O MASP – Museu de ARTE de São Paulo

Fomos ao Masp – Museu de Arte de São Paulo. Fazia anos que eu não o visitava. Era uma terça-feira de Dezembro. Acesso gratuito. Chegamos ali por volta do meio dia. Não havia filas. Pegamos nossos ingressos na bilheteria, colamos o selo do Masp em local visível, passamos pela revista manual e começamos nosso passeio por suas dependências.

O inicio de tudo foi na lojinha do museu, onde encontrei extraordinários livros de arte. Ficamos ali fuçando enquanto esperávamos um amigo que nos acompanharia nesta visita.

Um livro em especial ganhou minha atenção: uma produção do próprio museu com imagens e uma análise da produção artística ao longo de séculos cujo tema era a criança.

Forte!

Fiz apenas uma leitura rápida, pois tínhamos pouco tempo para dedicarmos aos livros, mas foi deveras interessante perceber diferenças e semelhanças no olhar da arte e dos artistas sobre as crianças de diversos séculos e locais distintos.

Foi marcante!

A cafeteria do MASP

Na sequência, claro, um café, na cafeteria do Masp: puro charme e sabor. Minha bebida queridinha estava gostosa, as mesas e cadeiras eram obras de arte e a vitrine de doces uma perdição para os olhos.

Não sucumbi ao pecado da gula neste dia, pois estava bravamente tentando manter a dignidade depois de alguns dias de modestas, mas intensas orgias gastronômicas na capital paulista.

Neste momento de puro prazer bebendo nosso café enquanto apreciávamos o movimento no MASP que estava acentuado, nosso amigo se juntou a nós.

Começamos nosso recorrido artístico pelas exposições temporárias.

As exposições temporárias

Guerrilla Girls: Gráfica 1985-2017.

MASP - Museu de Arte de São Paulo

As mulheres tem que estar nuas para entrarem no MASP? Guerrillas Grls

A primeira vez que me deparei com alguma manifestação do Guerrilla Girls foi na Suíça na pequena cidade de Friburgo, durante visita a um museu.

Não havia uma exposição, apenas um cartaz, o clássico com uma mulher pelada, semi deitada, meia de lado, meia de costas, como as recorrentes imagens de mulheres pintadas ao longo dos séculos por renomados e desconhecidos artistas.

Ousado e veemente com suas inesquecíveis tonalidades de amarelo, o cartaz questionava o famoso museu The Met em New York City:

Do women have to be naked to get in The Met?!”, perguntava e acrescentava “Less than 4% of the artists in the Modern Art sections are women, but 76% of the nudes are female“.

O cartaz me marcou e ali na Suíça eu conheci o movimento Guerrilla Girls: mulheres artistas, ativistas anônimas que usam máscaras de gorila e, quase sempre de maneira irônica, questionam o papel e a trajetória da mulher no mundo das artes. Forma e conteúdo.

Foi no MASP que eu vi a exposição e conheci um pouco mais sobre este movimento. Sem dúvida alguma a exposição nos faz pensar ao exibir e mostrar dados, números, fatos, provocações e inquirições a respeito de nós mulheres e a arte no mundo.

MASP - Museu de Arte de São Paulo

Um pedaço da exposição Guerrilla Girls

Quer conhecer um pouco mais sobre o movimento Guerrilla Girls?! Então clica no link bem aqui abaixo!

Cais da Ilha de Genebra

+ Guerrilla Girls

Histórias da Sexualidade.

MASP - Museu de Arte de São Paulo

“Felicidade deve ser ampla e irrestrita” – O Lampião da Esquina, considerado o primeiro jornal que buscou politizar o cotidiano da perspectiva de homossexuais. Exposição: Histórias da Sexualidade

A segunda exposição temporária que visitamos foi sobre Histórias da sexualidade: interessante, pois abordava aspectos múltiplos sem preconceitos:

“O sexo é parte de nossa vida e, sem ele sequer existiríamos (…). A exposição Histórias da sexualidade traz um recorte abrangente e diverso dessas produções. O objetivo é estimular um debate – urgente na atualidade -, cruzando temporalidades, geografias e meios.”.

Infelizmente só vimos uma sala desta exposição, pois as outras tinham filas e nosso tempo apertado não permitiu esperar.

Tunga: o corpo em obras.

Vimos ainda Tunga: o corpo em obras. Aqui preciso dizer que esta exposição estava abstrata demais para o meu entendimento e/ou apreciação, cujo tema central era a sexualidade e o erotismo.

Passei portanto, rapidamente por ela, sem me deter por mais que alguns segundos diante das inúmeras obras expostas ali.

Almoço no MASP – Museu de Arte de São Paulo

Fizemos então uma pausa para o almoço no restaurante do MASP. Buffet livre com boa variedade de comida, sobremesas incluídas. Boas opções para vegetarianos e não vegetarianos.

A comida estava saborosa, mas eu gostei especialmente do ambiente. Eu me sinto muito bem em ambientes artísticos e tenho apreço especial por comer em restaurantes de museus.

Valores: R$45,80 de segunda a sexta e R$62,00 sábados, domingos e feriados.

Horário de Funcionamento: segunda a sexta das 11:30 às 15:00, sábados, domingos e feriados das 12:00 às 16:30.

MASP - Museu de Arte de São Paulo

Restaurante do MASP

O espetacular acervo permanente do MASP

Espetacular. Simplesmente sensacional o acervo permanente do MASP.

Artistas de diversos movimentos, eras e estilos moram no museu paulistano.

Édouard Vuillard, Marc Chagall, Alfredo Andersen, Monet, Matisse, Joaquin Torres-García, Renoir, Van Gogh, Malfati, Cézanne, José Malhoa, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Degas, Picasso, Diego Rivera, Siqueiros, Carybé.

Benedito Calixto, Portinari, Belmiro de Almeida, Rafael Borges de Oliveira, Salinas, Erwin Günter, Di Cavalcanti, Burle Max, Frans Hals, Giovanni Bellini, Rafael, Ticiano, Tintoretto, El Greco, Rubens, Velàsquez, Rembrandt, Van Dyck, Camille Corot, Manet…

Apenas para citar alguns dos mais conhecidos e ilustres moradores do MASP. Eu sempre me emociono diante deles, não importa quantas e quantas vezes nos encontremos.

MASP - Museu de Arte de São Paulo

O acervo permanente do MASP

Diferente da maioria dos museus que já visitei, os quadros no MASP estão suspensos em cavaletes transparentes nos oferecendo uma interessante visão geral. O espaço é amplo, mas a circulação não é exatamente fácil quando o museu está muito cheio.

Outra coisa que eu não gostei e comprometeu muitíssimo minha apreciação dos maravilhosos quadros expostos ali: as informações estão atrás dos quadros. Esta movimentação de ir e vir não me agradou e achei cansativa e desagradável.

Visualmente é muito interessante, mas carece de funcionalidade.

Perdi-me, contudo naquele jardim de arte, deliciosamente variado.

O que é o MASP

O MASP – Museu de Arte de São Paulo é um museu privado sem fins lucrativos. Personagem icônico da famosa Avenida Paulista, foi fundado pelo empresário brasileiro Assis Chateaubriand, em 1947.

Além do magnífico acervo permanente, as salas do MASP sempre exibem exposições temporárias, cursos, palestras, apresentações de música, dança e teatro.

Ou seja, sempre tem muita coisa acontecendo no MASP – o Museu de Arte de São Paulo.

Quando nós deixamos o MASP no fim da tarde a fila para entrar já estava grande.

MASP - Museu de Arte de São Paulo

MASP – Museu de Arte de São Paulo – fila no dia gratuito

Informações adicionais

Endereço: Avenida Paulista 1578

Para chegar de metrô: Linha Verde, estação Trianon-MASP

Valores dos bilhetes:

Adultos R$ 30 //
estudantes/professores R$ 15 //
maiores de 60 anos R$ 15 //
crianças até 10 anos não pagam //
terças-feiras entrada livre

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Conheça outro museu bárbaro em São Paulo clicando no link bem aqui abaixo: 

Cais da Ilha de Genebra

+ Instituto Moreira Salles em São Paulo

O #MASP – Museu de Arte de São Paulo abriga um espetacular acervo permanente. Além disso, tem exposições temporárias, uma cafeteria muito fofa e um bom restaurante. Tem como não gostar deste #museu paulistano?! Saiba mais clicando na imagem! #sampa #viajantesempressa #Brasil

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Cais da Ilha de Genebra

By |2018-03-07T01:05:05+00:0016/01/2018|Categories: Américas, Brasil, São Paulo|Tags: |4 Comentários

4 Comments

  1. Klecia 19/01/2018 em 08:11 - Responder

    Ana, o MASP é muito querido pra mim. Conheci obras lindas ali, foi um dos primeiros museus ‘grandes’ que visitei na vida, então suspirei de amores por artistas que eu só conhecia nos livros, bem ali nos cavaletes do acervo permanente. Mas a minha crítica é a mesma da sua: odeio aquele ir e vir das informacoes atrás dos quadros. Um pequeno informátivo pequeno, na parte da frente, pouparia nosso zigue zangue, facilitaria a visita e a circulação. Melhora isso ai, MASP!

    • Analuiza Carvalho 19/01/2018 em 16:52 - Responder

      O meu também!!!! Se não me falha a memória, foi aqui que comecei a conhecer pintores e pinturas, a me encantar por este mundo encantado. Quando visitei o MASP a primeira vez, criança ainda, com meus pais (já tinha alguns anos que eu não ia), os quadros não tinham essa disposição e confesso que prefiro a ordem tradicional por mais que esteticamente aquele jardim de quadros maravilhosos seja bonito! Melhora isso, aí, MASP! 🙂 bjinhos

  2. Gisele 03/03/2018 em 18:13 - Responder

    Estive em Sao Paulo a pouco tempo mas não consegui visitar o MASP. Fiquei morrendo de vontade de conhecer agora! Deve ser bem legal! Adorei suas informações. Bjs

    • Analuiza Carvalho 04/03/2018 em 13:59 - Responder

      Eu adoro o MASP Gisele. Além de ser a cara da cidade, tem um acervo permanente maravilhoso e variado, além de sempre abrigar exposições temporárias interessantes. 🙂

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