O Instinto de MORTE

“O Instinto de Morte” é um bem enlaçado enredo policial que nos coloca dentro de grandes acontecimentos mundiais, misturando ficção e realidade.

Várias tramas se amalgamam e se entrelaçam tornando este romance ágil, interessante, estimulante…

1920, New York City

O ano é 1920. O lugar, a icônica Wall Street na cidade de Nova York. Uma carroça estacionada em frente ao banco J.P. Morgan explode matando e ferindo centenas de pessoas.

Naquele 16 de setembro, Wall Street explodiu.

Os culpados nunca foram encontrados. As motivações tampouco desvendadas.

Este foi considerado o maior ataque terrorista cometido em território americano.

Num dia claro de setembro, na baixa Manhattan, o centro financeiro dos Estados Unidos tornou-se alvo do maior ataque terrorista já ocorrido em solo americano. Era 1920. Apesar daquela que foi considerada até então a maior investigação criminal na história dos Estados Unidos, a identidade dos criminosos permanece um mistério.”.

O atentado a Wall Street é o ponto de partida de “O Instinto de Morte” do escritor americano Jed Rubenfeld.

Os fios condutores

Nossos guias por esta história que mistura fatos reais com aqueles criados pelo autor são o médico Stratham Younger, a cientista francesa Colette Rousseau e o detetive James Littlemore. O passado e o presente destes três personagens misturam-se a diversos acontecimentos mundiais.

Vamos com eles por sobre os escombros, não só dos Estados Unidos como da Europa pós Primeira Guerra Mundial, passando por cidades como Praga e Viena, além de Paris. Cidades que ainda tentam se reerguer. Através destes três personagens, além do pequeno e mudo Luc, voltamos ao passado e ao que ditava o ritmo daqueles tempos, ao mesmo tempo sombrios e marcados por diversas descobertas.

Instinto de Morte

Instinto de Morte

É fácil gostar de todos eles, especialmente de Littlemore, com sua sagacidade, senso apurado de justiça, sempre envolto em fortes camadas de honestidade e honradez.

A narrativa de Rubenfeld em “O Instinto de Morte” é seca e direta. Tensa e ágil. Ela nos deixa agoniados e curiosos para saber o que está por vir e o que nos levou até aquele ponto.

Personagens da vida real, expoentes das ciências que revolucionaram o mundo como Sigmund Freud e Marie Curie interagem intimamente com o trio. Além de atores do cenário político pretérito americano como o presidente  Warren G. Harding e o senador Albert B. Fall entre tantos outros.

Esta é uma história de honra, caráter, sangue, corrupção e desonestidade.

As tramas

Littlemore, como policial em Nova York se envolve nas investigações sobre o atentado na Wall Street, seguindo pistas e apontando as falhas do Federal Bureau of Investigation – FBI, enquanto Colette e Youger tem suas próprias questões a serem resolvidas depois de lutarem na guerra ao lado dos aliados, salvando vidas.

O sequestro de Colette e seu irmão Luc é o fio condutor de uma história paralela, mas que envolve outro grande fato americano envolvendo o rádio, recém-descoberto pela polonesa Marie Curie na França (vencedora de dois Prêmios Nobel, um em física e outro em química)  e um grande processo americano.

Assim, o autor nos coloca face a face com grandes e notórios fatos ocorridos tanto no contexto americano quanto mundial.

Ele se permitiu embaralhar datas e misturar episódios e nomes, além de criar situações, o que muitas vezes me confundiu e inquietou, por não saber onde terminava a realidade e começava a ficção.

Em muitos momentos da leitura tive que recorrer a pesquisas sobre nomes e fatos, de maneira a continuar inteira na narrativa, sabendo seus limites. Gosto de saber dos fatos apesar de reconhecer neles sua subjetividade.

No fim do livro há uma nota do autor explicando suas licenças poéticas. Se o tivesse sabido antes, por aí teria iniciado minhas andanças por “O Instinto de Morte”.

Por outro lado, o autor termina por lavar nossas almas ao criar desfechos e ajustar injustiças cometidas na vida real, como foi o caso das irmãs Maggia.

O título “Instinto de Morte” é uma alusão à teoria de Freud divulgada pela primeira vez em 1920 no livro “Além do Princípio do Prazer”.

Nova York

Instinto de Morte

Wall Street em Nova York onde aconteceu o atentado de 1920

“O Instinto de Morte” mostra um bocado sobre o way of life nova yorkino daquele início de século, muitos daqueles hábitos perdurando até hoje, e este é um dos prazeres da narrativa de Rubenfeld que em vários momentos me levou de volta à cidade.

Em New York City, estar posicionada em Wall Street e imaginar aquele lugar indo pelos os ares com 300 quilos de explosivo foi inimaginável para mim. 36 pessoas morreram imediatamente enquanto mais de 100 foram gravemente feridas. Era hora do almoço, mais ou menos a mesma hora em que cheguei ao Distrito Financeiro em minha visita recente a Nova York.

Deve ter sido o caos. Sangue, corpos, poeira, confusão, medo…

“O Instinto de Morte” é uma boa leitura para quem gosta de realidade como pano de fundo e de uma história de detetive e mistérios. Bom, o que eu posso dizer?! Gosto muito!

O Instinto de Morte

Autor: Jed Rubenfeld (Estados Unidos)

Editora: Paralela

Números de Páginas: 393

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Cais da Ilha de Genebra

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O Instinto de Morte é uma trama policial que envolve e mistura fatos históricos mundiais com acontecimentos criados pelo autor. #literatura #livros

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