Guimarães, cidade de Portugal

Vamos passear por Guimarães, cidade de Portugal. Minha proposta é caminhar por esta bela cidade, berço da grande nação portuguesa, para sentir sua energia, observar seu passado, conhecer seu belo casario, as praças, os largos, ruelas e história. Convido-te a percorrer Guimarães em muitos passos.

Sugiro-te dois roteiros:

  1. Vila de Cima;
  2. Vila de Baixo.

1 – Vila de Cima

Distância: 2,5 quilômetros

Tempo: 35 minutos, sem paradas

Início: Estação ferroviária de Guimarães

Término: Paço dos Duques

A Vila de Cima nasceu com o Castelo de Guimarães, no século X, quando a Condessa Mumadona Dias ordena sua construção com intuito de proteger os povoamentos que começam a surgir em torno do Mosteiro, na Vila de Baixo, bem como os monges que o habitam.

Guimarães, cidade de Portugal

Roteiro 1: Vila de Cima

Neste primeiro roteiro nós vamos começar pela estação ferroviária de Guimarães, onde possivelmente chegaremos de trem desde o Porto. A estação é pequenina, com uma linda fachada cuja aparência é bem de acordo aos moldes portugueses.

Para quem chega de carro, pode estacionar no Centro Cultural Vila Flor, nosso primeiro ponto de parada.

Guimarães

Veja como ir do Porto a Guimarães de trem:

Deixando a estação ferroviária de Guimarães, peguemos então a Av. Dom João IV e viremos à direita na Av. Dom Afonso Henriques até o Centro Cultural Vila Flor, instalado em um belíssimo casarão do século XVIII.

Ele foi construído a mando de um fidalgo e ao longo dos anos seguintes foi habitado por diversas famílias ricas e serviu a diversos fins.

Atualmente é um centro cultural com auditórios, teatro, sala de exposições, um café concerto e restaurante, colocando Guimarães no circuito cultural do país. Possui belos jardins.

Sigamos em frente pela mesma rua até alcançarmos o que restou da muralha que protegia a cidade. Ali está a icônica inscrição Aqui Nasceu Portugal – chegamos então ao berço da nação portuguesa.

Aqui, eu sugiro, depois de admirar este pedaço do passado da cidade, a fazer uma pausa para um café e um doce: dupla perfeita, especialmente em terras portuguesas. Entre no lindo Manjar dos Doces.

O atendimento no Manjar dos Doces é ótimo, a variedade é grande e a minha sugestão é um expresso e um folheado de nata com amêndoas. É de comer rezando e agradecendo aos deuses por tal delícia.

Guimarães

Basílica de São Pedro

Satisfeitos, é hora de continuarmos a caminhar por Guimarães. Vamos até o Largo do Toural: uma das principais praças da cidade, sendo criada lá pelo século XVII. Era um espaço destinado à venda de bois e outras mercadorias e ficava fora das muralhas da cidade.

Observe o belíssimo casario do século XVIII e a pequena Basílica de São Pedro, de fachada simples e teto azul suave.

Sigamos então pela Rua de Santo Antônio até a Rua General Humberto Delgado, onde viramos à direita na Rua Agostinho Barbosa e novamente à direita no Largo Martins Sarmento, à direita uma vez mais para entrar no Caminho do Castelo.

Guimarães

O Castelo de Guimarães

Chegamos ao Castelo de Guimarães, um dos símbolos da cidade e uma das joias do mundo. Ele foi construído no século X, mas naturalmente sofreu inúmeras modificações ao longo dos seus inúmeros séculos de existência.

O primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henriques, teria nascido aqui e daqui ele teria partido para a reconquista das terras que estavam em mãos dos mouros, dando início à formação desse país sensacional chamado Portugal.

Depois que perdeu sua função de defesa, lá pelo século XV, o Castelo de Guimarães passou por anos de abandono, negligência e esquecimento, até que no século XX, alçado à condição de Monumento Nacional, passou por recauchutagem, para nossa sorte e regozijo.

Guimarães

Igreja de São Miguel do Castelo

Ali, logo ao lado está a Igreja de São Miguel do Castelo, pequenina e quase nua, salvo por um Cristo crucificado e uma pia batismal onde D. Afonso Henriques teria sido batizado.

Entretanto, como muitos fatos em longínquos anos, há controvérsias a respeito disso. O argumento mais forte que refuta tal sucedido é a data da construção da Igreja: mais de 1 século depois do nascimento do primeiro rei de Portugal.

Diga-me: não são dois esqueletos maravilhosos?! Depois de admirá-las, vamos observar outra estrutura interessante e muito antiga também: o Paço dos Duques.

Guimarães

Paço dos Duques

O Paço dos Duques de Bragança, nome completo deste belo prédio, foi construído no século XV por ordem de Dom Afonso, primeiro duque de Bragança, filho bastardo de D. João I, para servir de residência para sua segunda esposa Dona Constança de Noronha.

Durante a ditadura portuguesa do século XX, o Paço dos Duques foi reformado e transformado em residência oficial do Presidente Salazar. No século XIX virou quartel militar, assim permanecendo até a primeira metade do século seguinte. Em centúrias anteriores esteve abandonado, conhecendo a degradação.

Por conta de inúmeras pilhagens, sua estrutura original é hoje apenas imaginada. Abriga um museu com moveis e utensílios de diversos séculos e origens.

Olhe bem, analise suas inúmeras chaminés. Não é um belo exemplar de edifício?! Aqui termina o nosso primeiro roteiro. Para iniciar o segundo roteiro, vamos descer de volta ao Centro Histórico, pela Rua de Valdonas, até o Largo da Misericórdia.

Todos os três monumentos estão abertos à visitação.

Bilhetes para visitar o Conjunto do Castelo de Guimarães:

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Pausa para o almoço

Guimarães, cidade de Portugal

Comida caseira na Adega dos Caquinhos

Antes de iniciarmos o nosso Roteiro pela Vila de Baixo, sugiro agora uma pausa para almoço. Que tal comer em um lugar familiar, com comida caseira, bom vinho local a um excelente preço?!

Se aceitar meu convite, do Largo da Misericórdia entre na Viela da Arrouchela e vá até a Adega dos Caquinhos. É uma casa de família que virou restaurante.

Não há cardápio e sim, prato do dia. Pode ser ligeiramente bagunçado, como estar na casa da avó e por isso mesmo, uma experiência gastronômica deliciosa.

Findado o almoço, que tal experimentarmos um doce local? A torta de Guimarães, feito de Gila, um tipo de abóbora, muito gostoso. Sugiro dois lugares: o Divina Gula e o Costinhas, ambos na Rua de Santa Maria. Guarde este nome, pois voltaremos aqui, portanto, não se deixe seduzir por esta velha rua. Ainda!

De barriga cheia, estamos prontos para inciarmos o segundo percurso por Guimarães? Voltemos então para o Largo da Misericórdia.

2 – Vila de Baixo

Distância: 1,3 quilômetros

Tempo: 17 minutos, sem paradas

Início: Largo da Misericórdia

Término: Igreja Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos

A Vila de baixo surge depois que a Condessa Mumadona manda construir aqui um Mosteiro. Logo depois começam a surgir aglomerados de pessoas no seu entorno dando origem a Vila de Baixo.

Guimarães, cidade de Portugal

Roteiro 2: do Museu Alberto Sampaio até o Largo da Misericórdia

Guimarães

Escultura de D. Afonso Henriques – rei de Portugal, no Largo da Misericórdia

Nosso pequeno roteiro tem como ponto de partida o Largo da Misericórdia. Toma conta dele lindo casario, a Igreja da Misericórdia, datada do século XVI e uma fonte de granito do século XVIII.

Dois elementos chamam especialmente a atenção do visitante: uma escultura inusitada e diferente representando o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, rejeitada pelos vimaranenses num primeiro momento e uma inscrição no piso informando que ali estava uma das portas de acesso, através das antigas muralhas, à Vila de Baixo.

Não é para ficar absolutamente encantado com este largo?! Depois de se deixar levar pela beleza é hora de seguirmos em frente. Peguemos, pois a Rua de Valdonas e viremos à direita no Largo Doutor João da Mota Prego, nosso próximo ponto de parada.

Este largo abriga alguns personagens interessantes do passado da cidade, a saber exatamente agora: a Casa Navarros de Andrade, na flor da idade, onde hoje funciona o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta.

Um tanque de onde jorra água da boca de dois peixes posicionados nas laterais. O local original do tanque não é aqui, mas em tempos idos funcionava como lavadouro público.

Por fim, o mais atraente de todos os habitantes do largo: Casa das Rótulas acredita-se que tenha sido edificada lá pelos anos do século XVII de formato incomum. Vou deixa-lo aqui tecendo suas próprias interpretações, sentimentos e sensações a respeito deste edifício.

Voltemos para a Rua de Valdonas e sigamos em frente até alcançarmos o Largo dos Laranjais, que leva esse nome por conta das laranjeiras que ocupam o lugar e podem lembrar pátios árabes.

Entretanto a estrela do largo é a Casa dos Laranjais, solar barroco do século XIV com uma torre que abriga uma gárgula representando um leão e portas em estilo manuelino. Não se apresse! Caminhe pelo largo, olhe os detalhes da casa, apreenda a energia do local.

Guimarães

Travessa da Senhora Aninhas

Do Largo dos Laranjais, sigamos até a Rua João Lopes de Faria, virando à direita na Travessa da Senhora Aninhas, que tem uma ótima história que vou contar agora. A senhora Aninhas, cuja rua homenageia, é considerada a Madrinha dos Estudantes.

Ela viveu no século passado e adotou Guimarães como sua cidade (moça esperta essa). Casada com um comerciante de farinha, teve quatro filhos e quando enviuvou tomou conta do negócio do marido. Afirma-se por aqueles lados que a senhora Aninhas tinha um generoso coração.

Tanto que adotou os estudantes do Liceu, dando colo, aconchego e alimentando os jovens cheios de energia com muito bacalhau, rabanadas e bolos muitas vezes só recebendo paga muito tempo depois. Imagine só que muitos destes estudantes viraram doutores, mas sempre voltavam para ver a madrinha de todos. Quando ela morreu, causou grande comoção na cidade.

Cruzemos a travessa enviando boas vibrações para a alma da boa senhora. E já que estamos falando das interessantes ruas do Centro Histórico de Guimarães, que tal virarmos à direita e entrarmos na Rua de Santa Maria, a mais antiga da cidade?! Lembra da Torta de Guimarães?!

Guimarães

Rua de Santa Maria

Apesar da velhice – ou talvez por conta dela – a Rua de Santa Maria é uma das ruas mais charmosas de Guimarães.

De origem medieval e sombreada, a Rua de Santa Maria tem lindos edifícios em ambas as margens. Pode se deliciar sem reservas. Caminhe pensando que muito, muito antigamente esta rua que ligava a antiga Vila de Baixo à antiga Vila de Cima, era confusa, escura e suja.

Pessoas e animais se misturavam e a higiene não era bem uma prioridade. Que delícia voltar ao passado sem necessariamente estar lá, no caos e abundantes cheiros ruins não é mesmo?! Aqui, na idade média rolava o “água vai”, ou seja, os dejetos das casas eram jogadas pelas janelas depois de gritarem três vezes que água vai!

Dá para imaginar o que não deve ter sido a Rua de Santa Maria em seu passado?! Mas os tempos passaram e ela foi mudando, virou rua chique de gente rica e ganhou moradores ilustres mudando a cara do casario. As casas que vemos hoje têm estilos e idades variadas.

Preste atenção na Casa do Arco num 52, um solar do século XIII, com seu lindo passadiço que cruza a Rua de Santa Maria. Sabia que Dom Miguel, irmão de Pedro I se hospedou aí?! Lugar de gente ilustre essa casa!

Hotéis e lojas hoje ocupam os edifícios da rua que estão muito bem conservados a exemplo da antiga casa da Senhora Aninhas (num 57), onde funciona o Centro de Artes e Ofícios. Ana Joaquina de Magalhães Aguiar, que viveu entre os séculos XIX e XX, era considerada a Madrinha dos Estudantes.

Já na casa de número 35 funciona uma loja chamada Meia Tigela, que vende variados artigos com motivos portugueses.

Então?! Já andejou bastante pela Rua de Santa Maria?! Sentiu sua antiguidade e importância?! Um luxo só esta oportunidade não é mesmo? É forte, não é verdade? Vamos em frente então.

Guimarães

Largo da Câmara: Câmara de Guimarães

É hora de alcançarmos o Largo Cônego José Maria Gomes ou Largo da Câmara para os íntimos e a esta altura a gente já tem certa intimidade com o berço da nação portuguesa não?!

Este largo abriga dois lindos prédios: a Biblioteca Municipal Raul Brandão e a Câmara de Guimarães, construções dos séculos XIX e XVI, respectivamente. O nome da biblioteca é uma homenagem ao escritor Raul Brandão, filho do Porto.

Dizia ele, no qual eu concordo plenamente, e explica minha atração por portas e janelas:

“Em todas as almas, como em todas as casas, além da fachada, há um interior escondido”.

Inspirado pelo autor português deixe-se ficar por ai um pouco observando as fachadas destes dois atores da vida da cidade, apreciando a beleza e colocando reparo nas diferenças entre cada um deles.

Guimarães

Praça de Santiago

Vamos em frente acessar a Praça de Santiago, talvez a mais bonita da cidade. Antes de tudo e qualquer coisa, coloque-se no centro desta praça e aprecie, sem pressa, por favor, o belíssimo casario que a emoldura.

Lindo, não é mesmo?! Ficou curioso para vê-los por dentro? Eu também, mas nos contentamos em namorá-los por fora. Até piscamos os olhinhos para indicar o amor despertado por tão belas fachadas.

O nome da praça se deve a São Tiago, que, diz a lenda, em tempos muito antigos, o santo teria levado a Guimarães uma imagem da Virgem Maria e a teria colocado em um templo pagão bem aqui nesta praça.

A cidade então construiu uma capela em homenagem ao santo, já  demolida, mas que ainda podemos ver no chão o local que ela ocupava. Também no piso, marcado e registrado, está o símbolo de São Tiago: uma concha.

Outro elemento torna essa praça interessante: podemos ver gravado no pavimento as primeiras palavras da Carta de Foral que o conde D. Henrique concedeu aos vimaranenses, lá no mui distante século X.

A inscrição, entretanto é do século XX e diz ela: “A vós homens que viestes povoar em Guimarães e àqueles que aqui quiserem habitar” e se referia ao povo que estava indo residir na recém formada Vila de Guimarães.

Já namoramos essa praça o suficiente?! Nunca é, mas está na hora de seguirmos em frente para sabermos mais de Guimarães. Dê, pois, uma última olhada na Praça de Santiago e atravessemos os arcos do antigo Paço do Concelho e vamos entrar naquela que talvez seja a mais simbólica praça da cidade: a Praça da Oliveira.

Guimarães

Praça da Oliveira

Logo chamará sua atenção três elementos: a Igreja da Oliveira com sua torre com características manuelinas, uma Oliveira e um edifício cheio de arcos.

Histórias e lendas

Pare um tempo nesta praça cheia de lendas e histórias de vitórias dos guerreiros portugueses que atravessaram os séculos para nos encontrar aqui no presente. A primeira que vou contar refere-se a Oliveira. Como já devem ter percebido, ela dá nome à praça.

Pois bem, reza a lenda que a Oliveira, nenhuma alma viva sabe a razão de tal feito, mas fato é que ela um dia, assim, sem mais e sem menos, murchou e perdeu todas as folhas.

Era com o azeite produzido com os frutos da tal oliveira que Santa Maria de Guimarães, que estava no interior do templo, era iluminada. Daí percebe-se a importância que a bendita árvore tinha para a cidade.

Um dia, estamos falando nesse momento do século XIV, um comerciante de nome Pero Esteves colocou embaixo do Padrão do Salado uma cruz. Dessa maneira a Oliveira ganhou vida novamente e o feito, status de milagre e a praça ganhou o nome atual.

E por falar no Padrão do Salado, esta estrutura de pedra, que até parece meio deslocada, mas até que combina com a igreja, é símbolo da vitória portuguesa sobre os muçulmanos, há muitos e muitos anos, na Batalha do Salado.

A igreja e a torre

A Igreja, que leva o mesmo nome da praça e data do século XIV, também carrega nas entranhas o simbolismo das vitórias portuguesas. Ela data do século X, mesmo tempo do Mosteiro, ou seja, está lá desde o início dos tempos de Guimarães.

Então, no século XIV, D. João I manda reedifica-la em agradecimento a Nossa Senhora pela vitória a batalha de Aljubarrota contra os castellanos. Ela carrega em sua fachada o brasão de armas de D. João I. Desde então vários reis imprimiram suas marcas na igreja que hoje aparece para nós com uma mistura interessante de estilos.

A torre prende o nosso olhar com sua altura sobrepondo o casario presente, com seus vistosos detalhes manuelinos, como delicados bordados e seu relógio que data do século XVIII, cerca de 2 séculos mais novo que a própria torre.

Mas não se apresse a deixar esta bela praça. Lembre-se que aqui batia o coração desta velha cidade. Eu ainda tenho mais a te contar. Ao lado da torre encontra-se a capela de São Nicolau do século XVII, o santo protetor dos estudantes. Peça a benção, afinal neste momento de aprendizado, somos todos estudantes.

O Paço do Concelho

Coloque reparo agora no belo edifício com arcos e janelas recuadas e uma escultura em seu topo. Pois bem, este é o antigo Paço do Concelho e no topo está o guerreiro de duas caras que os vimaranenses (aqueles sortudos que nascem na bela Guimarães) passaram a chama-lo de “o Guimarães“. Sob seus arcos, aos sábados, acontece uma feira de pulgas.

Uma história de castigo

Por fim, vou dividir com vocês uma história que ouvi em minhas andanças por esta apaixonante cidade: é sobre um curioso castigo que aqui acontecia aqui todos os anos, nas vésperas das festas da câmara de Guimarães (Páscoa, Espírito Santo, Corpo de Deus, São João, Santa Isabel, Domingo do Advento e Nossa Senhora de Agosto) a mando de D. João I.

Os homens, moradores das freguesias de Cunha e de Ruilhe eram obrigados a varrer a Praça, o Padrão e os açougues, de barrete vermelho na cabeça, banda vermelha no ombro, espada à cinta, um pé calçado e outro descalço com vassouras de giesta (arbusto aromático) que traziam de suas casas.

O castigo deu-se, ao que parece, por conta da frouxidão dos moradores dessa freguesia que teriam fugido com medo de um confronto com os mouros, cujo posto abandonado foi ocupado por valorosos (assim conta-se e alardeia-se tal bravura) homens de Guimarães e seu amor à pátria. Somente no século XVIII, por ordem de D. João V, a punição foi suspensa.

Agora que já conhecemos um bocadinho das histórias da charmosa Praça da Oliveira, que da modernidade traz os bares e restaurantes que a rodeiam, podemos seguir em frente em nosso passeio.

Um museu e um igreja

Viremos à direita em frente a Igreja e estaremos diante do Museu de Alberto Sampaio. Este museu que abriga arte sacra oriundas das igrejas de Guimarães e arredores está situado onde antigamente, muito antigamente foi construído, a mando de Mumadona Dias, um Mosteiro.

No entorno deste Mosteiro, pessoas começaram a viver, formando aglomerados de pessoas dando início ao que viria a ser a Antiga Vila de Baixo.

De frente para o Museu observe o belo prédio branco de estrutura quadrada e muitas janelas, tão típico de Portugal. Olhe agora para à direita. Verás uma ladeira com belo jardim e uma igreja com linda fachada bem no final.

Guimarães

Igreja Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos

Esta é a Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos, que tem sua origem no século XVI. Ela é pequenina, mas domina a paisagem.

Aqui encerramos nosso passeio pela Antiga Vila de Baixo. Para voltar à estação de trem, basta pegar a Rua Dom João IV. O trejeto até lá tem cerca de 1 quilômetro ou 10 minutos.

Todos os dois percursos sugeridos tem os tempos estimados sem parar, mas como não temos pressa e, ao contrário, queremos observar com calma os detalhes dessa velha senhora chamada Guimarães, o tempo para fazer esse roteiro é inteiramente seu. Aproveite. Divirta-se.

Mais detalhes sobre Guimarães:

Gostou dos roteiros?! Salve em seu PinterestDois roteiros pela cidade de Guimarães, ambos à pé que podem ser feitos em um dia na cidade

 

By | 2017-07-18T08:33:27+00:00 15/07/2017|Categories: Em Passos|Tags: |6 Comments

6 Comments

  1. Klécia Cassemiro 16/07/2017 at 17:45 - Reply

    Que belo passeio por Guimarães! Me vi caminhando pelas ruas e me deliciando com os sabores, experimentando imagens, recompondo os cenários que você viu! Nasceu Portugal e nasceu o amor por uma cidadezinha que parece nos convidar para um dedo de prosa que vai se demorando, que vai ficando sem pressa de ir!
    Gostei MUITO da forma como apresentou os roteiros, Ana. Um belo guia sem perder o charme da sua narrativa! Quase deu pra sentir suas impressoes de alma, ainda tão vivas pelas ruas – e tão perceptiveis pelas fotos.

    Por onde vamos passear juntos na proxima? beijinhos

    • Analuiza Carvalho 21/07/2017 at 17:37 - Reply

      Adoro quando eu consigo levar as pessoas comigo, passar um pouco da energia local, apresentar história que ei vi e ouvi. Vamos nessa que há muitos caminhos ainda a serem percorridos. Vamos ver para onde o mundo nos chama!!! 🙂 bjuuuussss

  2. Juliana Moreti 19/07/2017 at 15:33 - Reply

    Aninha
    Queria ter lido este teu roteiro antes de ter ido para Guimarães.
    Ele é perfeito!
    Tudo bem que eu tive pouco tempo, que cheguei mais tarde que o esperado, que peguei chuva, mas não vi muitos locais que você visitou simplesmente por não saber da existência (pois em alguns locais eu passei por eles).
    Mas como eu sempre digo: tem cidades que eu preciso voltar e essa é uma delas!
    Post favoritado!
    😉

    • Analuiza Carvalho 20/07/2017 at 06:31 - Reply

      Obrigada Ju!!! Eu também tenho uma listinha de algumas cidades que preciso voltar! Normal na vida de um viajante né?! Mas Guimarães é dessas pequenas cidades que encantam. Se puder, volte mesmo um dia para senti-la em outro clima diferente daquele chuvoso que você pegou. beijocas

  3. Orlando 20/07/2017 at 04:37 - Reply

    Sensacional. Vou fazer seus roteiros na minha viagem a Portugal.

Me diga alguma coisa!