

É possível ver, apesar dos destroços, como ela era bonita.

Pudemos vê-la por dentro por conta da gentileza extrema de uma senhora que tomava conta do lugar enquanto os arquitetos trabalhavam. Ela nos deixou passar, nos fez perguntas sobre o Brasil, contou sobre a igreja e a falta que ela faz aos fiéis.

Disse, com lágrimas nos olhos, como foi terrível aquele terremoto. Disse que adorava as novelas brasileiras com tantos atores maravilhosos e paisagens lindas. Pegou nossas mãos, nos deu beijos e nos desejou muita sorte.

Uma fofa!

Comemos num restaurante simplesinho na Praça de Armas e comemos o menu do dia que faz a linha prato farto e barato: um bom e velho picadinho de carne, arroz e batata. Além disso, acompanha um suco de cevada que eu achei muito ruim.

Para sobremesa tejas e chocotejas, um doce muito tradicional e típico em Ica. Para quem ama chocolate vai adorar; eu não sou muito fã, mas achei gostoso.

Fomos então para o lugar que fez com que Ica entrasse nesse roteiro: o museu regional de Ica. Pequeno, mas espetacular! Ele conta, através de objetos – tecidos e cerâmicas essencialmente – múmias e cabeças degoladas em sacrifícios, além de crânios operados, a história das civilizações que viveram na região antes dos Incas chegarem: paracas, nascas, waris e os ica-chincha.

Saí de lá absolutamente maravilhada com esta poderosa volta ao passado!

Na frente do museu pegamos outro mototáxi: estava totalmente rendida a este tipo de transporte: fácil, prático, funcional e barato. Pegamos em qualquer canto e sempre tinha um ou muitos disponíveis.

Seguimos então para Huacachina, um oásis entre as dunas. O segundo lugar que nos levou a Ica e valeu à pena, pois é muito bonito! Uma lagoa cercada de dunas. Algumas lojinhas de artesanato, restaurantes e hotéis. Um lugarzinho pequeno e intimista.

Adorei!

O pessoal faz (irresponsavelmente) sandboard por ali e havia passeios de buggy, mas que estão suspensos porque um alemão morreu algumas semanas atrás.

Subimos as dunas, achamos um lugarzinho e nos preparamos para ver o pôr do sol que costuma ser extraordinário no Peru. Ele não demorou a se exibir para nós, ali laranjão, uma bolona linda em contraste com o céu muito azul. Não foi o mais lindo que eu vi no país, mas foi lindão também.

Ao fim deste espetáculo da bela natureza descemos as dunas, o dia foi morrendo aos poucos porque o sol ainda ficou um tempo ali escondidinho atrás das areias.

Tínhamos areia por todos os cantos e poros e ela grudou na gente de tal modo que só uns 5 banhos depois nos livramos totalmente dela. Jantamos por ali: ceviche, arroz de frutos do mar, lula empanada… A comida esteve longe de estar boa, mas o atendimento foi perfeito, o ambiente maravilhoso – terraço com vista para lagoa sob o céu peruano – e música excelente.

Pegamos um táxi de volta a Ica. Eu estava absurdamente feliz com este dia. Mais um!

Em Ica, uma terça feira, e a cidade estava fervilhando. As ruas lotadas de gente num vai e vem interminável. A trilha sonora?! Buzinas e mais buzinas! Elas duraram a madrugada inteira e não me deixaram dormir. No dia seguinte acordamos cedo para pegar o busu para Lima e eu estava que nem um zumbi com vontade de devorar o cérebro de cada um daqueles motoristas!

Um país de nome Peru que não decepcionou esta #viajantesempressa

Dia 09  – Lima: a despedida

Roteiro pelo Peru

Me despedindo de Lima e do Peru

Pegamos bem cedinho um ônibus em Ica com direção a Lima – mais ou menos 4 horas de viagem. O sol ainda não havia dado as caras, a cidade seguia mergulhada na escuridão, mas as buzinas estavam à toda! Eu estava irritada pela noite mal dormida por conta do buzinaço que não para nunca.

Ica é verdadeira cidade que nunca dorme. E que não deixa ninguém dormir!!!!

Fomos caminhando do hotel ao terminal de ônibus, pouco menos de 1 quilômetro e foi totalmente de boa. Já havia passantes nas ruas e policiamento também. Poucas coisas nesta vida são melhores que nos sentirmos seguros.

Mais ou menos 4 horas depois estávamos na capital do Peru, onde tudo havia começado, fechando um ciclo. A entrada em Lima foi pesada e demoramos mais de 1 hora e meia para desembaraçarmos do trânsito!

Pegamos um uber para o hotel, em Miraflores desta vez. Passamos pelas burocracias de check-in e fomos almoçar.

Experimentamos a comida chifa, chinesa com forte influência peruana. Eu gostei muito!! Para sobremesa churros e ainda teve pastelzinho da sorte. Barriga abastecida seguimos de ônibus para o centro de Lima.

Antes trocamos dinheiro nos cambistas que ficam na rua e são autorizados pelo governo a efetuar estas transações. Ora, ora, fiquei verdadeiramente impressionada, pois aquelas pessoas com bolo de dinheiro na mão e não são assaltadas. Quanto tempo durariam no meu Brasil varonil?!

No guichê para comprar o cartão do ônibus (cartão recarregável obrigatório, mas pôde ser um para mim e para Leo) a moça recusou uma nota que estava rasgada (bom conferir sempre), mas um senhor funcionário que fica por ali (sempre tem um nas principais estações) para orientar os passageiros, pegou a nota da mão da moça e disse que não poderiam levar problemas para os visitantes.

Que ele resolveria tudo. Pegou o dinheiro, levou até a máquina, insistiu, fez todas as operações, com sorriso no rosto, muita tagarelice e nos deu cartão e bilhetes. Nos orientou sobre a linha de ônibus, perguntou que horas voltaríamos e para onde iríamos em seguida.

Parque do Amor?! Vão celebrar o amor?! Muito bom, façam isso. Venham no fim da tarde que eu direi exatamente como chegar até lá.

A viagem de ônibus até o centro foi tranquila. A Plaza Mayor é linda de morrer, a mais bonita das capitais da América do Sul que já visitei. Ficamos ali um tempo observando os bonitos edifícios coloniais e em seguida fomos caminhar.

Atraídos pela Casa da Literatura Peruana, entramos. Ali estava acontecendo uma brincadeira organizada pela PUC de Artes Cênicas de Lima, uma espécie de caça ao tesouro. Recebíamos um mapa e tínhamos que ir de ponto em ponto sentindo e vivendo a cidade de outra maneira.

Em cada parada do mapa, que podia ser uma esquina, uma praça ou uma rua, além de prédios históricos, estava acontecendo uma apresentação de arte: poesia, dança, interpretação, música…

Claro que Leo e eu no meio do caminho fizemos vários desvios quando alguma coisa nos chamava a atenção.

Embora a proposta tenha margem para melhorar, eu achei a iniciativa muito bacana e divertida. Por isso, sempre que viajamos ficamos de orelhas em pé e olhos bem esbugalhados porque entendemos que uma cidade é viva e queremos estar abertos para o transitório também.

Assim temos tido deliciosas surpresas nas cidades visitadas.

Voltamos para Miraflores, mas então já tínhamos perdido o pôr do sol no Parque do Amor. O senhorzinho ainda estava lá como nos disse que estaria. Perguntou como foi nosso passeio, nos orientou nos caminhos, sorriu, tagarelou e nos inundou das melhores energias.

Fomos jantar e escolhemos um lugar democrático: um mercado hippie chique com vários boxes das mais variadas comidas e nós escolhemos comida do norte do Peru onde comi um burger de lagostim com camote frito bem bom, acompanhado de um vinho espanhol porque peruano não havia.

Assim encerramos o dia nesta Lima, que lembrou-me ora Rio de Janeiro, ora São Paulo, sem perder sua identidade. Uma capital cultural, bonita e múltipla que eu pretendo voltar com toda certeza.

Na manhã seguinte, tomamos café da manhã num lugar cheio de famílias, demos uma volta pela cidade, sem muito rumo – Lima é ótima para isso, olhamos o mar do Parque do Amor, compramos café e chocolates peruano, além de chá de coca e almoçamos.

Encerramos nossa temporada peruana tomando um café colombiano Juan Valdez com sorvete Haagen Dazs: uma deliciosa maneira de dizer, eu volto, Lima, me aguarde.

O que tivemos com a capital peruana foi apenas um flerte. Quero agora conhece-la mais a fundo. Em breve, espero!
Pegamos um Uber seguimos para o aeroporto e muitas e muitas horas depois chegamos em Salvador, exaustos e satisfeitos.

Um país de nome Peru que não decepcionou esta #viajantesempressa.

Resumo deste Roteiro pelo Peru

Foi um roteiro pelo Peru extraordinário que me deixou absurdamente feliz. Eu não mudaria absolutamente nada dele. Viajando por estas cidades eu percebi o quão pouco eu conhecia deste país intenso, amigável e de cultura antiga muito forte. Foram 10 dias maravilhosos, onde vivemos experiências variadas e sensacionais. Eu não vejo a hora de poder voltar e explorar o Peru ainda mais.

Quer saber de uma história intrigante que aconteceu em Nasca?! Então clica no link bem aqui abaixo!Cais da Ilha de Genebra

+ Uma curiosa história em Nasca

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O #Peru é extraordinário! Intenso e cheio de cultura. Exploramos o #país neste Roteiro de 10 dias pelo Peru, visitando muitas cidades incríveis e conhecendo as #civilizações pré-incas. Um #roteiro pelo Peru maravilhoso! #historia #viagem #pelomundo #america #viajantesempressa #espiandopelomundo             

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Maravilhoso Roteiro pelo Peru em 10 dias

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Cais da Ilha de Genebra

 

By |2018-12-08T14:34:25+00:0005/12/2018|Categories: Em Poucas Palavras|Tags: , |30 Comentários

30 Comments

  1. Vitor Martins 07/12/2018 em 09:12 - Responder

    É neste momento a minha viagem de sonho!!Fantástico até fiquei arrepiado de tanta emoção ao ler….

    • Analuiza Carvalho 07/12/2018 em 09:41 - Responder

      O Peru é mesmo assim Vitor, impressionante e muito forte! A energia lá é largamente percebida e este roteiro pelo Peru que fizemos para mim foi perfeito! Diferente e maravilhoso! 🙂

  2. Cris 07/12/2018 em 20:51 - Responder

    Me deliciei com o seu primeiro dia em Lima. É exatamente a vibe que busco para todos os dias da minha viagem. Leveza, provar comidinhas, conhecer pessoas novas e desacelerar! O uber está funcionando de boa lá?! P.S. Eu seria dessas pessoas que iriam colocar água no café!

    • Analuiza Carvalho 08/12/2018 em 15:00 - Responder

      oi Cris… leveza sempre nas viagens! Quero ver tudo o que for possível, mas sem pressa alguma, no meu ritmo, que é lento! rsrs O uber está funcionando de boa lá sim. Pegamos várias vezes em Lima e foi muito tranquilo e eficiente.

      Naaaaooooo! Água no café?! Naaaaaoooooo!!!!!! rsrsrs Capaz então de você gostar do café peruano. Me conta depois o que achou! ehehehe bj

  3. Menina, quanta coisa interessante em 10 dias! Não conhecia nem metade dessas atrações, confesso.
    Mas o voo em Nasca estaria certamente no meu roteiro, apesar do risco de enjoo, algo que também sofro. Com relação à segurança do avião, o que achou? Daria para levar as crianças também?

    • Analuiza Carvalho 08/12/2018 em 14:42 - Responder

      oi Fabíola… sim, com certeza! Tudo organizado e seguro e será uma experiência incrível para as crianças! Desde o voo até ver do alto as linhas de Nasca que são impressionantes pela perfeição e pelo mistério que as envolve.

      Graças a Deus ninguém enjoou no nosso voo e o piloto fez manobras super suaves. Era minha maior preocupação. rsrsrs Se você já tem propensão a enjoar sugiro uma refeição levíssima antes do voo ou até mesmo nenhuma. 🙂 O Peru é um país sensacional – eu gostei demais – e acho que montamos mesmo um roteiro bem legal.

      Quero muito voltar para ver mais do país e claro, conhecer Machu Picchu né?! rsrs

  4. Victoria 08/12/2018 em 23:09 - Responder

    Ual Ual, amei as dicas e super quero ir visitar o Peru novamente. Nós só fomos para Macchi Picchu então tá na lista voltar e, pelo visto, temos muito o que fazer :)))

    • Analuiza Carvalho 11/12/2018 em 19:41 - Responder

      oi Victoria… taí uma coisa que eu quero muito fazer também: voltar ao Peru para ver mais do país, especialmente porque eu ainda não fui a Machu Picchu!!! Tem mesmo muito o que fazer neste país sensacional! 🙂 bj

  5. Carla Mota 12/12/2018 em 11:00 - Responder

    Adorei o vosso roteiro e experiências. Muito boas dicas sobre este roteiro pelo Peru. Gostei muito! 🙂

  6. Fábio Mendes 12/12/2018 em 11:23 - Responder

    Da última vez que pensei em ir pro Peru houve mudanças de planos e fui parar na Patagônia! Desde então tenho pensado muito em conhecer o Peru. E que ótimo ver essas dicas aqui, muito bem elencadas. Adorei o post, abraços!

    • Analuiza Carvalho 18/12/2018 em 16:58 - Responder

      oi Fabio… quando puder, vá ao Peru! Um país extraordinário, cheio de energia forte e lugares incríveis!!!! 🙂

  7. Fabio Ayub Brasil 17/12/2018 em 10:11 - Responder

    Olá Analuiza,

    Que post lindo, me deu muita saudade de minha viagem para lá! É muito bom, né? Um dos locais que mais me impressionou foi Huacachina! É diferente demais, né?! 😉

    • Analuiza Carvalho 19/12/2018 em 10:19 - Responder

      oi Fabio… desde que vi uma imagem de Huacachina que não tive dúvidas de que o lugar tinha que entrar em meu roteiro pelo Peru. Foi de última hora, mas eu tinha que ver de perto este lugar inusitado. Não me arrependi!!!! Vale mesmo à pena ver o por do sol, subir as dunas… Tenho as melhores lembranças! 🙂

  8. Nossa foram dez dias intensos no Peru ein? Eu não conhecia nenhum desses lugares (com exceção de Lima :)) Mas o que mais me chamou atenção foi Nascar. Fui até pesquisar mais sobre as misteriosas linhas e fiquei encantada. Morri de rir na parte de ninguém passou mal! ahahahahaha. Amei o post. Parabéns pelos detalhes.

    • Analuiza Carvalho 21/12/2018 em 09:52 - Responder

      oi Tharsila… foram de fato dias muito intensos neste nosso roteiro pelo Peru. Intensos e maravilhosos. Surpreendentes! Visitamos cidade menos conhecidas no país, em busca de conhecer outras civilizações além dos incas e valeu muito à pena. Nasca, talvez seja o mais impressionante dos lugares que visitamos por ser um dos grandes mistérios da humanidade e graças a Deus ninguém passou mal no voo!!! ehehehe bj

  9. Lulu Freitas 22/12/2018 em 10:55 - Responder

    Adorei o seu roteiro de 10 dias pelo Peru. Completíssimo. O que mais curti foi a parte pouco explorada em outros roteiros, como o Peru antigo. Fiquei curiosa de conhecer Lambayeque e morri de rir com a sua descrição do trânsito, tão caótico. Já passei por essa experiência em outros países, como o Marrocos. É no mínimo desafiador. No entanto, apesar desse detalhe, poder conhecer o local de civilizações tão antigas vale muito a pena.

    • Analuiza Carvalho 24/12/2018 em 10:14 - Responder

      oi Lulu… eu também adorei este meu roteiro de 10 dias pelo Peru. rsrsrs Muito, muito mais do que poderia supor. Foi uma boa escolha conhecer as civilizações que viveram no Peru antes dos Incas. As cidades desse roteiro valem muito à pena porque têm muito a nos contar, através de seu presente e de seu passado. Quero um dia voltar para ver mais do país e sonho com o dia que visitarei o Marrocos! 🙂 bjokas

  10. Sonia 26/12/2018 em 10:14 - Responder

    Que roteiro diferentão, hein? Gosto assim! Cheio de boa gastronomia e cultura 🙂 Aliás, e essa comida chifa, como é essa mistura? Nunca tinha ouvido falar (se tiver vegetariana, já quero haha o hummus e cheesecake tb)

    Peru é um daqueles lugares que ando enrolando demais para conhecer e cada hora que leio sobre me arrependo de demorar tanto.

    • Analuiza Carvalho 29/12/2018 em 10:51 - Responder

      Sonia… não adie mais!!! Visite o Peru! Um país incrível, cheio de cultura, identidade, caos, história, gastronomia, energia forte… Um país de muitos e variados elementos e personagens!! A comida chifa é boa demais e tem opções vegetarianas também! rsrs Pode se jogar nela com força!!! bjs

  11. Symone Dias 29/12/2018 em 15:49 - Responder

    Que roteiro diferente, confesso que terei que aumentar os dias quando for ao Peru, pois como não conheço nada terei que fazer o tradicional e mais o seu rrsss

    • Analuiza Carvalho 02/01/2019 em 19:20 - Responder

      oi Symone… eu também ainda não visitei as cidades mais tradicionais do Peru (ficou para uma próxima visita). Optamos por este roteiro pouco comum por uma curiosidade cronológica: estas civilizações viveram no país antes dos Incas e, claro, muito antes da chegada do espanhóis. Eu recomendo muito como ponto de partida para conhecer as culturas antigas do Peru! bj

  12. Rafael Cruz e Silva 30/12/2018 em 21:59 - Responder

    Estou planejando uma viagem para o Peru mas não sei se vou conseguir ficar tanto tempo… Como Lima será parada obrigatória, as referências de lá já estão devidamente anotadas!

    • Analuiza Carvalho 02/01/2019 em 19:44 - Responder

      oi Rafael… o Peru é um país sensacional! Acho que qualquer roteiro que você escolha para caber no seu tempo e gosto será maravilhoso! Este que nós fizemos, em minha opinião, foi perfeito. Um incrível roteiro pelo Peru!!! 🙂

  13. Angela C S Anna 31/12/2018 em 10:18 - Responder

    essa eh uma otima opção de roteiro para uma segunda visita ao peru, quero ver se exploro Chiclayo, Túcume e Ferreñafe!

    • Analuiza Carvalho 02/01/2019 em 20:34 - Responder

      oi Angela… me permita discordar… este é um excelente roteiro para uma PRIMEIRA visita ao Peru. Veja bem, estes lugares abrigam as civilizações que viveram no Peru antes dos Incas que construíram a super visitada Machu Picchu. Portanto, para quem gosta de história e da cronologia das coisas começar a conhecer a história peruana por aqui, em minha opinião, faz toda a diferença na construção desse saber.

      Minha próxima visita ao Peru será para então conhecer esta fase, inca, do país. Tomara que você explore mesmo estes lugares porque eles são absurdamente espetaculares!!! bj

  14. Michele da Costa 02/01/2019 em 16:57 - Responder

    Gostei! Uma boa história, contada com pessoalidade e riqueza de detalhes. Adoraria saber mais dos locais históricos, como sobre a “Senhora de Cao”, mas esses diálogos com locais também são sempre muuuito interessantes. Valeu, Ana!

    • Analuiza Carvalho 03/01/2019 em 12:28 - Responder

      oi Michele… fico feliz que tenha apreciado esta nossa jornada, neste nosso roteiro pelo Peru! Eu fiquei fascinada por tudo o que vi. Não se preocupe, tudo isso será detalhado e destrinchado em muitos outros textos, incluindo naturalmente a impressionante Senhora de Cao. bjus

  15. Itamar Japa 02/01/2019 em 19:54 - Responder

    O Peru é um país incrível! Eu adorei conhecer, mas tive problemas na metade da viagem e não deu pra aproveitar muito bem! Esse roteiro está incrível e só aumentou a vontade de regressar ao país!

    • Analuiza Carvalho 03/01/2019 em 12:24 - Responder

      oi Itamar… Lamento saber sobre problemas ocorridos em sua viagem ao Peru! Use mesmo como incentivo para voltar ao país! Sugiro mesmo este roteiro pelo Peru: cidades pouco visitadas pelos turistas e com lugares extraordinários da antiga cultura peruana!!!

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