O MALBA – Museu de Arte LATINO-AMERICANA de Buenos Aires

Já estive em Buenos Aires algumas vezes e por alguma razão que eu jamais vou conseguir explicar, uma vez que adoro um bom museu, eu nunca havia visitado o MALBA até minha estada recente na cidade.

Bom, finalmente eu corrigi este equívoco! Passei algumas horas percorrendo o MALBA e fiquei absolutamente encantada com o que vi: desde a arquitetura até as obras de artistas latinos, incluindo claro, os brasileiros.

O edifício extraordinário

MALBA

Hall principal – recepção/bilheteria, loja e uma vista maravilhosa para o resto do conjunto

MALBA

Parte da belíssima estrutura do MALBA, com a cafeteria ao fundo

O extraordinário edifício onde funciona o Malba, é composto por dois andares e algumas salas que abrigam exposições permanentes e temporárias, além de duas lojas, uma cafeteria e restaurante. O museu foi construído em 2001 já com o objetivo de ser um lugar de artes, por Eduardo Constantini. O ponto de partida foi a coleção particular do empresário que a inciou em 1970.

Quando entramos no hall, imediatamente perdi o fôlego, pois não esperava um espaço tão interessante. Ali, onde compramos nossos ingressos, começou minha viagem artística.

Subimos direto até o último andar onde tomamos um café no terraço. A temperatura estava bem fria, mas dificilmente eu dispenso qualquer ambiente externo. O café estava gostoso, o atendimento foi gentil e a conversa estava excelente.

Exposição temporária: Diane Arbus

MALBA

Exposição temporária: Diane Arbus

Seguimos para a exposição temporária da fotógrafa nova yorkina Diane Arbus, com suas intensas imagens em preto e branco, quadradas do cotidiano de sua época – décadas de 40 e 50 – incluindo pessoas que viviam à margem daquela sociedade.

As fotos hoje não me pareceram tão impactantes, afinal os tempos são outros, mas ainda assim, elas me fizeram pensar, matutar e viajar por sensações diversas.

Arbus suicidou-se aos 48 anos por depressão.

Exposição permanente do MALBA – Verboamérica

MALBA

Antonio Berni, Manifestação, Argentina. Este quadro me impressionou muitíssimo!

MALBA

Em sentido horário: Rafael Barradas e seu Quiosco de Canaletas, Uruguai, Eduardo Gil e seu Splitting Patagonico – Argentina, Alejandro Solar com Cidade e Abismos, Argentina e Pedro Figari com Candombe, Uruguai

MALBA

Fotografias de Buenos Aires e Tres Figuras en Marcha de Héctor Paleo – Caracas

Então fomos conhecer a famosa exposição permanente do MALBA, intitulada Verboamérica – uma série de vocábulos que se ligam e se conectam com as obras que estão expostas no museu resultado da experiência artística, social e cultural da América Latina – onde observamos os continentes latinos retratados através da arte de diversos artistas.

170 obras formam o acervo.

Um passeio dos mais incríveis eu posso atestar! Cenas que falam de nós, que nos unem. A força latino-americana reunida em um só espaço de arte. Nossa maneira de ser e viver lindamente refletida através do olhar único de cada artista.

Estilos tão distintos de imortalização quanto atraentes!

São vários períodos históricos e várias nacionalidades expostas nas paredes do MALBA: memória, cidades, pessoas, abstrações. Trabalho, resistência, esperança e desesperança. Frida, Rivera, Barradas, Berni, Poleo, Figari, Portinari, Amaral…

São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Montevideo, México, Lima, Santiago do Chile, Bogotá, Caracas, Havana e Quito.

Arte que eu reconhecia, arte que eu desconhecia…

Havia uma força explícita, uma identificação naquelas imagens, lugares por onde passei em algum momento desta ou de outras vidas. A arte latino-americana é intensa!

Os espaços de arte

MALBA

O MALBA não estava muito cheio

MALBA

Arte que encanta, impressiona e agrada em espaços amplos

Os espaços são amplos e mesmo quando uma sala estava mais ou menos cheia não ficou complicada a apreciação de um quadro. Apesar de bem movimentado, o museu contudo não estava lotado permitindo que circulássemos com tranquilidade.

Fotografias são permitidas, sem flash.

Ao final, com a alma impregnada de pensamentos e sensações, sentimentos e impressões, reflexões visitamos as duas lojas. A que fica no hall apresenta coisas lindas, objetos variados, a maioria com motivos referentes aos temas do MALBA.

A outra, localizada no piso inferior arrebatou o meu coração.

Uma bela sala com livros e beleza

MALBA

Livros de arte

A referida loja, aquela aninhada no subsolo, com seu piso de madeira, parede de vidro, lindas cadeiras e mesas baixas, repletas de livros de arte, mais parecia uma sala de leitura, belíssima, que uma loja. Sentei-me em uma cadeira e fiquei ali por um tempo infinito, olhando, lendo e desejando aqueles maravilhosos livros de arte.

Pena que o valor de nenhum deles coube em meu raso e pobre bolso.

Uma experiência inesquecível visitar o MALBA. Desejo voltar tantas e tantas vezes quanto for possível.

Informações adicionais

MALBA

MALBA

Ingressos: 120 pesos (cerca de 7 dólares) sendo que às quartas-feiras custa 60 pesos argentinos. Crianças com menos de 5 anos e pessoas descapacitadas não pagam.

Endereço: Av. Figueroa Alcorta 3415

Horários de funcionamento: quinta-feira a segunda-feira: 12:00 as 20:00. Quartas-feiras: 12:00 as 21:00. Terças-feiras: fechado. Feriados: abertos de 12:00 a 20:00, exceto às terças-feiras.

Pertinho do Malba (podemos mesmo ir caminhando de um para outro) encontramos o Jardim Japonês de Buenos Aires. O Cantinho da Ná tirou lindas fotos por lá em um delicioso passeio.

Quer conhecer outro local importante em Buenos Aires ?! Então clica no link bem aqui abaixo!

Cais da Ilha de Genebra

+ Cemitério da Recoleta

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O MALBA – #Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires abriga exposições temporárias e permanentes. O acervo de arte latino-americana é maravilhoso. #Argentina #viajar #viajantesempressa

 

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MALBA – Museu de arte latino-americana de Buenos Aires

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Cais da Ilha de Genebra

 

By |2018-04-26T08:57:28+00:0019/12/2017|Categories: Argentina|Tags: |6 Comentários

6 Comments

  1. Aurélio Simões 20/12/2017 em 12:31 - Responder

    Olá Ana Luiza.

    O MALBA foi o único museu que visitei em Buenos Aires, especificamente para ver Frida Kalo, cuja pintura sempre esteve no meu imaginário.
    Outro museu que visitei foi o da cidade de La Plata, para ver os dinossauros, que também sempre estiveram no meu imaginário.
    Bom Natal e óptimo Ano de 2018 (já agora com muitas viagens).

    Aurélio

    • Analuiza Carvalho 21/12/2017 em 14:52 - Responder

      oi Aurélio… Frida há muito habitava o meu imaginário até que fui ao México e vi, encantada, não só muitas de suas obras, como um pouco de sua vida que terminaram (como sempre acontece) influenciando sua arte, que acho interessantíssima!

      O MALBA, por reunir muitos artistas latino americanos, com sua arte variada e sempre muito forte e inspirada, é um museu excelente. Isso sem contar seu magnífico edifício, não?! Boas festas para você, um feliz 2018! bj

  2. Juliana Moreti 21/12/2017 em 07:49 - Responder

    Oi Ana
    Sabe que eu fui no MALBA sem querer? Estàvamos caminhando pelo bairro e o museu passou na nossa frente
    hahahahaha

    Lembro me que nossa visita foi bem ràpida, mas achei incrìvel o acervo permanente! Me lembro do Thi e de um amigo planejando como pegar o Abaporu para mandar pro Masp (como assim esta obra està no Malba – hahahahaha).

    • Analuiza Carvalho 21/12/2017 em 13:47 - Responder

      oi Ju… pois eu fui mil vezes em Buenos Aires antes de conseguir visitar o MALBA! Se soubesse que era tão maravilhoso, eu teria visitado bem antes! Conheço, claro, vários artistas latino americanos, mas ver várias obras, fortes, intensas, reunidas em um único museu foi incrível! Acho que este é o maior atrativo deste museu, embora não o único! Juntos, nós latino americanos temos força, desde que resolvamos nossos inúmeros problemas, claro!

      Sabe que não tenho muito esta questão de “propriedade” das artes. Por mim, todas elas estariam espalhadas pelo mundo, para que todos nós possamos ter acesso a artistas variados em todo lugar que visitemos e não só na casa de origem do artista, local que talvez nunca visitemos. Por isso, como brasileira não me importo que o Abaporu e outros estejam no Malba e não no Brasil. beijocas

  3. Klecia 05/01/2018 em 11:29 - Responder

    o Malba me espera pra uma outra vez. Tambem por mim ele vem aguardando pacientemente, até que chegue a nossa hora do encontro. Tem alguns clássicos que quero ver por lá, que sei que me esperam naquelas paredes porteñas. Porque uma cidade para mim é seus museus, e o MALBA é um pedaço de BsAs que me chama (ou seria um pedaço do mundo que tem ali?). Bom ter motivos pra voltar numa cidade, especialmente quando ela é tão adorável quanto Baires!

    • Analuiza Carvalho 08/01/2018 em 19:44 - Responder

      Eu levei alguns anos para visitar o Malba… Não tenho ideia da razão, pois os museus de uma cidade me atraem também. Além do mais, o Malba mostra a força latino americana nas artes. Quando puder, vá, Klécia, querida, que tenho certeza que gostarás, assim como eu! 🙂 bj

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