O INTERIOR da Torre dos CLÉRIGOS:

No fim da tarde fomos visitar o Conjunto dos Clérigos, um dos cartões postais do Porto, formado pela torre e igreja. Começamos nossa exploração subindo os 225 degraus da torre para ter acesso a magnífico miradouro. Depois, descemos para conhecer o interior da Torre dos Clérigos.

Suba com a gente a Torre dos Clérigos:

O Museu da Misericórdia

o interior da Torre dos Clérigos

Sala destinada a reunião dos mesários

o interior da Torre dos Clérigos

Sala onde se tratavam de temas relacionados à obra da Igreja

o interior da Torre dos Clérigos

O cofre

A torre possui seis andares e em alguns deles há explicações, painéis, telas touch screen e timelines, contando a respeito de sua construção e sobre seu projetista, Nicolai Nasoni. São explicações detalhadas que ajudam a entender o monumento.

A Torre dos Clérigos foi construída a pedido da Irmandade dos Clérigos Pobres, formada pela junção de três outras irmandades para assim garantir a subsistência de todas e levar a cabo a missão de assistir aos clérigos na pobreza, na doença e na morte.

Chegamos então ao Museu da Misericórdia (Museu dos Clérigos), onde pudemos visitar alguns ambientes, mobiliados, palco do cotidiano dos clérigos.

Vimos, por exemplo, uma sala ampla onde acontecia a reunião dos mesários para tomarem decisões sobre a gestão da irmandade.

Entramos em um cofre do século XVIII, com mecanismo engenhoso para a época, com 03 chaves distribuídas entre o juiz, secretário e tesoureiro e somente as três juntas poderiam abrir tal mecanismo.

Aqui eram guardados objetos de valor, prataria e documentos importantes e sigilosos, bem como recibos.

O Coro Alto

O interior da Torre dos Clérigos

O coro alto ao fundo

Seguimos então para o Coro Alto, onde fica o coro dos clérigos: o melhor lugar para ver a igreja, de maneira vasta, desafogada, dilatada. A Igreja dos Clérigos também foi projetada por Nicolai Nasoni cuja construção se deu em um terreno baldio, recebido por doação.

Esse terreno ficava fora da Muralha Fernandina e, por ironia, era o local onde os criminosos mortos pela forca e os que faleciam fora da religião tinha seus corpos enterrados. A Padroeira da Igreja dos Clérigos é Nossa Senhora da Assunção.

O interior da Igreja desde o Coro Alto

O interior da Torre dos Clérigos

A Igreja dos Clérigos vista do Coro Alto

O interior da Torre dos Clérigos

Igreja dos Clérigos vista do Coro Alto

O interior da Torre dos Clérigos

O Coro Alto da Igreja dos Clérigos

O interior da Torre dos Clérigos

Igreja dos Clérigos vista do alto

O interior da Torre dos Clérigos

Igreja dos Clérigos vista do alto

O interior da Igreja vislumbrado desde o Coro Alto se mostrou magnífico: um belíssimo conjunto harmônico de cores e detalhes. A mescla de elementos dourados e pesados com tonalidades delicadas de rosa contribuíram para pensarmos em uma igreja elegante.

Além disso, ela é pequenina, aconchegando, saborosa… Como observadores ocultos, pudemos inspecioná-la sob diversas óticas, incluindo aí, a vida que se desenrolava abaixo, com turistas entrando e saindo a todo instante. No nível em que estávamos, havia quase ninguém.

A Exposição Sacra

Exposição sacra na Torre dos Clérigos

Torre dos Clérigos – exposição sacra

Passamos ainda na pequena exposição sacra, onde as de inúmeras imagens de Jesus produzidas ao longo dos anos incitava-nos a uma reflexão sobre o significado da crucificação e sua imagem devocional, pois independente de crenças, a imagem da cruz no Catolicismo se confunde com a trajetória da humanidade.

“O tempo, como o mundo, tem dois hemisférios: um deles, superior e visível que é o passado; outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio de um e outro hemisfério, ficam os horizontes do tempo, que são estes instantes do presente que vamos vivendo, onde o passado se termina e o futuro começa.”.

Padre Antonio Vieira – História do Futuro (1664).

A Igreja dos Clérigos

Igreja dos Clérigos

Torre e Igreja dos Clérigos vista desde a Rua dos Clérigos

Descemos então para visitarmos o interior da igreja, cuja admissão, que se dá pela Rua da Assunção é gratuita e assim tivemos acesso a outras perspectivas da Igreja dos Clérigos.

Os tons rosados e acinzentados, com muitos componentes em dourado, já avistados por nós do andar superior, e colunatas no altar mor, me deram a sensação de movimento cuja riqueza contrastou linda e perfeitamente com a frugalidade dos bancos destinados à assistência.

Aqui, sentados nos bancos, depois de 2 horas de recorrido, agraciados com o silêncio, nos despedimos do conjunto dos Clérigos e saímos para a noite do Porto. Em tempo: Nasoni, a seu pedido, está enterrado aqui.

By |2018-03-07T00:56:45+00:0024/02/2017|Categories: Porto|Tags: , , |4 Comentários

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