O MUNDO: nos LIVROS e na vida REAL – destinos de VIAGEM

Viajar é uma das coisas mais legais dessa vida. Para onde ir neste mundo tão grande e diverso?! São tantos os lugares que eu quero conhecer, que sempre fico em dúvida sobre que destinos de viagem escolher, mas uma coisa é certa: a literatura sempre me inspirou e segue me influenciando na hora de desejar destinos de viagem.

Muitos de meus destinos de viagem do passado e os que desejo conhecer no futuro apareceram em minha vida de viajante sem pressa bem assim, lendo um livro, me envolvendo com os personagens… De tal maneira isto é sério que os vultos imaginários das histórias que eu leio, tornam-se completamente reais.

Em contrapartida, os destinos que eu visito ajudam a compor os cenários das histórias que me são contadas pelos mais diversos autores neste mundão.

Eu vou contar para vocês alguns destes destinos inspirados pela literatura, por livros que eu li antes ou depois de viajar. Muitas histórias me ajudaram a construir minhas memórias primárias. Outros livros me ajudaram a entender tudo o que eu vi nos destinos de viagem que visitei. Alguns ainda me levaram de volta para destinos visitados. Ah! Como é que gostoso ler um livro em que o cenário da história nos diz muito!

Minhas viagens sem dúvida alguma estão intimamente ligadas às histórias que eu leio, assim como os livros que eu leio, muitas vezes foram motivados pelas viagens que eu fiz.

Destinos de Viagem

O mundo nos livros e na vida real

O mundo nos livros e na vida real: viagens que me levam por este mundão, que me fascinam e encantam da mesma maneira. Livros e viagens são partes indissociáveis de minha vida de viajante sem pressa.

TOP 5: Destinos de Viagem

O Top 5 desse mês fala de destinos de viagem. Destinos que eu sonho conhecer, destinos que sonhei e que visitei. Destinos de viagem para inspirar vocês, meus caríssimos viajantes, a ganharem o mundo: seja através das páginas de um livro, seja deixando a poeira de seus sapatos por este nosso planeta.

Além de mim, Ana, estão também nessa jornada sobre destinos de viagem a Klécia do blog Fui Ser Viajante, a Maytê do blog Passaporte com Pimenta, e a Juliana do blog Turistando.in.

Cada uma de nós vai contar sobre os destinos de viagem que já conhecemos ou que desejamos muito conhecer e vamos explicar quais as razões desses lugares nos inspirarem tanto.

São tantos e variados destinos, meu caro viajante, que eu tenho certeza que você irá captar a energia de cada um deles e a animação sem dúvida alguma tomará conta de você também! Vamos viajar conosco por sortidos destinos de viagem?! Me conte depois quais os seus preferidos!

Vamos começar nossa jornada?! Que tal voarmos até a Inglaterra?!

Destinos de Viagem

Há muitas maneiras de viajar o mundo

Inglaterra

As Brumas de Avalon e Glastonbury. Jane Austen e Bath

Ah! As coincidências da vida. Estávamos com passagens compradas para visitar a Inglaterra, com o roteiro montado. Seria minha primeira viagem ao velho continente e eu estava com a ansiedade nas alturas. Seriam 15 dias explorando o país de Jane Austen e Emily Brontë.

Para mim, Orgulho e Preconceito e O Morro dos Ventos Uivantes são dois dos maiores clássicos da literatura mundial e Wuthering Heights a maior história de amor de todos os tempos.

Pois bem, uns meses antes eu assoprei velinhas e uma amiga querida me deu de presente os 4 livros de Marion Zimmer Bradley: As Brumas de Avalon, por saber que sou fã do Rei Arthur e dos cavaleiros da Távola Redonda.

Destinos de Viagem

Glastonbury

O resultado?! Mudamos totalmente o roteiro para encaixar Glastonbury e Stonehenge. Supostamente nesta região estava Avalon e eu queria muito encontrar Morgana e Merlin. Por sorte, tanto um lugar quanto o outro estavam próximos a Bath que já estava na rota por conta da casa de Jane Austen que eu queria muito visitar.

Assim, passei momentos maravilhosos nesta cidade encantada, envolta totalmente nas Brumas de Avalon (sim, minha imaginação me leva a lugares fantásticos). Para completar, ainda estivemos aí no Dia das Bruxas.

Mais perfeito, impossível.

Além disso, a lenda do (meu herói) Rei Arthur está ligada a este lugar. Aqui, no século XII, após um grande incêndio, foi encontrado um túmulo com um homem e uma mulher, que foram associados ao Rei Arthur e Guinevere sua rainha. Verdade ou não, para mim eles são absolutamente reais, portanto, que emoção estar ali!

Destinos de Viagem

Túmulo do Rei Arthur e Guinevere

Ademais, visitar Bath e conhecer a vida e a época em que viveu Jane Austen, me ajudou a compreender muito melhor suas histórias. Ler seus livros já configurava para mim momentos de muito prazer, já era espetacular e então, conseguiu ficar ainda melhor!

Sherlock Holmes e Dr. Watson – Londres

Nesta mesma viagem nosso destino final seria Londres (nós chegamos por Liverpool). Na capital inglesa só havia um lugar em que eu não abria mão de maneira alguma de visitar: a casa localizada na 221B Baker Street.

Chegamos à casa do incrível detetive Sherlock Holmes (em minha opinião ele só não é melhor que Miss Marple de Agatha Christie) em uma tarde, após o almoço. Eu estava elétrica. Compramos os ingressos, aguardamos nosso momento de entrar. Subimos a longa escadaria e ao chegarmos ao primeiro cômodo da casa, Dr. Watson em pessoa nos aguardava.

Ele me cumprimentou, perguntou de onde eu era e me convidou a sentar na poltrona em frente a sua para tirarmos uma foto, informando que o extraordinário Sherlock Holmes estava no quarto ao lado trabalhando.

Chorei! Muita emoção estar diante de meu caro Watson. Tirei minha foto, me esforçando para não tremer muito.

Depois disso, percorremos toda a casa e meus encontros com Holmes em minhas leituras seguintes nunca mais foram os mesmos após esta magnífica visita, pois agora podia imaginar exatamente sua movimentação pela casa.

Em tempo: soube que Dr. Watson não recebe mais os visitantes do 221B Baker Street. Uma lástima!

Espanha

A Sombra do Vento e  A Catedral do Mar – Barcelona

Antes que eu pudesse sonhar em colocar meus pés em Barcelona eu já sonhava com a cidade. Primeiro por causa de A Sombra do Vento de Carlos Záfon. Lembro até hoje o impacto que me causou conhecer, junto com Daniel e seu pai, o Cemitério dos Livros Esquecidos. Amanhecia em Barcelona naquele ano de 1945. Eram os primeiros dias de verão e Barcelona estava aprisionada sob um céu cinzento.

Bastou um parágrafo para que eu estivesse completamente rendida a Barcelona, sonhando com ela.

Todo o desenrolar misterioso da história, toda a trama sombria, o ar gótico da cidade catalã fizeram com ela penetrasse em meu imaginário e por ali ficasse por muito tempo. Só consegui visitá-la alguns anos depois.

Para intensificar ainda mais minha atração por Barcelona, La Catedral del Mar de Idelfonso Falcones, que conta a história magnífica deste templo religioso, entrou em minha vida. Eu comprei este livro em Montevidéu no Uruguai, quando ainda nem sonhava conhecer Barcelona ao vivo.

Havia lido A Mão de Fátima do mesmo autor antes de percorrer a Andaluzia e me encantado com suas narrativas. Aliás, antes de voar para o sul da Espanha, eu li também o retorno de Victoria Hislop. Ambos os livros, embora se passem em épocas completamente distintas, mostram toda a força daquela região miscigenada.

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Barcelona

Voltando para La Catedral del Mar, eu acompanhei a construção desta igreja medieval erguida pelo povo e para o povo, cada pedra carregada, cada gota de suor derramado por todos os envolvidos, mas especialmente por Arnau. Eu chorei, eu sofri e me encantei.

Quando visitei Barcelona sabia que não encontraria o Cemitério do Livros Esquecidos, embora tenha tentado através dos olhos de minha imaginação, mas a Catedral do Mar estava lá. Sentei nos bancos situados ao fundo e chorei feito criança. Arnau sentou-se ao meu lado, segurou minha mão e entendeu meus sentimentos intensos.

Lembrando-me agora, verto novas lágrimas de emoção.

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Livros e destinos de viagem

Contudo, não encontrei em Barcelona a atmosfera gótica, sombria e misteriosa de A Sombra do Vento. Decepção. Talvez eu não tenha sabido explorar direito a cidade. Talvez a Barcelona de Daniel Sempere ou de Julien não exista afinal de contas, ou talvez ela esteja encobertas pelas muitas camadas de sol, festas e risos.

Um dia quem sabe eu não empreenda nova busca?!

O Retorno e A Mão de Fátima – Andaluzia

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Andaluzia em pauta

O Retorno de Victoria Hislop me colocou dentro da Guerra Civil Espanhola e somente neste momento eu entendi o tamanho da crueldade e do sofrimento que foi a Guerra de Franco. Eu não tinha noção!

A Mão de Fátima me levou ainda mais longe, ao século VII quando os mouros e cristãos disputavam a região.

Estas duas andaluzias se misturaram em minha andanças por lá. Encontrei diversas vezes Hernando pelo Albayzín em Granada e escutei as castanholas de Mercedes fugindo da guerra enquanto vagava por Sevilla, Granada, Córdoba e Málaga… me misturei aos ecos do passado e quase não consigo voltar.

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Albayzín em Granada

Rússia

O Mestre e a Margarida – Moscou

O Diabo resolveu visitar Moscou. Era década de 1930 e a capital russa vivia seus dias de comunismo. O Satanás aportou no Largo do Patriarca e entabulou uma divertidíssima conversa com um poeta e um editor. Era uma quarta feira primaveril, o dia estava quente e não havia ninguém no Patriárchi Prudý além daquele inusitado trio.

Estive no Largo do Patriarca em Moscou apenas para estar no cenário e reviver a cena.

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Largo do Patriarca em Moscou

O diálogo inicial de O Mestre e a Margarida me fez rir. Rir de corpo inteiro. Imagine só, caro viajante, estar bem ali ao vivo!

Além disso, estivemos no Jardim de Alexandre, onde o Diabo viu Margarida pela primeira vez. Muita emoção poder entrar em uma história. Para mim é como fazer parte dela. Não raras vezes, ao voltar de uma viagem, releio um livro, integralmente ou parte dele, para sentir, agora com novos elementos, de uma nova maneira.

No Largo do Patriarca eu olhei para todos os lados para saber se ele, o tinhoso andava por ali ainda, mas acho que depois de tudo que aprontou na Rússia comunista foi fazer das suas em outras paragens. Talvez ande por aqui, pelo Brasil!

O Nariz, O Palácio de Inverno e As Madonas de Leningrado – São Petersburgo

Destinos de viagem

O Palácio de Inverno de John Boyne

Nikolai Gogol está entre meus autores russos favoritos. Precisamente por causa de O Nariz que me fez rir sem nenhum pudor à medida que avançava pelo conto. Claro que quando estive em São Petersburgo, andei procurando pelo nariz fujão! Crítica e realismo fantástico dão o tom da narrativa.

Agora, meu caro viajante, imagine minha alegria quando em Moscou eu me meti no fantástico mundo de Gogol! Foi uma tarde memorável aquela!

O Palácio de Inverno me colocou dentro do Museu Hermitage pela primeira vez. Cheguei lá cheia de expectativa e o edifício extraordinário não me decepcionou! Percorri seus corredores com certa intimidade porque passei muitos dias ali com a família Romanov, a última dinastia de czares antes da Revolução Russa se instalar. Quem me conduziu por linhas e mais linhas de sensações e fatos históricos (além de algumas licenças poéticas) foi Geórgui.

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Museu Hermitage

Já As Madonas de Leningrado me colocaram novamente no Hermitage, anos depois de ter visitado São Petersburgo. Com Marina eu vi o museu nu, enquanto as obras eram enviadas para local desconhecido com intuito de salvar o acervo dos bombardeios alemães durante o Cerco a Leningrado. Foi uma delícia voltar a caminhar por entre aquelas magníficas obras de arte!

 Chile

Isabel Allende e Santiago

Eu tenho todos os livros de Isabel Allende, embora ainda não os tenha lido todos. Gosto da maneira como ela me conduz por suas narrativas sempre cheias de paixão, intensidade… Cheguei a Santiago do Chile a primeira vez inebriada com suas histórias. Durante 2 dias, exploramos a cidade. Caminhamos, comemos, visitamos os mais diversos lugares…

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Santiago do Chile

Na volta para casa, eu comentei com Léo: não gostei de Santiago. Que cidade sem graça!

Conhecendo todas as fissuras de minha estranha alma, ele me disse: não gostou porque você não encontrou Allende em Santiago. É verdade! O realismo fantástico, a pujança, a força dos personagens de Allende me impregnaram, contagiaram, me fizeram sonhar com eles dias, meses, anos após ler suas histórias.

Este mundo maravilhoso eu não encontrei em Santiago.

Voltei a capital chilena muitas vezes depois, observei, olhei, analisei e nunca, nunca consegui me apaixonar pela cidade.

Alemanha

A Cozinha Venenosa – Munique e O Nazista e o Psiquiatra – Nuremberg

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A Cozinha Venenosa para entender Munique

Antes de visitar a Alemanha pela primeira vez onde gastei alguns dia entre Nuremberg e Munique na Baviera, eu li muitos livros sobre a região ou sobre as guerras alemãs. Alguns deles como Nada de Novo no Front e o Leitor me impressionaram pelas abordagens que fizeram de temas tão comentados e debatidos.

Contudo, dois livros foram absolutamente fundamentais em minha viagem as estas duas cidades: O Nazista e o Psiquiatra de Jack El Hai e A Cozinha Venenosa de Silvia Bittencourt. Ambos falam de fatos reais. O primeiro nos coloca nas celas dos nazistas durante os famosos e pioneiros Julgamentos de Nuremberg e o segundo nos conta sobre a trajetória de Hitler em Munique.

Quando eu visitei os Tribunais de Nuremberg aquilo tudo fez total sentido para mim, pois eu já conhecia a história. Já tinha vivido, lido, sentido seus bastidores. O mesmo quando estive em Munique, percorrendo os cenários onde os nacional-socialistas cometeram suas primeiras atrocidades.

Não conseguiria jamais descrever o peso que tudo isso teve para mim, estar nos cenários reais dos mais trágicos e importantes acontecimentos históricos recentes.

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Tribunais de Nuremberg

Os Irmãos Grimm

Tá, não posso esquecer dos Irmãos Grimm que povoaram meus dias de infância… perambular por Nuremberg me fez sentir em um dos seus contos. Eu tinha até meu príncipe encantado!

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Me sentindo nos contos de Grimm em Nuremberg

Mais unzinho

Tá, eu sei que este é um TOP 5, mas peço licença mais uma vez para incluir outro destino de viagem em minha modesta listinha: Cuba

Cuba

Ernest Hemimgway e Pedro Juan Gutierrèz – Havana

Eu me apaixonei pelos mistérios de Havana muito antes de visitar a cidade. Devorei inúmeros livros e filmes. Estudei sua história, sua trajetória. Criei inúmeras memórias primárias.

Estar em Havana depois desse mergulho foi forte, foi intenso, foi diferente de todos os outros destinos que visitei. Tem uma energia incomum e profunda aquela cidade.

Claro que não encontrei mais a Havana de Ernest Hemingway, mesmo no Floridita onde o escritor americano bebia seus daquiris, e muito menos a trágica Havana de Pedro Juan Gutiérrez, mas com certeza encontrei uma cidade ainda imersa no medo da ditadura.

Ainda assim, eu andava pelo Malecón imaginando os passos percorridos por Gutiérrez… Como a vida deve ter sido assustadoramente dura naqueles anos!

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Malecón em Havana Cuba

Voltei de Havana com muitas perguntas e poucas respostas.

Atualmente a capital cubana parece viver outros tempos, novos e frescos ares sopram por lá, espantando o medo e outras coisas mais. Que novos caminhos se abram para esta cidade.

Destinos, muitos destinos de viagem

A literatura e as viagens em minha vida estão intimamente ligadas. São muitos livros lidos, muitos quilômetros percorridos. Alemanha, Holanda, Argentina, Colômbia e o Uruguai. Japão, Itália, Portugal. Brasil e Estados Unidos. México. Para cada um desses países que eu visitei, eu li muitos e muitos livros. Histórias distintas e variadas. Cenários reais. Histórias não reais que se tornaram reais para mim.

Li ainda outras tantas e tantas histórias ambientadas em cenários que ainda não visitei: França, Moçambique, Marrocos, Egito, Áustria, Escandinávia, isso para citar apenas alguns. Espero um dia poder ver e sentir suas energias ao vivo em cores!

Destinos de Viagem

Alguns de meus muitos livros: inspiração de viagem

Aos poucos eu vou enchendo as páginas do EPM com o mundo real visto através de minhas perspectivas e o mundo através do olhar de diversos autores espalhados pelo mundo.

Eu ainda quero percorrer as páginas de muitos livros e caminhar por vários quilômetros mundo afora. Sem pressa, por favor, que o mundo é grande, as histórias contadas são muitas, mas meu espírito é eterno!

Destinos e cinemas

Além dos livros eu também tenho adoração por filmes. Assistindo às histórias que não são minhas, que não me pertencem eu viajo para outras paragens enquanto permaneço nas salas escuras do cinema ou no sofá de minha casa.

Fábio, que escreve para o blog Viagens Cine, também tem paixão por viagens e cinema. Ele faz uma reflexão muito bacana sobre como estes dois interesses estão tão intimamente ligados e conversam animadamente. Quem nunca afinal sonhou com um destino por conta de um filme? Quem nunca viveu ou desejou a vida de personagens?! Quem nunca foi influenciado pelo cinema, pelas viagens, por ambos?!

Quer descobrir mais sobre esta relação viagem e cinema?! Então clica no link bem aqui abaixo!

Cais da Ilha de Genebra

+ Viagem e cinema

Já Klécia, Maytê e Juliana são travel bloggers que amam viajar o mundo e com muita poesia e informação compartilham suas experiências.

Como eu mencionei lá no início, esse post é resultado de uma blogagem coletiva. Logo aqui abaixo, estão os destinos de viagem preferidos de cada uma dessas lindas meninas. Espero que elas te inspirem em suas próximas viagens! Aproveite!

Top 5 destinos de viagem

Klécia do Fui Ser Viajante: 5 destinos que serão tendência de viagem em 2018

Maytê do Passaporte com Pimenta: Já fez a sua listinha para o próximo ano? Confira os meus desejos de destinos para 2018!

Juliana do Turistando.in: Cinco lugares fantásticos para visitar em 2018

Entre. Viaje com elas. Comente! Adoramos receber recados! Principalmente aqueles que vem carregados nas tintas do amor e da gentileza!

Quer saber mais dicas de literatura?! Então clica nos links bem aqui abaixo!

Cais da Ilha de Genebra

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Destinos de Viagem

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Cais da Ilha de Genebra

 

By |2018-08-05T10:39:40+00:0027/12/2017|Categories: A Arte de Viajar|Tags: |28 Comentários

28 Comments

  1. Aurélio Simões 27/12/2017 em 13:17 - Responder

    Olá Ana Luiza.

    Mais um livro (desatualizado mas não deixa de ser interessante), desta vez escrito pelo maior poeta português do século XX – Fernando Pessoa.

    https://www.visitlisboa.com/pt-pt/lisbon-tours/tour-description/650

    “Versão em português (idioma do texto original em inglês) de um guia da cidade de Lisboa, o universo fundamental de Pessoa, a cidade a que chama lar, provavelmente datado de 1925, propositadamente turístico, despojado de retórica, em que se percorre todo o património importante da cidade, seja ele arquitectónico, intelectual ou de puro lazer. É um prazer renovado verificar que apesar dos anos que passaram ainda podemos desfrutar do prazer de passear pelas ruas da cidade e reconhecer os locais de que Pessoa fala. Esta obra de Fernando Pessoa é agora reeditada pela 10ª vez, revisitada pelo Designer Fernando Coelho, que enriqueceu o guia com fotografías da Lisboa dos días de hoje, a cores, um novo desenho gráfico da capa e do interior, enaltecendo esta obra já por si única e grandiosa.”

    Bom ano de 2018.

    Aurélio

    • Analuiza Carvalho 03/01/2018 em 18:33 - Responder

      Aurélio… muita gratidão por esta partilha. Entrou em minha lista de desejos. 🙂

      Um feliz 2018 para você!
      bjs

  2. Aurélio Simões 27/12/2017 em 13:26 - Responder

    Mais um pouco de literatura de viagens:

    file:///C:/Users/as10496/Downloads/Guia%20Lisboa.pdf

    Relembro que Bernardo Soares e Álvaro de Campos, são dois dos heterónimos de Fernando Pessoa.

    José Saramago, todos conhecem e Eça de Queirós foi um grande escritor do século XIX.

    • Analuiza Carvalho 27/12/2017 em 16:56 - Responder

      oi Aurélio… tudo bem?! Obrigada mais uma vez pelas preciosas dicas! Já li Pessoa, Eça e Saramago, este último sendo meu preferido! Quero ler mais obras deles, mas o tempo é tão curto para tantas histórias!!!! 🙂 bjs

  3. Juliana Moreti 27/12/2017 em 23:02 - Responder

    Como sempre, muitas palavras!
    hehehehe
    Retorno com mais tempo para ler tudinho! Porém, jà sei “quem” eu te presentearei quando você for me visitar em Berlim: Joao Ubaldo Ribeiro
    😉

    • Analuiza Carvalho 03/01/2018 em 18:30 - Responder

      Se não tivessem muitas palavras não seria eu!!! rsrsrsrs Opa!!! Livro é coisa séria, então vou cobrar hein?! beijocas

  4. Karine Porto 30/12/2017 em 18:30 - Responder

    Que ideia fenomenal! É mesmo uma experiência completamente diferente visitar pela primeira vez um destino que já estamos familiarizados por os ter visitado antes através de alguma leitura. Parabéns a todos envolvidos nessa blocagem coletiva! Muito legal mesmo! 🙂

    • Analuiza Carvalho 03/01/2018 em 18:32 - Responder

      oi Karine… super feliz que você tenha gostado! rsrsr Para mim tem forte impacto quando visito um destino que já apareceu em alguma leitura ou quando visito algum livro cuja cidade já visitei! rsrs bjus

  5. Lid Costa 31/12/2017 em 14:37 - Responder

    Confesso que não li quase nenhum dos livros que citou, talvez 2 ou 3. Lendo o post, o livro que mais me interessou foi o A Cozinha Venenosa de Silvia Bittencourt.

    • Analuiza Carvalho 03/01/2018 em 18:35 - Responder

      oi Lid… Leia A Cozinha Venenosa! É maravilhoso e faz toda a diferença para quem visita Munique! bj

  6. Tina Wells 02/01/2018 em 16:25 - Responder

    Muito legal associar os livros aos destinos de viagem. Também sou fã de Rei Arthur e devorei as Brumas de Avalon. Pertinho de Stonehenge tem a cidade de Winchester, onde Jane Austen está enterrada na catedral e logo adiante tem o Great Hall, um salão medieval onde está exposta a Távola Redonda!

    • Analuiza Carvalho 03/01/2018 em 18:38 - Responder

      oi Tina… eu li sobre Winchester, mas infelizmente tenho aquele velho problema de tempo! rsrsrs Um dia eu volto! Para mim livros e viagens estão intimamente ligados! bjus

  7. angela sant anna 04/01/2018 em 16:48 - Responder

    q legal esse post! eu li muitos contos dos irmaos grimm (aqueles tenebrosos e sangrentos tb) mas nem pensei neles quando visitei nuremberg haeuaheu

    • Analuiza Carvalho 05/01/2018 em 07:13 - Responder

      oi Angie… ah, minha imaginação me leva a mundos inimagináveis. eheheh Em Nuremberg lembrei muuuito dos Grimm e seus contos! rsrsrs bj

  8. Contramapa 06/01/2018 em 17:05 - Responder

    Excelente post, também adoro a combinação entre viagens e leitura… é aliás essa a origem do nome do meu blog! Viajar através das palavras é tão bom!

    • Analuiza Carvalho 10/01/2018 em 10:36 - Responder

      Não é verdade, Diana?! Uma combinação perfeita: feito arroz com feijão e goiabada com queijo! rsrs Que interessante e original! Não tinha ideia que a origem do nome Contramapa vinha daí! Genial!!!!! bj

  9. Mayte Scaravelli 06/01/2018 em 20:49 - Responder

    Poderia encontrar esse texto “perdido” pela internet e arriscaria dizer que era seu! Que alegria encontrar minha Espanha e Catalunha e mesmo que rápido dar um giro por Barcelona e sonhas com a Andaluzia.

    Você já tinha me falado sobre o seu encantamento pela Catedral do Mar e eu havia me esquecido, lendo hoje percebo que é muito mais que encantamento, não preciso nem dizer que você está mais que convidada para reencontrar Barcelona e quem sabe sentir outras emoções e sentimentos com a cidade. 😉

    Adorei a maneira como criou a sua lista. 😉

    • Analuiza Carvalho 11/01/2018 em 19:57 - Responder

      Obrigada Maytê… fico taaaaao feliz em saber que gostou! Convite mais que aceito… Espero um dia voltar a Cataluña e um dia vamos juntas criar novas memórias e sentimentos. 🙂 beijocas e feliz ano novo! 🙂

  10. Aurélio Simões 08/01/2018 em 13:30 - Responder

    E O Último Cabalista de Lisboa

    Em abril de 1506, durante as celebrações da Páscoa, cerca de dois mil cristãos-novos foram mortos num pogrom em Lisboa e os seus corpos queimados no Rossio. Reinava então D. Manuel, o Venturoso, e os frades incitavam o povo à matança, acusando os cristãos-novos de serem a causa da fome e da peste que flagelavam a cidade. Berequias, sobrinho e discípulo de Abraão Zarco – iluminador e membro respeitado da célebre escola cabalística de Lisboa -, vai encontrar o tio e uma jovem desconhecida mortos na cave que servia de templo secreto desde que a sinagoga fora encerrada pelos cristãos-velhos. Um valioso manuscrito iluminado também desapareceu do seu esconderijo. Estarão os dois incidentes relacionados? Terá sido um cristão ou um judeu, como os indícios fazem crer, a assassinar o tio? Quem será a rapariga morta? Publicado originalmente em Portugal, “O Último Cabalista de Lisboa” é um extraordinário romance histórico, que catapultou o seu autor para um sucesso internacional, tendo sido publicado em toda a Europa, nos Estados Unidos e Brasil, onde depressa se tornou um bestseller.

    Interessante de rever para quem conhece Alfama e a Baixa de Lisboa, nomeadamente a Igreja de S. Domingos, de onde saíam os autos de fé em direção ao terreiro do Paço (antes do terramoto).

    OU

    O Último Cabalista de Lisboa baseia-se num acontecimento verídico, um grande massacre de cristãos-novos e judeus ocorrido em Lisboa no reinado de D. Manuel, em 1506, na Páscoa judaica. A fome e a peste atingiam a capital sem piedade e o povo, fanatizado pelas pregações anti-semitas dos frades dominicanos, encarando os judeus como responsáveis pela ira de Deus, levou à morte milhares deles. O rei, pouco corajoso, foi complacente com os acontecimentos, permitindo inclusivamente grandes fogueiras no rossio, onde muitos judeus foram queimados.
    Na ficção de Zimler, Abraão Zarco é morto nesse dia mas por um cristão-novo. Berequias Zarco, o sobrinho de Abraão é o herói da nossa estória e levará a cabo uma investigação emocionante e recheada de perigos.
    Trata-se de um livro bastante negro: é visível a amargura com que Zimler descreve este terrível fenómeno histórico que é o anti-semitismo. Uma das grandes manchas negras da história da humanidade, que se mantém até ao século XX e com reflexos ainda na realidade actual.
    Mas nem tudo é sombrio neste livro: um dos aspectos mais interessantes deste livro é o facto de o maior amigo de Berequias, Farid, ser um muçulmano. A amizade entre os dois é muito intensa e é visível a boa convivência entre judeus ou cristãos-novos (aqueles que haviam sido forçados à conversão) e os mouros, em oposição ao fanatismo e violência insana dos cristãos.
    Se bem que se trate de uma obra de ficção, é bom que se diga que o ambiente retratado tem, infelizmente, uma grande base de realidade: a porcaria dos corpos e das almas grassava em Portugal: o fanatismo, a estupidez, a barbárie total. De todos os problemas do reino eram atribuídas culpas aos judeus. O ódio reinava e a própria Igreja Católica alimentava-o. Por medo ou pró convicção, o povo transformava o ódio na violência mais absurda que se possa imaginar. Muitos destes judeus tinham sido expulsos de Castela, em 1492 de onde o Rei Fernando (cognominado O Católico) os havia expulsado. Mas não é a paz que eles encontram em Portugal. É a insanidade total de um ódio tão cego quanto inexplicável.
    Um livro triste, chocante, mas também emocionante e que nos faz pensar. E até ter uma certa vergonha de sermos “filhos” desta nação e desta cultura de raiz cristã que nos moldou…
    Avaliação Pessoal: 9/10

    • Analuiza Carvalho 09/01/2018 em 12:51 - Responder

      oi Aurelio… o fato histórico eu conhecia, mas o livro não. Já anotei para comprar! Obrigada por mais esta ótima sugestão! 🙂 bj

  11. Klecia 08/01/2018 em 21:31 - Responder

    Posso me sentir privilegiada por ver esse texto no EPM? Gente, que ideia genial! Sua melhor blogagem coletiva de todos os tempos veio no encerramento do ano, querida Ana!
    Bem, li alguns títulos daqui – alguns muito antes de pensar sequer em viajar pelo mundo real. As brumas de Avalon marcaram uma época pra mim. Irmãos Grimm também. E o que dizer de Jane Austen, que me fez sonhar com um clube do livro desde tempos imemoriáveis? Isabel Allende aprendi a amar de forma intensa no Legendi Mundi. Cozinha Venenosa li o review aqui e preciso comprar qualquer dia, me interessou.
    Mas de todos, todos, os que mais quero ler vem de Cuba – esse país que me convida há tanto tempo. Espero que esse encontro seja em breve, ainda que nos livros 🙂

    • Analuiza Carvalho 11/01/2018 em 19:50 - Responder

      Quando uma mensagem linda assim chega, a gente faz o que?! Sorri de coração inteiro!!! 🙂 Sei que você entende bem esta relação entre colocar o pé na estrada e viajar pelas páginas de um livro. Não à toa, nasceu o incrível Legendi Mundi.

      Vá para Cuba. É um país incrível. Leia Cuba, volte ao seu passado para entender sua trajetória e seu momento atual. Espero que em breve você possa visitar este país e me trazer notícias de lá. 🙂 bjus

  12. Flávia Donohoe 11/01/2018 em 09:21 - Responder

    que posts incrível Aninha, eu tô bem parada nas minhas leituras, mas quero voltar a ler logo, quero até comprar um kindle pra facilitar, eu já visitei locais por conta de livros, exemplos são o Uruguai, Cuba e até cidades aqui no Reino Unido, é uma viagem dentro da viagem e é ótimo viver isso! Beijos

    • Analuiza Carvalho 11/01/2018 em 09:29 - Responder

      oi Flávia… que bom que gostou deste texto, pois leituras e viagens fazem parte de minha vida desde sempre. rsrsrs amo! bjus

  13. Sabrina Kelly Coelho 11/01/2018 em 14:22 - Responder

    Definitivamente apaixonada por literatura e viagens. Duas coisas que levamos para a vida! Adorei o post as dicas e analogia dos roteiros dos livros. Sucesso!!!

    • Analuiza Carvalho 11/01/2018 em 16:54 - Responder

      Oi Sabrina… eu também! Uma combinação perfeita, não?! Levamos mesmo para vida estas experiências: viagens pelo mundo e pelas páginas de um livro! 🙂 bjs

  14. Fabio Pastorello 06/02/2018 em 14:22 - Responder

    Que post lindo, adorei. Vontade de viajar para todos esses destinos, mas não sem antes passar por esses livros incríveis. Em alguns casos, a arte acaba criando expectativas que não correspondem à realidade, como foi no seu caso com Santiago. No cinema, isso é ainda mais comum. Mas enfim, às vezes também me inspira notar as diferenças entre a arte e a realidade. Beijos.

    • Analuiza Carvalho 06/02/2018 em 14:56 - Responder

      oi Fabio… fico muito feliz que tenhas gostado do texto! Acho que é um bom trio: viagens, filmes e livros! Inspiração vinda de diversas fontes! 🙂 bj

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