Corrida de rua: de Curitiba, Março/2016 ao Rio de Janeiro, Junho/2018

A corrida de rua é uma paixão antiga e este é apenas um pequeno capítulo desta história.

Entreguei a pulseira para meu companheiro de corrida. Apoiei minhas mãos nas coxas, curvei o corpo para frente com o suor escorrendo, fiz uma respiração bem longa e decidi que eu nunca mais correria na vida. Estava exausta!

Era Março de 2016, Curitiba. Estávamos participando da Corrida Entre Parques, uma prova duríssima, cheia de ladeiras, longas, íngremes, que subiam, que desciam, num percurso que exigia preparação física e mental. Me falharam ambas.

O tempo estava chuvoso e muito frio. A espera da largada foi bem difícil e com o passar do tempo que parecia interminável, meu ânimo que àquela altura já não era lá grande coisa foi sendo minado, destruído. Eu fiz a prova em dupla, com um amigo. Percorri a duras penas cerca de 13 quilômetros do total de 25. A todo momento eu pensava em desistir, mas fui seguindo em frente.

Por minha dupla e por mim mesma que nunca me perdoaria se eu desistisse.

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De medalha na mão e decisão tomada: nunca mais eu correria na vida

Então, quando passei a pulseira para que ele percorresse o trecho seguinte, eu tive a certeza que aquela seria minha última corrida na vida. Ninguém me levou à sério. As pessoas riam de mim, duvidando, porque eu sempre corri bem com paixão e disciplina.

Um amigo querido que vive em Curitiba me resgatou na prova e me levou para um lugar aquecido para tomar um café e comer pão de queijo enquanto eu narrava a prova, as dificuldades do trajeto, os belos cenários, a organização.

Uma prova que eu recomendo!

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Corrida Entre Parques em Curitiba:prova de bonitos cenários

Contrariando todas as expectativas, eu realmente parei de correr. A corrida de rua foi eliminada de minha vida. Doei meus tênis de corrida, meias, cinto de hidratação, viseira, calções, tops e muitas camisetas, de provas inclusive, ficando com muito pouca coisa que eu ainda usava para malhar na academia.

Virei mulher de corredor. Leo que fez a Corrida Entre Parques sozinho, o percurso completo, continuou correndo com a mesma empolgação de sempre. Virou maratonista, ultra maratonista, baixou tempo, explorou o mundo através de provas de rua: Porto (Portugal), Omsk (Sibéria, Rússia), Nova York (Estados Unidos), Berlim (Alemanha), Genebra (Suíça), Florença (Itália), apenas para falar das maratonas. Two Oceans na Cidade do Cabo (ultra maratona na África do Sul). Foram muitas corridas! Muitas!

Me acostumei a assistir, a acompanhar as provas, torcer, gritar. Mesmo não correndo mais, continuei uma apaixonada pelas provas de rua. Ver as pessoas se superando, se emocionando, se desafiando sempre me encantou. Uma festa bonita esta de corredores de rua.

Sempre que a logística da prova permitia, esperava Leo cruzar a linha de chegada. Passava então o resto do dia escutando ele contar como havia sido. Um prazer compartilhar com eles estes momentos de atleta amador apaixonado.

Prova a prova, viagem a viagem a vontade de não voltar a correr permanecia.

Em Junho de 2018 Leo decidiu correr o Desafio do Rio: a meia maratona no sábado e a maratona no domingo. Ficamos hospedado na Zona do Sul, coisa que há tempos não acontecia, e ele resolveu que faria um treino leve e curto para soltar as pernas antes do desafio.

Decidi levar um tênis para caminhar pela orla de Copacabana.

Havia sido no Rio a minha estreia em provas de rua, na Corrida Vênus só para mulheres. Foi um evento incrível que me deixou apaixonada pelas provas e desde este domingo memorável até o dia que resolvi parar em Curitiba foram muitas medalhas, muitas distâncias, incluindo algumas meias maratonas.

Leo saiu correndo e comecei a caminhar. Sem perceber, estava correndo também. Foi instintivo, intuitivo, natural, orgânico. Acho que no total não corri nem 3 quilômetros, mas eu me senti tão viva, com as pernas cansadas e lavada de suor!

A corredora que habita em mim estava de volta!

Entre este momento no Rio de Janeiro e voltar a correr efetivamente levou um tempo, uns 4 meses. Tive que providenciar novamente tênis, meias, calções e afins. Além disso, já tinha umas viagens programadas, onde não foi possível investir em treinos e para completar levei uma pancada no joelho que me deixou algumas semanas sem andar.

Mesmo assim, de vez em quando dava uns trotezinhos curtos para ir acostumando o corpo novamente.

Voltei a treinar seriamente e com disciplina, com vontade, mas ainda tentando me encontrar novamente apenas em Novembro. O corpo tem memória, eu sei, mas estava mais pesada, mais velha, mais sedentária… Tudo isso pesou e a volta não foi fácil. Em alguns momentos eu achava que nunca mais conseguiria correr com leveza.

Já se vão 5 meses desde então… Corri desde então cinco provas incríveis: 5 e 10 quilômetros da Disney – não poderia ter escolhido provas melhores para voltar – 6,5 kms da Corrida Sagrada em Salvador – sempre emocionante – 5 kms dentro da Meia Internacional de São Paulo – prova um pouco confusa – e 5 kms em San Diego na Califórnia – prova muito legal.

Somente agora estou reencontrando a velha excitação de estar nas pistas novamente, de curtir os treinos, de desejar as provas, o suor e as lágrimas de emoção de cruzar uma linha de chegada! Somente agora estou voltando a me encontrar com a corrida de rua. Já tenho mais duas provas programadas de curta distância. Leo vai encarar uma ultra de percurso difícil, pois ele raramente corre provas curtas atualmente.

Eu gosto, mas este ano quero voltar a correr uma meia. Será que eu consigo?! Terei que descobrir!

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Cais da Ilha de Genebra

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Corrida de rua

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By |2019-04-09T19:24:44+00:0009/04/2019|Categories: Quer Correr Comigo?|Tags: |0 Comentários

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