Um CONTO sul AFRICANO numa cidade fictícia quaquer

Este é um conto sul africano numa cidade fictícia qualquer. Uma cidade linda, eu devo ressaltar!

A paisagem era árida. As montanhas nuas, rochosas, enormes eram senhoras daquele cenário tão duro quanto exuberante. Erguiam-se imponentes, grandiosas em formatos variados e estranhos. Contornos que formavam os mais bonitos desenhos.

Pareciam quase tocar o céu! Tocavam as nuvens.

Era um fim de tarde de inverno, a temperatura estava em torno dos 5 graus. Neste momento não havia vento e ela agradeceu mentalmente. Adorava o frio, mas os ventos gelados causavam incômodo.

Já não era tão nova e a cada dia percebia seu corpo mais frágil, mais suscetível. Não se importava. Aceitava com tranquilidade o caminhar da vida.

Mariana parou um instante. Estava na pequena ponte de mais de 200 anos que passava sobre o rio que já não existia há algumas décadas. Ela nunca o viu. Quando se mudou, 10 anos atrás, ele já havia secado.

Moradores contaram que antigamente era uma das belezas da cidade. Suas águas escuras e limpas corriam fortes para a felicidade de adultos e crianças que se banhavam nele constantemente e faziam encontros e eventos em suas margens.

Coisas do passado. O rio agora só existia na lembrança dos mais velhos que ainda não tinham morrido como o rio.

Mariana suspirou pensando, de novo, que gostaria de ter mergulhado nas águas do rio Dreunasi. Ela amava as águas doces. Debruçou sobre a pequena ponte e observou as pedras negras que antes estavam submersas. A vegetação que agora tomava conta de tudo, construindo novas paisagens.

Como tudo aquilo estaria em 500 anos?!

Ela estava sozinha. Podia ouvir o silêncio. Respirara os aromas. Ouviu ao longe alguém cortando lenha.

Todos os dias, Mariana caminhava pelas ruas com o mesmo intuito: ver o sol se por. Este era um dos mais lindos espetáculos daquela pequena cidade de poucos habitantes perdida no meio do nada.

Ela se mudara em busca de um cotidiano sossegado em que pudesse dar vida aos seus personagens. Mariana era escritora. Das boas. Dessas que vendem milhares de livros, cujos personagens se tornam os melhores amigos dos leitores.

Ao contrário de muitos escritores, Mariana não precisava viver intensamente a vida e conhecer pessoas diferentes para se inspirar e criar histórias. Ela tinha um mundo inteiro habitando seu íntimo. O que ela precisava em verdade era de isolamento e silêncio para escutar este mundo tão fantástico.

Mariana olhou mais uma vez o céu, as montanhas. Desconfiava que o sol hoje se exibiria. Começou a perceber as primeiras cores mudando o semblante do horizonte. Ela estava certa! O espetáculo naquela tarde foi magnífico. As nuvens bailaram sob um céu colorido em tonalidades de rosa e vermelho.

Mariana já tinha perdido as contas de quantas vezes tinha visto o sol se por na pequena Mugaton,  mas nunca deixou de se encantar com a perfeição daquela apresentação da natureza. Uma emoção conhecida, familiar e amada tomava conta dela a cada entardecer. Ela se sentia acolhida e aconchegada naquela cidade. Era seu lar

Quando a escuridão tomou conta de tudo, calmamente ela voltou para casa.

Quer viajar por outro conto e conhecer um casal soteropolitano?! Então clique no link bem aqui abaixo!Cais da Ilha de Genebra

+ Um casal soteropolitano sentado ao lado da janela

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Um conto sul africano numa cidade fictícia qualquer: apenas um momento – simples, singelo e cotidiano. Conheça Mariana. #cenasdacidade #espiandopelomundo #contos #escrever #africadosul

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Um conto sul africano numa cidade fictícia qualquer

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Cais da Ilha de Genebra

 

By |2018-04-24T15:43:12+00:0022/04/2018|Categories: Cenas das Cidades|Tags: |6 Comentários

6 Comments

  1. Denise Barreto 20/07/2018 em 10:27 - Responder

    Obrigada por compartilhar este conto! Quantos de nós temos universos em nossos íntimos, tão complexos que poderiam render incríveis viagens? Abraços!

    • Analuiza Carvalho 20/07/2018 em 11:42 - Responder

      Oi Denise… tem toda razão, olhar para dentro de nós mesmos já é uma viagem das mais extraordinárias. Obrigada por ter lido! bjs

  2. Camila Latorre 20/07/2018 em 19:19 - Responder

    Que história! Fiquei curiosa pra saber mais sobre esse rio. Engraçado que como leitora, as vezes, me sinto tão emergida na história que parece que conheci o lugar. Deve ser meio que isso rsrs

    • Analuiza Carvalho 21/07/2018 em 14:18 - Responder

      oi Camila… eu te entendo perfeitamente! Também me misturo às histórias que eu leio, como se fizesse parte delas e conhecesse os lugares e personagens. Também fiquei super curiosa para saber mais a respeito deste rio já morto. 🙂 bjinhos

  3. Mariana 23/07/2018 em 03:57 - Responder

    Que conto mais lindo! Não só por ser um homônimo, mas assim como a minha xará às vezes eu também sinto que preciso de silêncio para desbravar meus vários mundos interiores. Coisa de gente introvertida. Vou mergulhar nos próximos contos. Adorei!

    • Analuiza Carvalho 23/07/2018 em 17:49 - Responder

      Oi Mariana… fico tão, tão feliz que tenha lido e gostado! A sua homônima tem mesmo um riquíssimo mundo interior! Gostei de saber que você também. Coisas lindas surgem de pessoas assim! 🙂 Me conte depois o que achou dos outros contos. beijocas

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