A FORTALEZA de Matosinhos

A Fortaleza de Matosinhos em Portugal, ou melhor dizendo, o Forte de São Francisco Xavier, data do século XVII. Foi construído sob o reinado de Afonso VI para proteger o porto de piratas e corsários.

Hoje, tantos e tantos séculos depois, ele continua ali, inteirinho, virado para o belo e azul mar de Matosinhos e aberto à visitação dos interessados pela história dessa pequena cidade portuguesa.

Um pouco de sua história

Fortaleza de Matosinhos

O Castelo do Queijo: fosso e ponte levadiça

O Forte de São Francisco tem um apelido: Castelo do Queijo. O curioso nome tem razão de ser, pois foi o castelo edificado sobre o penedo do Queijo, uma rocha arredonda com parecença de um queijo.

O rochedo era tido como lugar sagrado para os celtas que estiveram por estas bandas (estima-se) cerca de seis séculos antes de Cristo.

A Fortaleza de Matosinhos está em local estratégico, a pouca distância da foz do Rio Douro. Durante o Cerco do Porto foi ocupada pelas tropas de D. Miguel e bastante castigada pela artilharia de D. Pedro IV (o nosso Pedro I). Como nos Contos de Fada, possui fosso e ponte levadiça.

Conheça um bocadinho mais dessa história e de cenários do Porto:

Nas paredes, a trajetória de Portugal

Fortaleza de Matosinhos

O entorno da Fortaleza de Matosinhos

Fortaleza de Matosinhos

Nas proximidades da Fortaleza de Matosinhos

Passou por um tempo de abandono, mas hoje é parte integrante da paisagem da cidade e está aberto à visitação. Durante as 4 horas em que perambulei por Matosinhos enquanto Léo corria a Maratona do Porto, eu fui visita-lo.

Paguei 0,50 cêntimos de euro para ter acesso ao seu interior. É uma pequena e bela estrutura. Passei cerca de 1 hora ali dentro, embora não tenha muitas salas. Eu apenas me deixei ficar.

Nas paredes de uma das salas do andar inferior está a cronologia das dinastias portuguesas. Busquei o período em que nossas histórias de cruzaram. Durante todo o tempo em que estive em Portugal, procurei conhecer o outro lado da moeda.

Estão registrados os anos de glória e conquista, massacre e sangue, época das grandes navegações em que portugueses e espanhóis alargaram o mundo: D. Manuel era o rei de Portugal quando as naus portuguesas atracaram em nosso Brasil.

E ainda sob seu reinado, a partida de Vasco da Gama a descobrir um novo caminho marítimo para as Índias. O início da construção do Mosteiro dos Jerônimos em Lisboa e a conquista de Goa.

Registrado nas paredes da Fortaleza de Matosinhos está também a fuga da família real portuguesa para o Brasil, fugindo de Napoleão Bonaparte. Sobre isso, teria afirmado D. João VI: não é uma fuga, já que o Brasil também é Portugal.

A referida mudança, digamos assim, teve papel importante no desenvolvimento do Rio de Janeiro, que passou a ser a capital do país, que até então tinha sido Salvador, pequena demais para acomodar toda a corte. O Brasil deixa de ser colônia e vira reino.

Armas e brasões

Fortaleza de Matosinhos

Armas e brasões

Fortaleza de Matosinhos

Armas que cabem na palma da mão

Fortaleza de Matosinhos

Escada para o nível superior: à direita sala de exposição

A história continua pelas paredes até nossa independência de Portugal e então já não há registro de nós no Castelo do Queijo. Voltei então minha atenção aos objetos expostos, ligados ao forte e às conquistas portuguesas, como balas, brasões e armas.

Para mim, o ponto alto desta pequena exposição foi a coleção de pistolas. Algumas muito enfeitadas e outras tão pequeninas que cabiam inteiramente na palma de minha mão que está longe de ser grande.

Voltei ao pátio inferior e subi as escadas de pedra. Na sala única a artista Margarida Castro Cunha expunha sua bela arte composta de pinturas e esculturas retorcidas. Ela pinta o Porto. À cada pessoa que entrava, ela apresentava sua arte e mais uma vez, me deixei ficar por ali, durante um tempo esquecido.

Os Canhões

Fortaleza de Matosinhos

No Castelo do Queijo

Fortaleza de Matosinhos

Posto de observação e canhão

Fortaleza de Matosinhos

A Fortaleza de Matosinhos

Belo dia, bela vista desde a Fortaleza de Matosinhos

Por fim, subi mais um nível e estava ao ar livre novamente, ali, de onde se fazia a vigília do porto. Junto comigo, canhões e postos de observação. O dia seguia lindo: céu de brigadeiro e o marzão de belíssima tonalidade. O vento chegava forte.

Fiquei a contemplar por um bom tempo, até encontrar um casal de brasileiros, que já havia morado em diversas cidades do mundo e agora chegava para habitar este amado Portugal.

Eles estavam de mudança para Matosinhos e aproveitaram o fim de semana para explorar a cidade, seu novo lar. Jogamos conversa fora. Muita conversa fora. Trocamos contatos, que perdi. O tempo passou e era chegada a hora de resgatar meu corredor na linha de chegada da Maratona do Porto.

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O Castelo do Queijo é uma pequena e bela estrutura na cidade de Matosinhos em Portugal

By |2018-03-07T01:06:42+00:0004/07/2017|Categories: Matosinhos|Tags: , |2 Comentários

2 Comments

  1. Aurélio 05/07/2017 em 11:09 - Responder

    Olá Ana.

    Espero não aborrecer.

    Mais uma vez estou a enviar mais um programa do professor José Hermano Saraiva, mas agora sobre a festa do Senhor de Matosinhos (e não só).

    https://arquivos.rtp.pt/conteudos/o-senhor-de-matosinhos/#sthash.IWGxFR2s.dpbs

    Os rios Leça e Trancão já não estão poluídos. O programa é de 1997.

    • Analuiza Carvalho 05/07/2017 em 11:15 - Responder

      Aborrecer?! De jeito nenhum! Bem ao contrário disso! Toda forma de conhecimento me agrada e me interessa! Eu só posso agradecer por estar compartilhando tanta informação comigo! 🙂

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