O que FAZER na Cidade do CABO: um DIÁRIO de viagem em SEIS dias

Um passeio pela Cidade do Cabo na África do Sul. Desconexa, com ares europeus, incoerente e amigável. Bonita, atraente, tranquila. Cape Town cabe em muitas definições para em seguida descartar uma a uma. O que fazer na Cidade do Cabo?! Muitas e distintas coisas: apreciar belos cenários, tomar café, beber vinho e chá. Descobrir novos sabores com a gastronomia local. Visitar museus, testemunhas da trajetória da Cidade do Cabo, conversar com as pessoas.

Sentir e viver a cidade. Sim, há muito o que fazer na Cidade do Cabo.

Capital legislativa da África do Sul, chama-se Cape Town em inglês e Kaapstad em afrikâner, dois dos idiomas falados na região de Western Cape. Segunda cidade mais populosa do país, a Cidade do Cabo sabe receber muito bem seus visitantes. Simpatia é o que não falta àquele povo.

Ah, Cape Town também é muito internacional. Há muitos imigrantes de outros países africanos vivendo aí, em busca de uma vida melhor. A trajetória da cidade é dura, sua história é rica. Organizada, eficiente, carrega forte influência europeia. Fácil nos esquecermos que estamos no continente negro. Talvez a Long Street seja o lugar mais africano, sem o ser totalmente, da Cidade do Cabo.

O que fazer na Cidade do Cabo?! Descubra neste diário de seis dias.

Dia primeiro – primeiras impressões da Cidade do Cabo

O que fazer na Cidade do Cabo – África do Sul

Dia primeiro – tomando um café, logo após chegarmos à Cidade do Cabo, na sacada do hotel

Fim de tarde em Cape Town. Um momento para observarmos o movimento desta cidade tão imprecisa enquanto tomamos um café!

Saímos de Salvador para São Paulo, depois para Joanesburgo e então para Cape Town que está 5 horas a mais que a hora oficial de Brasília. Chegamos, como não podia deixar de ser, exaustos. Contudo, eu só pensava numa coisa: EU ESTOU NA ÁFRICA! Tão quimérico para mim quanto foi visitar países como o Japão ou a Rússia.

Talvez ainda mais expressivo, profundo, pois aqui, neste continente, embora não precisamente na África do Sul, está parte de minha construção como soteropolitana, uma vez que suas influências em nossa cultura são acentuadas e relevantes.

Ainda estou chegando. Ainda não estou derretida pela Cidade do Cabo. Ela é estranha, nada combina com nada. Há pobreza escancarada na forma de mendicância e certa insegurança no ar. Hoje andamos muito pouco, mas já encontramos pessoas sorridentes e simpáticas. Os capitonians me pareceram meio agitados.

Encerramos a noite com cerveja local e nachos para brindar a vida e a alegria de estarmos juntos em mais uma descoberta, num lugar chamado Beerhouse com um cardápio amplo de cervejas, localizado na 223 Long Street.

Amanhã vamos sentir mais a cidade, tentar desvendar sua dinâmica, perceber sua energia… temos tempo.

Voamos para cá de South African Airways e talvez este tenha sido uma dos melhores voos que fiz até hoje na classe aconômica. Outra escolha acertada foi o hotel, o Daddy Long Legs (134 Long Street): fofo, simples e com decoração muito descoladinha. Nome divertido e staff muito simpático e eficiente.

Vamos nessa África do Sul que esta viagem está só começando! Ainda tenho muito que fazer na Cidade do Cabo! Ainda tenho muito que ver, viver e sentir!

Dia segundo – o incrível visual da Table Mountain

O que fazer na Cidade do Cabo – África do Sul

Café da manhã no RCaffé

Neste segundo dia acordamos antes do sol. Outono na Cidade do Cabo: céu azul e temperatura agradável em torno dos 17 graus. Vento frio e sol quente.

Tudo começou com um café preto no quarto para iniciar bem o dia: um mimo e tanto do hotel. Depois mais café na recepção com boa conversa: café produzido aqui na região. Biscoitinho produzido na região. “Temos que valorizar os produtores locais”, me disse ele, a pessoa que conversava comigo.

Depois, café da manhã de verdade e farto na cafeteria ao lado do hotel chamada RCaffé (138, Long Street). Devidamente abastecidos fomos explorar um dos principais pontos turísticos da cidade: a Table Mountain. Sabíamos que tínhamos que aproveitar o dia de sol para subida.

A natureza em Cape Town é voluntariosa, então às vezes a montanha fecha. Decisão acertada a nossa, pois aquele foi o dia mais bonito na cidade: céu azul, sol e temperatura amenos.

O visual é realmente muito bonito lá de cima, mas o que mais me agradou foi poder explorar o platô, ver a cidade de muitos ângulos, o oceano Atlântico e o Índico ao mesmo tempo e caminhar nas nuvens…

Ouvir o silêncio e me perder na profundidade das montanhas sul africanas. Foi poderoso. Passamos horas ali que sumiram, evaporaram entre os fortes sentimentos de estarmos imersos naquele poderoso ambiente.

Descemos então para almoçar e tudo mudou: o cenário, a energia, o estilo…

Fomos para o Victoria and Alfred Waterfront: um píer badaladinho com vários bares, restaurantes, lojas, shoppings, mercados, aquário, museus, roda gigante… Enorme, tem de tudo por lá e fica bem movimentado, especialmente nos fins de semana. Aqui, no Restaurante Karibu: lugar bacana com vista para a baía e bom atendimento, tivemos nosso primeiro contato com comida típica sul africana que não me surpreendeu.

Depois passamos o resto da tarde rodando pelo V&A Waterfront. O lugar é legal, estrutura excelente, mas não me deixou com nenhuma gota de amor. Seu estilo miamiano não me atraiu e nem encantou. O cenário é bonito com o mar e a Table Mountain ao fundo, mas sua essência não prendeu minha alma por lá.

A parte mais legal desta tarde foi ver os artistas de rua com sua música local. Meu preferido: um coral masculino com coreografia. Sensacional. Fiquei ali um não sei quanto tempo observando a cultura popular da Cidade do Cabo.

O que fazer na cidade do cabo

V&A Waterfront na Cidade do Cabo com a Table Mountain ao fundo

Para falar a verdade, um lugar me agradou no V&A Waterfront: um pequenino food market (V&A Food Market) com produtos tipicamente locais. Muita coisa diferente como patê de crocodilo. Foi divertido descobrir as cores e produtos da gastronomia do país. Um passeio e tanto! A Torre do Relógio também é uma estrutura das mais lindas!

Jantamos por ali: ostras e camarões vindos da cidade de Knysna. Vinho branco (Sauvignon Blanc) da região. Simpatia, sorrisos e até dancinha! As pessoas na Cidade do Cabo são assim mesmo: sorridentes e muito simpáticas.

Por fim a chuva desabou sobre a cidade e aqui ela não brinca em serviço: vem com força! Pingos grossos e pesados.

A noite terminou com uma longa, interessante e intrigante conversa com um moçambicano que mora em Cape Town há 8 anos e seu sonho como viajante é visitar o Brasil. Salvador, para ser mais preciso, afirmou. Queria ter nosso sotaque, assim cantado: é como uma linda música para mim ele disse… Ah! Ele passa fácil como soteropolitano.

Disse-me ele que eu deveria visitar sua terra, seu país… Deu dicas que já não lembro. Um dia, talvez eu vá. Vontade de visitar Moçambique eu tenho. Falou da África do Sul. Falou do ser africano. Sim, parte de nós, baianos, está aqui, neste continente. Tive certeza disso, nesta noite.

Ainda não sei sobre Cape Town…. Ainda estamos nos olhando. Ainda não sei dizer muito. Ela é… Não sei…

Temos sido bem tratados. As pessoas são simpáticas, receptivas e sorridentes. Como eu adoro as pessoas sorridentes! Por várias vezes ganhei um longo hello (os acentos são muito divertidos) e um largo sorriso, assim do nada… Um dia fica mais feliz assim.

Continuamos por aqui… Vamos ver o que sentiremos amanhã…

Dia terceiro – um contato emocionante com a arte africana

O que fazer na Cidade do Cabo

O que fazer na Cidade do Cabo? Sentir a cidade

Se eu fosse definir o dia de hoje na Cidade do Cabo aqui na África do Sul eu acredito que encantador cairia muito bem.

O café da manhã foi num lugar charmosinho e simples que atende pelo nome de Lola´s, na 228 Long Street. Tudo estava delicioso!

Em seguida eu tive uma conversa muito fofa com uma menina do Zimbábue, numa loja de artesanato, também na Long Street. Ela me contou de seu país, arriscou umas palavras em português, pois está aprendendo o idioma com um amigo moçambicano e disse que queria que fôssemos amigas. Disse que praticaria com afinco o idioma para que quando eu voltasse a Cape Town ela pudesse conversar comigo apenas em português.

Comovente!

A Long Street está repleta de bares, restaurantes, lojas de design africano, de artesanato… É um dos lugares mais interessantes da cidade, e perdemos as contas de quantas vezes nós perambulamos por ela. De arquitetura confusa, a rua tem alma.

Caminhamos um pouco pela cidade hoje e acho que estamos entendendo um pouco mais seu ritmo e sua dinâmica. Acho que estamos mais confortáveis com Cape Town. É uma cidade pacata esta. Tranquila. Ela se parece com muitas outras e ao mesmo tempo não se parece com nenhuma.

Constantemente eu me esqueço e me lembro de onde estou. Um seu aspecto que me chama sempre a atenção é a quantidade de mendigos circulando pela cidade. Eles cercam, pedem, insistem, fazem cara feia diante das negativas. Cruelmente fazem parte do cenário.

O que fazer na Cidade do Cabo

South African National Gallery na Cidade do Cabo

Visitamos, ainda na parte da manhã, o South African Nacional Gallery (Government Ave, Company’s Garden). Uma casa bonita com as montanhas ao fundo. Um cenário espetacular, fascinante. O clima meio cinza, nublado, com nuvens espessas, contribuiu para formatar uma paisagem linda.

Assim que entramos uma senhora, voluntária do museu disse que queria nos mostrar uns tesouros. Com entusiasmo e forte sotaque britânico ela realmente nos levou para ver e entender algumas joias da arte africana. Além de muito bonitas e de interessantes técnicas, elas representam em essência dor e orgulho. Força e esperança.

Emocionante!

Depois fomos almoçar nas cercanias. Passos sem pressa, olhos atentos… Encontramos um antigo casarão, com um ar meio caído, meio triste, mas resolvemos entrar mesmo assim. Recebemos um atendimento sorridente e almoçamos uma deliciosa comida, típica de Durban. Uma das melhores refeições que fiz até então.

O lugar chama-se Vandiar´s (14 Dunkley St, Gardens). Foi aqui onde provei o vinho da uva local pinotage pela primeira vez. Um vinho bom, mas não achei a uva sensacional.

O garçom que nos atendeu era um imigrante da Nigéria. Ele veio para Cidade do Cabo para estudar e está fazendo faculdade de economia. Sorriso largo. Também me falou um pouco de sua casa.

Todos os imigrantes com quem conversei foram unânimes em afirmar que a vida aqui é bem diferente. Boa, porque tem trabalho e estudo, mas que as coisas em seus países são melhores. Raízes né?! Sentem saudades, mas por lá não tem trabalho e sobra corrupção.

Países diferentes: Moçambique, Zimbábue, Nigéria, situação similar.

Em seguida visitamos um museu que fala do apartheid, o District Six Museum (25A Albertus St & Buitenkant Street): pessoas separadas, enviadas para as periferias, maltratadas, excluídas, reduzidas… O apartheid ganhou faces para nós hoje e espremeu meu coração. Muito!

O museu é muito bom, funciona em uma antiga igreja e mostra como a vida de milhares de pessoas negras mudaram da noite para o dia. Para pior!

Entramos em uma loja popular ali perto e ao sair o segurança pediu para olhar minha bolsa. Foi gentil e só olhou mesmo. Não sei dizer se é praxe, mas fiquei imaginando a quantidade de pessoas que passam por isso todos os dias, sem nenhuma razão de ser. Não me ofendeu de maneira nenhuma, mas me fez refletir sobre o que acontece frequentemente em minha cidade.

As razões e as soluções. Eu pensei nisso algumas vezes antes de voar para cá: será que a cor da minha pele faria diferença de alguma maneira?!

O que fazer na Cidade do Cabo

O que fazer na Cidade do Cabo?! Ir ao Truth Cafe

Paramos no Truth Coffee Roasting (36 Buitenkant St), uma cafeteria sensacional, com estilo de fábrica antiga, grande e movimentada. Tomamos cerveja artesanal e chá de rooibos, só plantado na África do Sul. Tentamos comer um doce, mas já estava quase fechando então tivemos que nos contentar com as deliciosas bebidas e a simpatia no atendimento.

Voltamos para a Long Street caminhando debaixo de uma chuva intermitente. Nesta noite, quinta-feira, véspera de um longo feriado (semana santa com dia da família) a rua estava bombando. Gente para todo lado, música alta nos bares, movimento.

Fomos comer uns burgers no Royale Eatery (273, Long Street): eu fui de vegano (lentilhas marrons) e Leo de carne de avestruz e cerveja local. Ambos estavam deliciosos. Em seguida, caminhamos de volta para o hotel. Já estava escuro, mas nos sentimos seguros. Um casal nos parou na rua e nos ofereceu sucos naturais.

Eles são os donos de uma cafeteria muito fofa chamada Orchard on Long (211 Long St) que estou namorando desde que cheguei, planejando um café da manhã. Amanhã começa um longo feriado por aqui e muita coisa fechará só reabrindo na terça quando já não estaremos mais aqui. Uma pena! Para não perder os sucos, eles nos deram. Então, não tomarei café da manha por lá, mas experimentarei os sucos deles! Quanta gentileza!

Ah! Suco por aqui é uma coisa espetacular: cada um melhor que o outro e todos muito criativos.

Por fim, encerramos a noite com mais conversa, dessa vez com um capitonian de acento africaner…

Hoje eu vivi passado e presente desta cidade e foi sensacional. Quando descubro seus contextos e suas trajetórias elas, as cidades e suas gentes começam a fazer um pouco mais de sentido para mim, entram em outro contexto, mas profundo e significativo. Preciso desse entendimento. Ainda que saiba ser apenas superficial, pois sou visitante de poucos dias.

Esta Cidade do Cabo é muito internacional e multicultural, sem, no entanto, ser mesclada. Isso a torna única! Fácil de entender e difícil de perceber. Talvez seja o caso de apenas vivê-la.

Dia quarto – pegando a estrada

O que fazer na Cidade do Cabo

O que fazer na Cidade do Cabo?! Pegar a estrada para visitar o Cabo da Boa Esperança

Pegamos a estrada. Saímos da Cidade do Cabo em direção ao Cabo da Boa Esperança.

Alugamos um carro e sim, é estranho dirigir na mão inglesa. Leo foi o motorista e eu fui de copilota. Não houve sobressaltos, mas a atenção para se manter do lado correto da pista é constante. As estradas são excelentes e muito cênicas. Visuais maravilhosos! Composições que se contradiziam e se completavam: rude e suave. Bruto e poético.

O Cabo da Boa Esperança impressiona. É forte aquela paisagem. Fiquei pensando que se me deixou assim impactada, o que não deve ter sentido Bartolomeu Dias tantos séculos atrás.

Eu vi o Cabo em um belo dia de sol (aliás, este sol africano não é para amadores), mas Bartolomeu enfrentou tormentas. Eu estava em terra firme e sei um pouco do mundo. Ele estava em uma nau e o mundo nem sabia da existência do mundo ainda.

Homem de coragem este Bartolomeu. Assim como sua tripulação.

Ainda fomos até a pontinha do mapa da África do Sul, o Cape Point. Pode ser bobagem, mas bem me deixou encantada.

Em determinado momento da estrada, voltando para a Cidade do Cabo, Leo deu uma titubeada, sem saber bem onde entrar, porque aqui tem umas entradas estranhas. Um carro emparelhou conosco e o motorista perguntou se estava tudo bem, pois ele vinha atrás e percebeu nossa indecisão. Ele disse que podíamos segui-lo, se quiséssemos, mas os nossos destinos não eram os mesmos então ele nos disse que aproveitássemos a África do Sul, que éramos muito bem vindos.

Quanta amabilidade!

O que fazer na Cidade do Cabo

Os belos cenários entre Cidade do Cabo e o Cabo da Boa Esperança

Seguimos de volta para Cape Town pela Chapman’s Peak e ali me senti como em um filme. Ladrão de Casaca, talvez, pois é uma estrada muito estilo Riviera Francesa. Os cenários são fabulosos!

Nem almoçamos para aproveitar o máximo possível aquele lindo dia e as paisagens exuberantes que se descortinavam a cada quilômetro rodado. Fomos comendo biscoitinhos feitos aqui na região que o hotel disponibiliza na recepção. Devo dizer que viciei neles.

Aliás, estou super satisfeita com esta escolha de hospedagem. As pessoas da recepção são alegres e gentis. Sorridentes. Sempre perguntam sobre nosso dia, o que fizemos. Dão bons palpites e ficam felizes por nós!

E ainda fazem um excelente café.

O que fazer na Cidade do Cabo

Camps Bay na Cidade do Cabo

Jantamos no Hard Rock Cafe (85 Victoria Rd.) que apesar de seguir a linha padrão do mundo todo tem um estilinho praiano muito particular. Talvez por estar em Camps Bay, que aliás é meio Miami na atmosfera também, mas o visual é extraordinário com o mar de um lado, os 12 Apóstolos (cadeia de montanhas) de outro e no meio belas casas. Ali, vimos um belo por do sol.

A comida no Hard Rock estava saborosa, o atendimento foi eficiente como costuma ser, mas o nosso objetivo ali era mesmo comprar a camiseta que tanto Leo quanto eu colecionamos. Adoramos camisetas.

Pena que o dia acabou rápido. Gostaria de ter passeado pela orla, observando mais a movimentação. Ainda assim, foi um dia ótimo, onde pude ver de perto um lugar tão icônico quanto o Cabo da Boa Esperança e deleitar meus olhos com belas imagens.

Contudo, na maior parte do tempo eu continuo esquecendo que estou na África.

Dia quinto – o passado escravocrata da Cidade do Cabo

O que fazer na Cidade do Cabo

A Catedral de São Jorge na Cidade do Cabo – luta contra o apartheid

O dia começou cedíssimo hoje… Às 5 da matina Leo já estava saindo em direção à largada da Old Mutual Two Oceans Marathon para correr 56 quilômetros. Euzinha, que não correria para lugar nenhum, me enrosquei em meu lençol mais um bocadinho. Depois fui tomar café da manhã com o casal de amigos que nos acompanha.

Aproveitamos para visitar a St. George´s Cathedral (5 Wale St) que se preparava para o domingo de Páscoa. Fiquei conversando um bocadinho com uma das senhoras que estava ajudando na arrumação da igreja. Ela gentil e pacientemente parou o que estava fazendo para trocar dois dedinhos de prosa comigo.

É impressionante a quantidade de sotaques que encontramos por aqui. A senhora da igreja, por exemplo, tinha o acento muito britânico. Ela própria tinha uma aparência muito inglesa.

Adoro a multiculturalidade!

A Catedral é muito bonita e pudemos circular por ela à vontade. Anglicana, esta que é a igreja mais antiga da África do Sul, desempenhou importante papel na luta contra o apartheid.

Fomos dar uma volta e ver a feirinha de rua que fica ali próxima. Há trabalhos locais, pinturas, artesanatos e afins muito bonitos. Existe uma consciência geral de valorizar os produtos da região e achei isso muito bacana.

Em toda barraquinha que paramos conversei um pouquinho, porque o povo é simpático.

Teve um moço que ao nos aproximarmos saiu mostrando todos os seus produtos: uma coleção de abridores de vinho e garrafas feitos com chifres e animais. Não me atrai para falar bem a verdade.

Mas ele foi colocando um atrás do outro em minhas mãos, explicando, falando… fui devolvendo um a um e dizendo que estávamos olhando e que daríamos uma volta. Ao que, muito sério, me perguntou: mas você vai voltar para comprar?! Achei a pergunta tão direta e inusitada que não me contive e ri. Talvez sim, talvez não… Ele sorriu de novo e disse: tenha então um bom dia e aproveite a cidade.

Fui descartada sem cerimônias!

O que fazer na Cidade do Cabo

O Slave Lodge – a história da escravidão e segregação na Cidade do Cabo

Na sequência visitamos o Slave Lodge. Foi uma visita que me ensinou muito sobre passado e presente: um overview a respeito da escravidão no mundo, mas especialmente aqui na Cidade do Cabo. Fatos e fotos. Relatos e informações. Hoje eu conheci um pouco mais sobre esta cidade que tem me acolhido tão bem.

Até o flanelinha de nossa rua já está brother. Quando chegamos hoje, ele correu para abrir a porta para nós. Sorrindo! E não pediu nadica de nada em troca.

Voltamos para o hotel, bebemos café e comemos muitos biscoitinhos locais na recepção. Estou viciada!

Fiquei um tempo enorme conversando com um dos recepcionistas. Falamos sobre muitas coisas, sobre África do Sul e sobre Brasil. Fiquei surpresa porque a maioria das pessoas que conversei por lá não sabia quase nada a respeito do Brasil.

Ele não acreditou quando confirmei que no Brasil se assalta (e se mata) à mão armada em plena luz do dia. É! Existe algum país neste mundo que entenda a violência urbana brasileira?! Parece que até a África do Sul está melhor que nós em muitos quesitos. Pelo menos a Cidade do Cabo, ao que parece.

As ruas são limpas e os prédios bem cuidados. Estamos pelo centro e as recomendações têm sido em relação a furto e a andar em ruas desertas à noite. Tem muitos seguranças espalhados em todas as ruas que circulamos.

Há mendigos! Muitos. Disseram que em sua maioria são drogados e inofensivos. Há favelas, mas é raro conseguirmos vê-las. Há violência, mas parece estar ligada às periferias. Há corrupção, mas pelo que entendi, as torneiras não estão completamente abertas. Ainda há alguma dignidade.

Ficamos ainda um tempão vendo a vida passar na sacada, observando o movimento das mais diferentes pessoas na Long Street, naquele sábado de aleluia, esperando Leo chegar da ultramaratona.

Então, ele chegou, feliz da vida. Meu ultramaratonista guerreiro! Ele correu bem, concluiu. Disse que o percurso tem momentos duros, mas que é muito bonito. Elogiou a organização da prova.

O que fazer na Cidade do Cabo África do Sul

Por do sol no V&A Waterfront na Cidade do Cabo

Almojantamos no V&A Waterfront, desta vez no Restaurante Belthazar (Victoria Wharf, V&A Waterfront, Shop No. 153): um bom vinho Merlot local e comida sul africana. Gostei tanto do biltong (lembra levemente o presunto parma), quanto do kudu (espécie de antílope), do crocodilo e do carneiro.

O Waterfront em si, a proposta do lugar não me enche os olhos, mas de alguns pontos o cenário é realmente maravilhoso. A Table Mountain estava incrível. Posso dizer que a mesa estava posta: a toalha era uma cascata de nuvens consistentes, densas… Visual lindo de morrer.

Com um por do sol, um céu estrelado e lua cheia encerramos o dia.

Dia sexto – último dia na Cidade do Cabo

O que fazer na Cidade do Cabo na África do Sul

O que fazer na Cidade do Cabo?! Que tal tomar café da manhã num lugar fofo e gostoso? Origen Coffe

O que fazer na Cidade do Cabo?! Começar o dia com um café da manhã num lugar lindo, super decoradinho e muito legal chamado Origen Coffee Roasting (28 Hudson St, De Waterkant). Estava bem cheio neste domingo e a clientela era muito variada. A carta de cafés – grãos e métodos – era enorme. Amo começar o dia em deliciosas cafeterias.

Na sequência visitamos o Prestwich Memorial (Buitengragt St): pequenino, mas muito interessante, pois ali estão informações valiosas sobre o passado da Cidade do Cabo. Perambulamos então um pouco pelas ruas no entorno, observando a arquitetura e sentindo a energia da cidade. Foi um domingo preguiçoso e ensolarado.

Aliás… Foi um dia de outono muito quente aonde virei um bolinho de estudante com canela. Apesar de toda a minha baianidade, com raízes firmemente fincadas no dendê, quando eu estava sendo fabricada, bem na hora do acabamento, alguém cochilou e esqueceram de me pigmentar com a cor do cravo e do chocolate.

Fui enviada assim, sem cor e sem graça e portanto, o sol de hoje, quente pra chuchu, eu diria assim, bem africano, me fritou, me queimou, me desmilinguiu…

O que fazer na Cidade do Cabo na África do Sul

Boo-Kaap – o colorido bairro muçulmano num dia de sol inclemente

Mesmo derretendo, fomos conhecer o Bo-Kaap, bairro muçulmano onde os primeiros escravos libertos de Cape Town foram morar uns séculos atrás. Confesso que fiquei um pouco decepcionada. Além de nós não havia vivalma na rua. As casinhas são bonitinhas, bem cuidadas, mas fora a conotação histórica não havia muito o que apreciar. Acho que por ser domingo, por ser feriado… A cidade estava mesmo vazia.

Nem sei se os moradores se sentem felizes com os turistas perambulando por ali e tirando fotos de suas casas.

Caminhamos um pouco, observando como a arquitetura de cidade é variada e muito horizontalizada. Bonita! A Table Mountain está quase sempre presente na paisagem.

Fomos então almoçar no V&A Waterfront. De novo! O lugar escolhido era até legal, chamado Willoughby & Co (6130 & 6132, Victoria Wharf Shopping Centre, Breakwater Blvd), indicado por uma conhecida captonian, mas meu sushi não tinha nada de surpreendente. De qualquer modo estava mesmo precisando de uma comida leve porque o sol sul africano me detonou.

O lugar que menos gostei na cidade, o Waterfront, foi o que mais visitei. Hoje entretanto tínhamos uma razão para estarmos pelo complexo: reservas para visitar a Robben Island, onde Nelson Mandela ficou preso 18 de 27 anos e o barco para a ilha saía de um ponto dali.

Quando terminamos de almoçar, contudo, recebemos uma mensagem dizendo que nossa visita à ilha de Mandela havia sido cancelada. Fiquei absurda e profundamente frustrada. Era o local de Cape Town que tinha mais interesse em visitar.

Fazer o quê?! O barco havia quebrado, sem previsão de conserto.

Recalculando rota…. Fomos então conhecer o Castel of the Good Hope (Darling St & Buitenkant St, Foreshore) e foi uma visita bacana: pelo contexto histórico, pelas obras de arte e mobiliário dos tempos em que os primeiros europeus tomaram posse da cidade e pelo belo visual.

O que fazer na Cidade do Cabo na África do Sul

Castelo da Boa Esperança

Lá, duas meninas lindas me abordaram e me pediram para explicar para elas um quadro. Como não tinha muitas informações, usei de imaginação, licença poética e elementos da cultura brasileira. Elas riram deliciadas. Uma delas me contou que fala 3 idiomas: inglês, afrikaner e xhosa (etnia de Mandela que se pronuncia cosa). Fiquei encantada com as meninas.

Voltamos então para o hotel. Compramos sanduíches numa biboca na Long Street e o hotel nos mimou uma vez mais com welcomes drinks: Leo tomou cerveja e cidra. Eu tomei red wine da uva local pinotage.

Honesto.

Tomamos na sacada do hotel, aproveitando a noite agradável. Foi nossa despedida da Cidade do Cabo.

Leo subiu para o quarto e eu ainda fiquei um longo tempo conversando com duas cariocas que estiveram em Cuba e agora estavam visitando Western Cape. Juntas, depois de algumas taças de vinho (uma delas inclusive quebrada) mudamos o mundo. Para beeeem melhor!

Ficou muito ainda o que fazer na Cidade do Cabo. Queria ter visto e vivido mais do que foi possível, mas o feriado, a cidade vazia, muita coisa fechada prejudicou um pouco nossas andanças por lá. Seja como for, apesar disso, tudo o que vimos, sentimos e fizemos tornou a viagem muito bacana.

No dia seguinte, pegamos a estrada. Começava aqui nossa road trip por Western Cape.

O que fazer na Cidade do Cabo na África do Sul

Despedida da Cidade do Cabo – vinho e conversa na sacada do hotel olhando a noite de Cape Town

Deslocamento e câmbio

Durante todo o tempo em que estivemos na Cidade do Cabo nos deslocamos a pé ou de Uber que lá funciona muito bem. Fomos aconselhados a não pegar táxi na rua. Gostaríamos de ter experimentado o sistema de ônibus – havia um ponto em frente ao hotel – mas estávamos acompanhados de um casal mais velho, então optamos pelo conforto.

É fácil fazer câmbio na Cidade do Cabo. E caro! Na Long Street há casas de câmbio e bancos que fazem a troca do dinheiro (euro ou dólar por Rand, a moeda local) São cobradas taxas na conversão e perdemos muito. Nunca deixe acabar seus Rand antes de fazer nova troca na Cidade do Cabo. Em dois momentos precisamos trocar e o sistema do banco estava fora e a casa de câmbio estava fechada.

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O que fazer na Cidade do Cabo na África do Sul?! Visitar museus, experimentar vinhos de uvas locais, além de provar inusitados sabores da gastronomia, ver cenários estonteantes, conversar com pessoas, tomar café da manhã em lugares descolados. Há muito que fazer na Cidade do Cabo, com certeza. #viajar pela #cidadedocabo na #africadosul na #africa é uma delícia, especialmente para quem é #viajantesempressa e adora sair por ai #espiandopelomundo               O que fazer na Cidade do Cabo na África do Sul?! Visitar museus, experimentar vinhos de uvas locais, além de provar inusitados sabores da gastronomia, ver cenários estonteantes, conversar com pessoas, tomar café da manhã em lugares descolados. Há muito que fazer na Cidade do Cabo, com certeza. #viajar pela #cidadedocabo na #africadosul na #africa é uma delícia, especialmente para quem é #viajantesempressa e adora sair por ai #espiandopelomundo

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O que fazer na Cidade do Cabo, África do Sul

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Cais da Ilha de Genebra

 

By |2018-09-10T12:17:05+00:0030/04/2018|Categories: Em Poucas Palavras|Tags: , , |34 Comentários

34 Comments

  1. Cristina 01/05/2018 em 16:06 - Responder

    Que viagem incrível! Você conseguiu unir as belas paisagens da cidade, como Table Mountain, com muita cultura e experiências reais com a população. Roteiro muito completo, já favoritado. Obrigada por compartilhar.

    • Analuiza Carvalho 01/05/2018 em 17:10 - Responder

      oi Cristina, fico muito feliz em saber que gostou de viajar comigo por Cape Town e que eu pude te inspirar um pouquinho e te ajudar em suas memórias primárias, para quando for conhecer a Cidade do Cabo! 🙂 bj

  2. Juliana Moreti 02/05/2018 em 21:57 - Responder

    Aninha voltou com seus poucas palavras
    😉
    Nao me espanta que eles nao saibam muito sobre o Brasil…. Nao teve recentemente uma famosa (nao sei quem) que disse que adoraria morar na Africa (era para escolher um paìs).

    Li hoje um texto sobre a Table Mountain e adorei o visual…. a vista là de cima é mais linda ainda!
    E ri muito com a sinceridade africana… quase europeia!
    hahahahaha
    Nao quer comprar, nao perca meu tempo!
    rsrsrsrs

    • Analuiza Carvalho 03/05/2018 em 10:46 - Responder

      oi Ju… Não soube dessa história da famosa! rsrsrs pois é, né?! O visual da Table Mountain é mesmo muito bonito. De todos e muitos ângulos. É um lugar que merece mesmo nossa atenção! Pois então, o moço estava certo afinal. Quer, quer, não quer, não me atrapalhe! rsrsrs Esta Cidade do Cabo tem suas graças! bj

  3. Bruna 03/05/2018 em 13:00 - Responder

    Também me senti muito tocada na Cidade do Cabo. É um lugar mágico e surpreendente. Ótimas dicas para um roteiro completo!

  4. Pedro Henriques 03/05/2018 em 18:15 - Responder

    Que grande roteiro para a Cidade do Cabo! De facto 6 dias são mais que suficientes para absorver toda a energia e cultura desta cidade africana que é considerada a mais bela do país. Gostei!

    • Analuiza Carvalho 03/05/2018 em 18:44 - Responder

      oi Pedro… eu achei 6 dias um tempo ótimo. Só não foi perfeito porque pegamos um longo feriado, então muita coisa estava fechada e a cidade meio vazia. Se Cape Town é a cidade mais bonita do país eu não sei, mas com certeza ela é muito bonita. 🙂

  5. Deisy Rodrigues 04/05/2018 em 01:32 - Responder

    Cada dia mais encantada com a África do Sul, fico bem feliz da forma que o turismo se expandiu e se mantêm forte no país, são tantas belezas, história e reflexões que oferece que vale demais visitar, eu amei o roteiro de vcs, diversificado e abrangendo um pouco de tudo.

    • Analuiza Carvalho 04/05/2018 em 07:40 - Responder

      oi Deisy… Parece sim que o mundo descobriu África do Sul e o turismo está crescendo por lá pelo que pude apurar. Esta região que visitamos, Western Cape, é mesmo muito bonita e tem muitas atrações. Vale mesmo uma visita. Eu fiquei surpresa com o que encontrei por lá, fizemos uma viagem ótima embora não tenha me apaixonado pelas cidades. Esta coisa de química entre pessoas e cidades que a gente não explica né?! bjs

  6. Diego Arena 04/05/2018 em 20:12 - Responder

    Que legal. Queria mesmo continuar lendo sobre a viagem da África do Sul. Achei bem interessante todos esses pontos e a história. Obrigado por compartilhar

    • Analuiza Carvalho 05/05/2018 em 19:31 - Responder

      Oi Diego! Que bom, de verdade, que gostou deste passeio comigo pela Cidade do Cabo! Vem mais histórias por ai. Muitas! 🙂 bj

  7. Luis Felipe 05/05/2018 em 10:52 - Responder

    Confesso que fiquei surpreso após teu completo relato. Muitos aspectos da cidade são bem diferentes daquilo que eu imaginava. Parece uma cidade deliciosa, muito em função da simpatia e alegria dos habitantes. Show teu post!

    • Analuiza Carvalho 05/05/2018 em 18:35 - Responder

      oi Luís… pois foi exatamente isso que aconteceu comigo. Eu encontrei uma cidade completamente diferente de tudo o que eu imaginava. Fiquei surpresa quase todo o tempo que passei por lá. É uma cidade muito amigável, recebe bem o turista e é muito bonita! Fico feliz que tenha gostado de minha contação de histórias de Cape Town! 🙂

  8. Flavia Donohoe 07/05/2018 em 10:34 - Responder

    Deu pra ver que sua viagem foi mais do que maravilhosa, a Cidade do Cabo me encantou demais, adorei tudo que vivenciei por la e agora a cidade figura no meu coração, e como vocês fizeram muita coisa legal, da uma vontade imensa de voltar!

    • Analuiza Carvalho 07/05/2018 em 21:17 - Responder

      oi Flavia… Foi uma viagem ótima sim, sem duvida! Cidade do Cabo não conquistou meu coração, aquela velha fórmula, cidades, pessoas, mas passamos mesmo momentos ótimos na cidade que nos recebeu muito bem! 🙂

  9. Camila Neves 07/05/2018 em 16:24 - Responder

    Ótimo roteiro! Sou louca para conhecer a Cidade do Cabo, deve ser incrível demais 🙂

    • Analuiza Carvalho 07/05/2018 em 20:14 - Responder

      oi Camila… é uma cidade de muitas belezas naturais e muito organizada, com boa gastronomia e bons museus, além de uma história interessante.

  10. Aline Pires 09/05/2018 em 09:06 - Responder

    Tenho muita vontade de conhecer a Cidade do Cabo e o seu post só aumentou a minha vontade, tudo é lindo.. até as estradas. Pin salvo para não perder esse post de vista

    • Analuiza Carvalho 09/05/2018 em 11:12 - Responder

      oi Aline… de fato esta região da África do Sul se perde em tanta beleza! E sabe que mais?! São belezas variadas, então não nos cansamos delas. As estradas são mesmo ótimas e para ama road trips este é um lugar a ser explorado! A Cidade do Cabo é uma cidade interessante e diferente de tudo o que imaginei a seu respeito! 🙂 bj

  11. Edson Amorina Jr 09/05/2018 em 09:16 - Responder

    Está um lugar que gostaria de visitar, preciso fazer uma viagem legal para a África do Sul. Muito legal seu roteiro para a Cidade do Cabo.

    • Analuiza Carvalho 09/05/2018 em 10:46 - Responder

      oi Edson… organiza e vai! Eu quero muito voltar, ver outras paragens, ver mais da cultura, das diferenças e similaridades do país e se possível, do continente. 🙂

  12. Luli 10/05/2018 em 19:00 - Responder

    Adorei o relato! Sempre quis ir a cidade do Cabo, mas não sabia se teria muita coisa para fazer… agora já sei que tem bastante! 🙂

    • Analuiza Carvalho 11/05/2018 em 08:20 - Responder

      oi Luli… que bom que pude te apresentar um pouco da Cidade do Cabo… Agora se organize e vá, sentir esta cidade ao vivo e em cores! 🙂 bjs

  13. Katarina 15/05/2018 em 07:08 - Responder

    Que viagem maravilhosa, hein? Tenho muita vontade de conhecer a África do Sul, especialmente Cidade do Cabo. Adorei seu roteiro 🙂

  14. Flávio Borges 15/05/2018 em 19:42 - Responder

    A África realmente deve ser incrível, e fazer um roteiro como o seu é um sonho! Curto muito este estilo de viagem mais aventureiro, sempre que posso também alugo carro nos lugares em que vou para poder conhecer tudo no meu tempo.. e realmente concordo contigo, dirigir na mão inglesa requer muito esforço hahaha
    (Ps: como assim o Leo correu 56 km???!!! =O isso é muita coisa! To de cara! haha)

    • Analuiza Carvalho 16/05/2018 em 17:12 - Responder

      oi Flavio! Se este é seu estilo, road trip, então você vai gostar muito de rodar pela África do Sul. As estradas são ótimas, as paisagens lindas!!

      Pois então… isso mesmo: 56 quilômetros da ultramaratona Two Oceans. Uma doideira né?! rsrsrs eu acho!!!!

  15. Marcia Picorallo 16/05/2018 em 12:38 - Responder

    Ana, você vai escrevendo dia a dia sobre sua viagem durante a viagem, né? Senti que os sentimentos estão bem presentes, o que para mim é difícil de explicar depois de voltar, a menos que o destino seja mesmo muito impactante. Tenho certeza que também ficarei meio atônita quando finalmente pisar na África, mas depois de ler seus posts sobre a Cidade do Cabo, acho que vou querer algo mais roots como iniciação. rsrsrs Beijos

    • Analuiza Carvalho 16/05/2018 em 17:15 - Responder

      oi Marcia… sim exatamente isso. Um diário de viagem, um resumo do dia com este objetivo, preservar os sentimentos que estão muito vívidos ainda quando volto para o hotel á noite. Assim, posso acessá-los quando quiser. 🙂 Revisitá-los, sabe?!

      Se eu posso sugerir algo, faça isso! Comece a África pela África! rsrsrs Eu pretendo voltar, ver mais do país e do continente. Acho que encontrarei outras características então! bjuuss

  16. FLAVIA ZENKE 18/05/2018 em 13:28 - Responder

    Fomos para a Africa do Sul em fevereiro do ano passado e foi um dos lugares mais lindos que já conheci. A Cidade do Cabo é belissima e me arrependi de só ficar 4 dias. Como estávamos com a nossa filha de 4 anos, o programa foi mais voltado para ela com picnics e coisas mais lúdicas. Lendo seu post me deu a maior saudade!

    • Analuiza Carvalho 18/05/2018 em 13:33 - Responder

      oi Flavia… verdade, a Cidade do Cabo é uma cidade muito bonita, mas não foi o lugar mais lindo que eu já conheci. Fizemos bastante coisa, mas algumas outras que gostaria de ter feito infelizmente não foram possíveis: a Robben Island foi cancelada e um dos museus que eu queria visitar estava fechado por ser feriado. Ainda, assim fizemos e vimos bastante coisas nos dias que ficamos por lá. 🙂 Foi uma viagem ótima.

  17. Nana 11/08/2018 em 10:42 - Responder

    Lugar maravilhoso!! Já fui duas vezes e sinto que ainda tenho muito a conhecer naquela cidade!! Adorei o post

    • Analuiza Carvalho 11/08/2018 em 11:38 - Responder

      Sério Nana que você já foi 2x?! Eu também deixei para trás coisas que queria fazer. O velho problema do tempo né?! Viajantes tem mesmo que fazer escolhas! 🙂 Que bom que gostou do texto! bjus

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