SEVILHA, a bela e VIBRANTE capital da ANDALUZIA, na Espanha

Um brinde! Um brinde à possibilidade de revisitar uma das cidades interessantes deste mundo. Sevilha, bela Sevilha. Poderosa no passado, encantadora e vibrante no presente! O que fazer em Sevilha?! Ah, caro viajante! Tantas e deliciosas coisas!

Uma felicidade poder voltar à Sevilha quase 10 anos depois de termos estado aqui a primeira vez, quando então visitamos Madri e Toledo e descemos para Andaluzia, onde conhecemos Córdoba, Granada, Sevilha e Málaga, numa viagem inesquecível.

O que fazer em Sevilha

Um fim de tarde no terraço do El Corte Inglês

Sevilha é a capital da Andaluzia, uma das regiões mais apaixonantes, vivas e interessantes da Espanha. O legado deixado por tantos povos que passaram por ali, tornou o sul espanhol uma mistura de estilos e influências que seduz.

Desta vez passamos uma semana somente em Sevilha. O objetivo foi a Maratona de Sevilha: Leo correu os 42km e eu fiz um treino longo (o maior que já fiz até então) de 26km. Foi incrível!!! A cidade abraçou a corrida e emocionou os corredores! Arrrrriba Sevilha!!!

O sevillano é muito acolhedor e simpático, o que nos rendeu conversas muito interessantes. O Rio Guadalquivir, lindo e potente, marca a paisagem da cidade, assim como as onipresentes Torre do Ouro e Catedral de Sevilha, formando cenários maravilhosos.

Antes e depois, caminhamos pela cidade, revisitamos alguns lugares que já tínhamos estado na visita anterior, bebemos muitos vinhos, cervejas, cafés e fomos de tapas. Mesmo sendo turista, tentar viver Sevilha é o que há de melhor para se fazer por lá.

Estes, foram os nossos dias – maravilhosos – na capital andaluza.

Dia Primeiro – uma longa jornada de Salvador a Sevilla

O que fazer em Sevilha na Espanha

A Catedral de Sevilha marcando a paisagem

Foi uma longa e cansativa viagem!

2h30min até São Paulo. 11h até Barcelona e depois 1h30min até Sevilla. Entrando e saindo de voo, sem um tempo significativo em terra. Os dois primeiros trechos voamos com a LATAM, como sempre acontece, feitos sardinhas em lata, na classe econômica, num desconforto que só passamos mesmo porque adoramos ver o mundo.

A Latam permite solicitação de refeições especiais. Pedi, uns dias antes do embarque que a minha comida fosse vegana. Por algum erro da companhia, isso não foi registrado: não tinha refeição para mim.

A comissária, com sorriso no rosto, improvisou uma salada e pães para o jantar e sem que eu precisasse pedir, frutas, geleia e mais pão para o café da manhã. Não foi uma refeição dos deuses, mas foi cheia de afeto da comissária que teve a sensibilidade de não me deixar com fome. Não é a primeira vez que o staff da Latam me socorre em situações críticas.

De Barcelona para Sevilha fomos de Vueling, num voo sem nada que mereça comentários.

Finalmente chegamos, Sevilha!

Chegando na cidade andaluza, pegamos um ônibus do aeroporto até o hotel que será nossa casa nestes dias: Pension Pérez Montilla.

Exaustos, cansados, sem banho, sem dormir, deixamos as bagagens no hotel e partimos para perambular por Sevilla. Sempre fazemos isso para já entrarmos no fuso e no ritmo das cidades. Temos por lei, buscar adaptação ao horário local assim que chegamos no destino.

Era meio de tarde já.

Para o almoço, num lugar chamado Carmela, eu fui de tapas: espinafre com grão de bico e batatas bravas e Leo foi de menu do dia com entrada, prato principal, sobremesa e uma bebida que ele escolheu cerveja.

Depois saímos sem rumo revendo, relembrando Sevilha, o passado e presente se confundindo, se misturando, se completando: velhas memórias, novas memórias. Nem tinha noção de como a cidade ficou marcada em minha mente, mesmo esta não tendo sido minha cidade preferida na Andaluzia.

Sevilha tem muito do passado em suas veias, mas o presente é tão intenso que constantemente o antigo me foge.

Vimos o entardecer no terraço do Corte Inglês e saímos para las calles mais uma vez, que estavam movimentadas, cheia de gente circulando aqui e acolá. Muitos turistas como nós, naturalmente.

No jantar, fomos ambos de tapas mais uma vez. Ir de tapas, afinal, é uma instituição nesta parte do país. En Sevilla como los sevillanos. Voltamos caminhando para o hotel, aproveitando a fresca noite do inverno. No dia seguinte, havia muito o que fazer em Sevilha.

#espiandopelomundonanaespanha #quercorrercomigonaespanha

Dia Segundo – paellas, vinhos e história de Sevilha

O que fazer em Sevilha

Em Triana, às margens do Rio Gudalquivir

Inverno nesta bela cidade que atende pelo nome de Sevilha. Amanheceu por volta de 8h, com temperatura em 10 graus, sensação térmica de 7 graus.

Leo e eu saímos para correr.

Vimos o dia nascendo enquanto o suor escorria pela pele, apesar da fria e agradável temperatura. Sevilha já estava a todo vapor! Adoro ver uma cidade no seu despertar e Sevilha é muito viva. Amo ainda correr por elas. É como, se ao fazer meu coração bater, as imagens se fixassem mais intensamente em minha mente. Passamos por lugares lindos!

Parte do treino foi feito às margens do Rio Guadalquivir. A cidade nasceu aqui, construída pelos mouros e impulsionada economicamente pelo rio. Isso, há muitos e muitos séculos atrás. E agora, ali estava eu, deixando minha energia naquele bonito e potente rio, que deu o tom desta bela Sevilha.

Foi um treino leve, o nosso. Quase sempre é assim, quando corremos em meio ao movimento de uma cidade: desvia de uns e de outros, da bici, diminui no cruzamento, desce escada, olha o desnível, que lindo o Rio Guadalquivir, paralelepípedo, pedrinhas soltas, uh, que delicioso vento frio, corre, acelera, diminui… Fim!

Que delícia! Mesmo no frio, suor que escorre, energia que circula, coração que bate acelerado. Estamos muito vivos! A sensação é espetacular!

Hola Triana…

Depois de corrermos, passamos quase todo o dia em Triana, o antigo bairro cigano, observando seu passado. Só que ele foi mesmo engolido pelo presente. Desconfio que a verdadeira alma sevillana não é mostrada assim tão facilmente. Ela está meio escondida…

Triana ganhou meu coração. É quase como se não fosse Sevilha! Talvez sua alma, nem seja mesmo!

Visitamos a Igreja de Santa Ana, a chamada paróquia dos gitanos. Entramos naquela que foi a primeira sede da dura Inquisição espanhola: o Castillo de San Jorge e perambulamos lentamente pela orla do imponente e bonito Guadalquivir.

Pelo lado sevillano passamos pela Torre do Ouro e da Prata, onde eram guardadas as riquezas que chegavam do novo mundo. Vimos ainda o local de onde partiu a expedição de Fernando Magalhães para dar a volta ao mundo.

Quase ninguém voltou desta aventura pelos mares do mundo! Nem mesmo Magalhães que morreu nas Filipinas.

A comida e o vinho

A comida espanhola não me agrada. Nunca agradou o meu paladar, em nenhuma das regiões que já visitei. Diferente do vinho espanhol, que muito me satisfaz.

De modo geral acho uma cozinha gorda e com pouco ou nenhum sabor marcante, especial, mas aqui em Sevilha tenho encontrado algumas razoáveis opções. Sempre há uma ou duas alternativas vegetarianas e saudáveis nos cardápios. Para quem come carnes e embutidos, Espanha é o lugar certo para se estar.

Refeições do dia

Após a nossa corrida matinal, saímos em busca de uma cafeteria para tomarmos café da manhã. Adoro sair para o desjejum em cafeterias. No entorno do nosso hotel, as opções eram muitas. Escolhemos El Papelón, com aquela cara espanhola antiga. Tenho forte atração por coisas de outros tempos.

Havia no cardápio, muitas opções de desayunos (café da manhã) a preços que variavam de 4 a 5 euros. Eu escolhi tostada con tomate y aceite de oliva y cafe – típico da região. Leo escolheu torradas com ovos e presunto, com café.

Já o almoço foi no colorido Mercado de Triana, que fica ao lado do Castillo de San Jorge. Encontrei um box chamado Estoke, com muitas opções vegetarianas e escolhi um delicioso sanduíche de pasta de lentilhas com maiz (milho) e verduras. Leo foi de tapas: atum e calamares (lulas) com cerveja na Cervecería Loli. Afirmou que estavam sensacionais.

Jantamos paellas no La Bodeguita de Sierpes. Eu escolhi a de verduras con una copa de Rioja. Leo resolveu ir de arroz negro com frutos do mar e me acompanhou no mesmo vinho. Sentamos ao ar livre (apesar dos fumadores que são muitos na Espanha), para ver o movimento e apreciar o gostoso inverno de Sevilha.

Bom jantar, ótimo vinho!

Depois disso caminhamos pelas ruas sevillanas de mãos dadas, noite adentro, porque hoje Leo e comemoramos 16 anos e 10 meses que perambulamos juntos nesta vida. ❤❤

Em tempo, o inverno sevillano é bem ameno. Amanheceu frio (em torno dos 10 graus, com sensação de 6 ou 7), mas no meio da manhã, a temperatura já alcança os 20 graus.

Dia terceiro – conversas, boa comida e vinho, além de arte

O que fazer em Sevilha

Calle San Fernando – as ruas de Sevilha são cheias de informações

Gosto de reencontros. Isso me mostra como a vida é deliciosamente mutante, como as cidades estão sempre em movimento e como eu sou uma nova pessoa a cada jornada… Este meu novo encontro com Sevilla está sendo muito distinto da visita anterior que fizemos cerca de 9 anos atrás, onde minhas lembranças me levam a uma cidade mais tristonha.

Desta vez encontrei alegria e vibração por todo lado.

O dia começou com um café da manhã andaluz para mim – tostada con tomate y aceite de oliva y cafe e um “cheio de coisas (bacon, salsichas, ovos…)” para Leo que estava cheio de fome. AMO desayunar em cafeterias, misturada ao cotidiano local. Uma experiência atraente sempre. Taberna La Authentica foi nossa escolha hoje.

Almoçamos em outra de suas unidades: menu do dia (quase sempre boa opção na Espanha) para Leo com entrada, prato principal, sobremesa e bebida. Para mim, por favor, uma paella de verduras que estava muito rica e uma taça de Rioja – dupla de respeito.

Já que o assunto é comida, no jantar fomos de tapas em Triana (me apaixonei pelo bairro cigano desta vez), na Cafeteria Santa Ana. Mais uma vez nos sentamos ao ar livre para aproveitar a temperatura agradável e a vida com apenas o céu sobre nossas cabeças: cogumelos, gazpacho e espinafre com grão de bico para mim; solomillo e cogumelos para Leo.

Estava tudo delicioso! Ali, famílias locais conversavam e riam aproveitando a noite de sexta-feira.

Expo da Maratona de Sevilha

Pela manhã, logo após o café da manhã, fomos buscar o kit da corrida de Domingo. Enquanto esperávamos o ônibus, ficamos pela Calle San Fernando, uma de minhas preferidas na cidade, observando o intenso (muito intenso) movimento. Muitas informações distintas desfilaram sob meus olhos.

A Maratona de Sevilha é a razão desta viagem. Eu (ainda) não corro maratonas, mas vou fazer um treino de volume dentro dela. ESTOU NA MAIOR EXPECTATIVA. Frio enorme na barriga.

Foi muito empolgante para mim, pegar um número de maratonista, mesmo sabendo que não vou correr o percurso todo. A expo estava pequenina (patrocínio New Balance, a melhor em minha opinião), mas com ótimos produtos, a preços bem razoáveis.

Arte, boa arte

À tarde, um pouco de arte para alimentar a alma e alegrar ainda mais o coração. Palacio de Bellas Artes que tem um bom acervo, num prédio incrível. Ainda tivemos a imensa sorte de pegarmos uma expo temporária onde conheci um escultor EXTRAORDINÁRIO, que me deixou arrepiada com tamanho realismo: Montañés.

Aqui e ali, pelas ruas, as guitarras e os tacóns flamenco, soaram! Que saudade intensa eu senti dos meus tempos de bailaora flamenca! Conversamos com pessoas. Esta é apenas uma das muitas razões pelas quais nos permitimos conhecer mais de um lugar, do que pouco de muitos lugares. Sempre reservamos dias e não horas para uma cidade. Sempre buscamos estar…

Sentimos a mágoa dos sevillanos “porque os catalães não querem ficar conosco(…), eles nos acham fracos(…), dizem que só gostamos de festas e não trabalhamos, querem mudar a história, mas ela aconteceu, é fato!…”  – ferida aberta.

Dia quarto – filas, muvuca, passeio de ônibus, exposição e por do sol

o que fazer em Sevilha na Espanha

O entardecer em Sevilha

Hoje o dia foi um pouco atrapalhado e por isso, meio preguiçoso.

Encontramos neste sábado uma Sevilha lotada! 14.000 corredores inscritos para a maratona de amanhã. Parte significativa de fora da cidade, muitos acompanhados de 1 ou mais pessoas. Isso sem falar nos turistas não corredores e moradores aproveitando o sabadão.

Resultado?! Uma multidão variada percorrendo as ruas do centro de Sevilla. Conseguimos tomar café da manhã com calma, porque saímos cedo do hotel. Dessa vez, fomos na Cervezería Mezquita, apreciando o dia bonito: frio com céu azul. As nossas escolhas seguiram sendo as mesmas: eu de café andaluz e Leo de presuntos e afins.

Depois fomos para a exuberante Catedral de Sevilha: fila grande e lenta para entrar. Abandonamos. Tentamos ir no Arquivo Geral das Índias: fila longa e parada. Abandonamos. Decidimos então usar o ticket do ônibus Sightseeing que ganhamos no kit da maratona.

Eu detesto este tipo de ônibus, mas detesto mais ainda filas e muvuca.

Na oficina de turismo para validar o bilhete, fila. Para embarcar no busão, fila. 😣 Foi um sábado complicado, com muita gente para todo lado, que me deu uma sensação de perda de precioso tempo. Conseguimos entrar no segundo ônibus.

Coisa mais sem graça ver a cidade dali de cima!!!!!! Tédio! Senti sonolência. Por todos os lugares que passamos a bordo do ônibus, havia uma multidão de pessoas. Ficamos 1h nele e descemos no Mercado Lonja del Barranco, mercado de comidas muito fofo e pequenino – sem filas, finalmente – onde almoçamos numa arrocería.

Não me canso das paellas vegetarianas e nem dos riojas.

De lá fomos caminhando até a Caixa Fórum para ver a exposição que fala do “Movimento de Montmartre nos tempos de Toulouse Lautrec”. Adorei! A história de um tempo através da boêmia parisiense por cartazes, ilustrações, revistas…

Quando saímos da Caixa, o dia estava começando a se despedir. As ruas seguiam movimentadas, entupidas de pessoas e nós vimos ainda um lindo anoitecer! As luzes de Sevilha no inverno são suaves e muito bonitas.

Hora de jantar porque amanhã é dia de maratona para Leo e de treino longo para mim. Vou tentar minha maior rodagem até hoje. Ansiosa. Muito!

Foi difícil encontrar um restaurante italiano no centro de Sevilha. Aberto às 19h, mais difícil ainda. Por fim, achamos o Piano Piano. O problema é que todas as mesas estavam ocupadas e/ou reservadas. Véspera de maratona né?! Todo mundo atrás de um combustível!

A garçonete gentil, então, conseguiu uma mesinha para nós. Pura sorte! Massa simples e boa.

Depois, ainda passamos no mercado, em Triana, para comprar algo para o café da manhã (com minha sacola retornável, claro, que levo para todo canto para ajudar a ter um mundo com menos plásticos) porque a prova só larga às 8:30 e sou do tipo que acorda com fome.

Me desejem sorte e diversão, por favor! ❤

Que venha o domingão então e o meu desafio. Ah! E mais coisas que fazer em Sevilha né?! Afinal corremos, mas turistamos também!

Dia quinto – corrida, tapas e noite iluminada

O que fazer em Sevilha na Espanha

Bar de tapas em Sevilha

Domingão! O dia tão esperado! Hoje aconteceu a Maratona de Sevilha, motivo desta viagem.

Acordamos bem cedo! Fazia muito frio. Saímos do hotel com Sevilha ainda escura. Fomos caminhando para a linha de largada. Adoro quando a corrida permite esta facilidade. Gosto muito de ver os corredores chegando de todo lado para a corrida, cheios de expectativas.

Acho lindo! Uma festa que emociona! Muito treinamento, muitas renúncias, muito planejamento para aquele momento. Uma prova de corrida de rua começa muitos meses antes.

A energia fluía intensa!

No caminho passamos na cafeteria da esquina para um café para llevar. Café e dia nascendo?! O inesquecível da simplicidade.

14.000 corredores reunidos. Prova linda. Animada, organizada, temperatura amena (fria na largada e 20 graus mais ou menos na chegada).

Eu rodei somente 26km dentro da maratona. Primeira vez que eu corro essa distância. Fiquei tão feliz em ter conseguido! Sofri nos 2 últimos kms, mas me senti tão forte quando concluí! Caramba eu corri 26km!!!! Que coisa doida!!! Que sensação intensa! Só quem corre longas distâncias é capaz de entender a dor e a delícia que é!

Sabem o que achei ainda mais louco?! O treino passou voando!!!!!! Os 26km chegaram muito, muito rápido. Se os 2 últimos kms não tivessem sido duros, teria ido mais um pouco. Maaasss…. Tudo tem seu tempo e meu corpo precisa desse necessário tempo para se adaptar aos novos desafios deste ano.

Leo mandou muuuito bem!!! Não à toa tenho tanto orgulho dele. Sem esforço, na diversão, fez seu melhor tempo em maratonas! Nem o céu é o limite para este moço que ganhou meu coração há tantos e tantos anos atrás.

Antes de voltarmos ao hotel para um bom e merecido banho, fomos até a muito bonita Plaza de España  – cartão postal da cidade – para tirarmos algumas fotos e registrarmos nossas conquistas.

Já eram quase 17 horas quando saímos em busca de um lugar para comermos. Fomos novamente de tapas. A fome era tão gigante que entramos no primeiro restaurante que encontramos na Calle Mateos Gago com uma mesa disponível.

Nem registrei o nome do lugar, mas nesta rua, uma das principais da velha cidade, tem restaurantes dos dois lados, com cardápios e serviços muito semelhantes. Há alguma variação de preços, mas os menus ficam expostos, então é possível pesquisar.

Quando finalizamos nossa refeição, já era noite. Resolvemos aproveitar a noite sevilhana e fomos nos sentar na beira do Guadalquivir, assim como tantas outras pessoas. Triana iluminada do outro lado do rio estava magnífica!

O melhor de tudo?! Nem parece que eu corri! Estou zerada!!! Que venham as próximas corridas, desafios, superações…

Sevilla, 9 anos depois, conquistou meu coração.

Dia sexto – Torre do Ouro, Catedral e banho árabe

O que fazer em Sevilha

O Rio Guadalquivir do alto da Torre do Ouro

Segundona! Continuamos em Sevilha! Café da manhã cheio de estilo e natureba num lugarzinho fofo chamado Filo. Olhe, tarefa difícil encontrar comida boa e sem carnes nesta linda Sevilla. Caminhamos pela cidade, buscando novos caminhos cheios de ruas antigas e estreitas… encontramos o passado, mas Sevilla é de fato muito atual.

Subimos na Torre do Ouro, um dos símbolos sevillanos, construída pelos mouros para defender a cidade e posteriormente usada pelos espanhóis para armazenar as riquezas vindas do novo mundo. A vista do Rio Guadalquivir e de Triana é linda do alto da Torre do Ouro!

Pausa para um café: sempre! Sou dona do meu tempo e gosto dele assim, com pausas.

Depois, entramos na magnífica Catedral: grandiosa e repleta de arte. Ela está no lugar da antiga Mezquita árabe. uita gente circulava por seu interior.

Subimos na Giralda, o antigo minarete, esplêndido, única estrutura que sobrou, junto com el patio de los naranjos. Ali, num espaço diminuto, havia uma aglomeração imensa de pessoas. No tempo em que passamos no alto do minarete, eu tive a certeza, que falta de educação não é privilégio de nenhum pais, idade ou gênero… 😣

Fomos então mais uma vez, de tapas em algum dos restaurantes da Calle Mateos Gago. Depois disso, corremos para um banho árabe. Tínhamos reserva e já estávamos em cima da hora.

Terceira vez que nos lançamos nesta experiência sensorial e extraordinária. A primeira vez foi em Córdoba, cidade andaluza, a segunda em Madri. Herdada dos antigos romanos, banhos de temperaturas variadas, massagem e jacuzzi. Pôr do sol. Ahhhh… que delícia!

Para encerrar este dia especial em Sevilla, vinho, mais tapas no La Morada e volta para casa sem pressa porque o inverno andaluz é delicioso e a cidade iluminada com as luzes artificiais fica divina.

Dia sétimo – setas e despedidas

O que fazer em Sevilha na Espanha

La Setas de Sevilla

Sevilha amanheceu neblinada. Muito neblinada! Lindamente neblinada! Saí para correr. Sozinha. A cidade ainda estava escura, mas seu movimento matinal já havia se iniciado. Lento ainda.

Fazia mais frio. O vento gelado em meu rosto enquanto eu percorria, sem planejamento as ruas de Sevilla, me deixava cheia de energia! Foi um treino de 5km, leve e regenerativo. Quando terminei, queria mais!

Hora de fechar as malas e partir. Tomamos café da manhã no Filo mais uma vez! Que delícia de lugar e de café da manhã. Meu corpo ainda pulsava por causa da corrida e assim, tudo fica mais intenso!

Nossa última parada em Sevilla, antes de deixarmos a cidade, foi en Las Setas: uma enorme, interessante e atraente estrutura de madeira que lembra as setas, os cogumelos típicos no país. Eu fiquei apaixonada pelo monumento, mas ao mesmo tempo foi estranho vê-lo ali, no contexto do casario antigo.

Contrastes! Estranhos contrastes.

As setas são também um mirante. Queria MUITO subir, mas infelizmente não deu tempo. Dizem que lá em cima é massa, mas para que eu tenha certeza, tenho que voltar a Sevilla.😄

Hasta qualquier día Sevilla. Gracias por todo! ❤❤❤ Esta segunda visita foi muito melhor que a primeira.

Sevilha – Barcelona – Guarulhos – Salvador: longo caminho de volta para casa

Pegamos um voo Sevilla – Barcelona (Vueling), onde tivemos que passar a noite, num hostal, perto do aeroporto, porque na manhã seguinte nosso voo para Guarulhos com a Latam, saía bem cedo. Assim como no voo de ida, a #latamairlines não embarcou as minhas refeições veganas solicitadas, mesmo a empresa tendo confirmado o pedido.

As comissárias, mais uma vez, cheias de eficiência e gentileza, improvisaram refeições para mim. Fiquei com fome?! Sim, mas cheia de gratidão pela atitude do staff. Em Guarulhos, mais uma vez dormimos num hotel, porque nossa conexão durava a madrugada inteira, mesmo com outro voo Latam saindo de São Paulo naquela noite.

E então, depois de uma longuíssima jornada que durou mais ou menos 2 dias, chegamos em Salvador, exaustos, mas são, salvos e satisfeitos. Mais uma viagem finalizada. Novas e boas lembranças. Experiências que deixaram marcas e me transformaram. Aprendi muito nesta viagem. Muito! Que venham as próximas!

#espiandopelomundonaespanha #quercorrercomigonaespanha

Uma coisinha ou outra a mais sobre o que fazer em Sevilha

Esta foi nossa segunda visita a Sevilha, uma viagem meio improvisada, por conta da Maratona. Como já tínhamos visitado muita coisa na cidade, deixamos de rever alguns lugares que considero merecem ser conhecidos por quem visita a capital andaluza, dentre eles: conhecer o interior dos Reales Alcázares, onde os reis católicos se reuniam com Colombo, assistir a um baile flamenco – em la Carbonería (muito turístico, mas legal) e/ou numa casa profissional, entrar no Arquivo Geral das Índias, que abriga documentos preciosos sobre as grande navegações, que mudaram o mapa e a genética do mundo.

As cidades com rios costumam ser encantadoras. Quer ver mais algumas destas cidades pelo mundo?! Então clica no link bem aqui abaixo!Cais da Ilha de Genebra

Os rios e as cidades

Venha espiar este mundão lindo comigo pelas redes sociais. 

Siga o Espiando pelo MundoFacebookInstagram e Twitter e Trip Advisor

O que fazer em Sevilha na Espanha               O que fazer em Sevilha na Espanha

Clicando em qualquer uma das duas imagens logo aqui acima Cais da Ilha de Genebrao que fazer em Sevilha na Espanha ficará guardada em seu perfil no  Pinterest🙂

Para mais inspirações e histórias de viagem siga o perfil do Espiando pelo Mundo no Pinterest.

O que fazer em Sevilha na Espanha

Se você, meu caro viajante, gostou ler sobre o que fazer em Sevilha na Espanha, compartilhe em suas redes sociais para que os amigos leiam também! 🙂 

Os botões de compartilhamento estão aqui abaixo.

Cais da Ilha de Genebra

By |2020-03-03T15:25:49+00:0003/03/2020|Categories: Em Poucas Palavras|Tags: , |20 Comentários

20 Comments

  1. Gisele Rocha 03/03/2020 em 23:40 - Responder

    Que relato lindo sobre Sevilha! Eu não tive a oportunidade de conhecer a cidade ainda, mas fiquei encantada por esses contrastes arquitetônicos.
    E parabéns pela evolução na corrida! <3

    • Analuiza Carvalho 04/03/2020 em 14:28 - Responder

      oi Gisele… a Andaluzia, em minha opinião, é a região mais interessante da Espanha. A mistureba e contrastes da suas cidades funcionaram muito bem. Sevilha merece alguns dias de visita. 🙂 bj

  2. Fabricio 05/03/2020 em 09:22 - Responder

    Maravilhoso post, praticamente um guia. Eu tenho uma dívida com a Espanha, são tantos lugares lindos fora os destinos mais conhecidos como Madri e Barcelona.

    • Analuiza Carvalho 05/03/2020 em 11:12 - Responder

      oi Fabricio… bem isso! Inclusive, nem Madri e nem Barcelona estão entre minhas cidades favoritas na Espanha… Andaluzia, Valência, as cidades medievais da Cataluña são muito mais interessantes! 🙂

  3. Fernanda Scafi 06/03/2020 em 16:07 - Responder

    Fiz um intercâmbio em granada anos atrás e conheci Sevilha em um bate-volta. Achei a cidade incrível, mas na época não podia passar mais tempo lá infelizmente. Com certeza vcs curtiram muito mais do que eu e eu não vejo a hora de voltar para a Andaluzia e aí sim, dormir em Sevilha e conhecer mais lugares com calma!

    • Analuiza Carvalho 07/03/2020 em 11:55 - Responder

      Pois, tomara que você tenha mesmo a chance de voltar e explorar Sevilha! Por outro lado, eu quero muito, voltar a Granada, para rever toda sua beleza! 🙂

  4. ana paula 07/03/2020 em 11:47 - Responder

    Sevilha parece ser um lugar lindo, amei as fotos e o tempo estava muito lindo.Quero muito conhecer a Espanha.

    • Analuiza Carvalho 07/03/2020 em 11:53 - Responder

      A Andaluzia, em minha opinião, é a região mais interessante da Espanha… Sevilha é muito atraente! 🙂

  5. Angela C S Anna 10/03/2020 em 18:50 - Responder

    eu não esperava tanto de Sevilha, fui sem expectativas e simplesmente me apaixonei pela cidade! quanta animação e cores! fui em pleno novembro e curti demais com o calorzinho, recomendo muito pelo menos 2 dias inteiros

    • Analuiza Carvalho 16/03/2020 em 15:14 - Responder

      oi Angela… eu precisei de um reencontro. Quando estive em Sevilha a primeira vez, numa viagem pela Andaluzia, no verão, achei a cidade meio tristonha, meio pesada, principalmente se comparada com as outras cidades andaluzas que visitei. Desta vez, no inverno, encontrei outra cidade, mais alegre, descontraída, acolhedora…

      • Angela C S Anna 03/04/2020 em 13:05 - Responder

        ahh eu tive essa impressão de Granada, mas ao contrario justamente por causa do frio
        acredito que se eu fosse no verão eu morreria de calor haueahea

        • Analuiza Carvalho 03/04/2020 em 15:36 - Responder

          Eu soube que o frio de Granada é intenso né?! Posso afirmar que o calor é enlouquecedor!!!! rsrsrs

  6. Marcela 30/03/2020 em 23:40 - Responder

    Nossa, são tantos lugares lindos na Espanha que fica difícil escolher qual visitar. Mas Sevilha você já me convenceu! Que encanto!

    • Analuiza Carvalho 31/03/2020 em 15:48 - Responder

      oi Marcela… verdade o que você escreveu sobre a Espanha: são muitos os lugares a serem visitados, mas te digo: a Andaluzia é a região mais interessante do pais! 🙂

  7. Bruna 01/04/2020 em 16:32 - Responder

    Que delícia de relato! Sevilha foi a cidade espanhola que mais amei, quase fiquei por lá mesmo…rsrsr Deve ser emocionante correr uma maratona nessa cidade mix de passado e futuro!

  8. Jéssica Venerável 04/04/2020 em 18:06 - Responder

    Realmente não falta o que fazer em Sevilha! Estivemos na cidade em 2015 e foi maravilhoso! Como vc disse, os sevilhanos são muito receptivos e nos sentimos muito acolhidos durante todo o tempo. Parabéns pelo treino e pela maratona!

    • Analuiza Carvalho 05/04/2020 em 12:16 - Responder

      Obrigada Jéssica! Foi uma grande conquista este treino, e em tempos de pandemia, trancados em casa, esta boa memória tornou-se ainda mais potente! Sevilha é cidade vibrante e a Andaluzia é das regiões mais legais da Espanha. 🙂 bj

  9. Suriàn 05/04/2020 em 21:45 - Responder

    A Espanha guarda tantos lugares incríveis. Conheço alguns e agora Sevilha entrou pra lista!

    • Analuiza Carvalho 06/04/2020 em 10:03 - Responder

      oi Suriàn… verdade! A Estanha tem muitas regiões sensacional e Andaluzia é uma das minhas preferidas. 🙂

Deixar Um Comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.