O MUSEU Nacional do ÍNDIO Americano: o PASSADO das Américas por seus primeiros HABITANTES

Saímos do metrô bem diante daquele bonito e elegante edifício, numa área nervosa de Nova York. Trânsito pesado, muita gente caminhando e operários trabalhando num cenário de ruídos intensos. Estávamos em Lower Manhattan defronte do Museu Nacional do Índio Americano (National Museum of the American Indian).

Naquela região nasceu a cidade de Nova York, de um assentamento holandês e de um grupo naufragado e atacado de judeus portugueses fugidos do nordeste brasileiro. A mistura original deu esta liga intensa e extremamente diversificada chamada New York City.

Para conhecer um pouco mais dessa história e dos nativos do novo continente, nós entramos no Museu Nacional do Índio Americano.

 A fachada do Museu Nacional do Índio Americano: muitos detalhes interessantes

Museu Nacional do Índio Americano

O Museu Nacional do Índio Americano no antigo prédio da alfândega – fachada

O prédio que hoje abriga o museu foi construído no início do século XX, mas precisamente no ano de 1907. Sua função primeira foi ser alfândega. A maior parte da receita americana de então provinha das transações comerciais nova yorkinas.

Na fachada do imponente prédio encontramos esculturas interessantes.

Quase no topo do edifício, por exemplo estão 12 figuras que representam a história do comércio, começando pela deusa Atena – deusa da sabedoria, das estratégias e da reflexão. O nome U.S. Custom House segue adornando a face externa do museu, indicando suas origens.

Museu Nacional do Índio Americano

Figuras que representam o comércio e o nome U.S. Custom House seguem adornando a face externa do museu, indicando suas origens.

Um pouco mais abaixo, ainda na face externa do Museu Nacional do Índio Americano estão figuras femininas enormes representando 4 continentes, segundo a ótica vigente no início do século XX.

Da esquerda para a direita: Ásia, presa em suas religiões e tradições, em estado meditativo. América, jovem, enérgica e vigorosa, olhando para o futuro. A Europa aparece majestosa e sábia, mas bolorenta, agonizando no passado. Por fim, a África, adormecida, sonolenta e selvagem.

 O nascimento do Museu Nacional do Índio Americano

O museu começou a funcionar no antigo prédio da alfândega em 1916 fundado pelo herdeiro do petróleo Gustav Heye. É o maior museu dos Estados Unidos dedicado ao tema dos povos nativos.

Logo que entramos nos vimos sob uma enorme rotunda. O passeio começa bem aqui!

Museu Nacional do Índio Americano

Ao entrarmos no Museu Nacional do Índio Americano nos deparamos com uma bela rotunda

 Vultos do passado que deram origem ao mundo que conhecemos hoje com seus feitos de bravura e coragem

Museu Nacional do Índio Americano

A maravilhosa rotunda do Museu Nacional do Índio Americano

Na esplêndida rotunda é possível vermos rostos representando as diversas raças, indicando que os produtos comercializados na cidade de Nova York provinham do mundo todo, promovendo intenso intercâmbio comercial e cultural.

Visualizamos ainda personagens e vultos históricos que de alguma maneira contribuíram para a descoberta do novo mundo. Como exemplo está por ali o navegador genovês Cristóvão Colombo, que provou ser a terra redonda e que, portanto era possível navegar tanto pelo leste quanto pelo oeste e chegar ao ponto de partida. Ele alcançou às Américas no fim do século XV.

Também representado na rotunda do Museu Nacional do Índio Americano, entre tantos outros, está Henry Hudson, navegador inglês que buscando novas rotas para a China, passou pela cidade de Nova York, anos antes dos holandeses se apoderarem da região, no século XVII. Um dos rios que corta a cidade leva seu nome: River Hudson.

Independente das crueldades praticadas nos anos seguintes contra as populações nativas, esses foram homens corajosos por enfrentarem o desconhecido e o forte risco de morte.

Museu Nacional do Índio Americano

O navegador inglês Henry Hudson

 O acervo permanente do Museu Nacional do Índio Americano

Em torno da rotunda estão galerias que contam, não só as histórias dos diversos índios norte-americanos, seus hábitos e costumes, como de outros povos habitantes de toda a América antes da chegada dos europeus ao chamado novo mundo.

Objetos variados formando um acervo interessantíssimo estão expostos no Museu Nacional do Índio Americano. Índios sul americanos, da América central, mexicanos, canadenses e norte americanos, representados no museu através de sua arte e vida cotidiana.

Muitos deles como vestuários eu só conhecia de filmes americanos.

Museu Nacional do Índio Americano

O Museu Nacional do Índio Americano

No Museu Nacional do Índio Americano eu me perdi em meio a extraordinários trabalhos manuais dos mais variados, elaborados em diversas eras, contando como era a vida muitos séculos atrás; música, a ligação com os espíritos, com o sobrenatural e arte mostrando formas que misturam seres humanos e animais.

As relações e o comércio entre os diversos grupos que habitavam as regiões limítrofes.

Todas as histórias são descritas e narradas através de muitos objetos, como vestuários, comidas e ferramentas do cotidiano; para cada um deles e para informações gerais há cartazes informativos em inglês e espanhol.

É um passeio interessantíssimo que nos mostra como era a rotina e a maneira de olhar as coisas e a vida naqueles lados antes dos europeus aportarem e mudarem a cara do continente. A diversidade cultural e étnica era imensa nas Américas. Ademais, percebemos claramente como muito do nosso cotidiano presente, é herança dos que habitaram o planeta antes de nós.

Somos a sequência de uma longa série de vidas. Apenas mais um capítulo.

Museu Nacional do Índio Americano

Museu Nacional do Índio Americano – maravilhoso

 Exposições temporárias no Museu Nacional do Índio Americano

O Museu Nacional do Índio Americano abriga também exposições temporárias. Nós vimos uma delas intitulada “Círculos de Dança”, que mostrava vídeos com os mais diversos povos indígenas e suas danças. O Brasil estava representado por tribos amazônicas.

Além disso, estavam expostas as indumentárias de danças usadas pelas tribos. Sensacional! Nem sei bem quanto tempo ficamos perdidos em meio à rica cultura indígena.

Por mim, teria ficado um dia inteiro no Museu Nacional do Índio Americano, mas o pouco que vi me agradou muito. Além do mais, havia uma cidade inteira para ser explorada.

Assim, voltamos para as ruas, dispostos a ver e conhecer mais de Lower Manhattan.

 Informações adicionais

Museu Nacional do Índio Americano

O Museu Nacional do Índio Americano – beleza interna

A entrada para o Museu Nacional do Índio Americano é gratuita. Há revista de mochilas e bolsas, bem como passagem pelo raio X.

As linhas 4 e 5 do metrô até Bowling Green nos deixam no museu.

Horários de funcionamento: sexta a quarta das 10:00 às 17:00; quinta até às 20:00.

Quer conhecer outro museu interessante de Nova York?! Então clica no link bem aqui abaixo!Cais da Ilha de Genebra

+ Museu Nacional de História Natural

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O Museu Nacional do Índio Americano em Nova York possui acervo permanente interessante, testemunhas dos antigos povos que habitaram as Américas. Entrada Gratuita!!! #novayork #estadosunidos #viajantesempressa #espiandopelomundo #viajar #viajante americadonorte                O Museu Nacional do Índio Americano em Nova York possui acervo permanente interessante, testemunhas dos antigos povos que habitaram as Américas. Entrada Gratuita!!! #novayork #estadosunidos #viajantesempressa #espiandopelomundo #viajar #viajante americadonorte

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O Museu Nacional do Índio Americano em Nova York

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Cais da Ilha de Genebra

By |2018-03-18T09:46:40+00:0014/03/2018|Categories: Américas, Estados Unidos, Nova York|Tags: |0 Comentários

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