Continuamos PERCORRENDO as VEIAS do Porto em PORTUGAL

Continuamos percorrendo as veias do Porto: a cada passo eu me sentia mais e mais encantada. Deixamos a Estação de São Bento e subimos a Avenida D. Afonso Henriques em direção à Ponte de D. Luís I. Era nosso primeiro dia no Porto e estávamos iniciando a nossa comunicação e breve convivência com esta bela cidade. Não havia pressa!

A previsão do tempo dizia que teríamos temporal para os próximos dias. Por conta disso, decidimos aproveitar a bela manhã para caminharmos pelo Porto, vendo-a através de suas expressões exteriores, antes de experimentá-la mais a fundo.

Avenida Dom Afonso Henriques

Pela Vímara Peres continuamos percorrendo as veias do Porto

Avenida Dom Afonso Henriques – Torre dos Clérigos ao fundo

Pela Vímara Peres continuamos percorrendo as veias do Porto

Avenida Dom Afonso Henriques com a Sé ao fundo

O dia estava claro, frio e o céu azul. Turistas falando línguas diversas e tripeiros, os naturais do Porto, circulavam para todo lado, mas a atmosfera vigente era tranquila e plácida.

Está no longínquo passado, lá no século XV, a explicação para a denominação tripeiro: as melhores carnes dos animais eram salgadas e dadas aos navegadores, como forma de incentivo para os homens partiam em busca da conquista de Ceuta, restando para a população apenas as tripas.

Até hoje as tripas são um prato popular na cidade. Léo o desejou e nós procuramos muito, tanto no Porto quanto em Vila Nova de Gaia por esta iguaria local, mas infelizmente tem dia certo para que os restaurantes sirvam e, portanto, ele não teve sorte.

A avenida D. Afonso Henriques é larga, enladeirada, moderna e dela podemos avistar toda a Praça Almeida Garrett, a Torre dos Clérigos ao fundo, além de passarmos ao largo da Sé, a Catedral do Porto. O nosso objetivo era alcançarmos a Ponte de D. Luís I.

Não tínhamos, entretanto apressuramento. Muito pelo contrário, o caminho prendeu toda a nossa atenção e um passo após o outro fomos cortejando os arredores.

A beleza da Rua Chã

Pela Vímara Peres continuamos percorrendo as veias do Porto

Belo casarão na Rua Chã

Ao alcançarmos a Rua Chã, quase no topo da Avenida D. Afonso Henrique, em frente à sinaleira, um som chamou à minha atenção: de um lindo prédio, pichado, com muitas janelas e sacadas, repleta de azulejos, precisando de cuidado, mas com a beleza ainda ali presente, vinha o som solitário de um trompete, que enchia todos os espaços e nos alcançou.

Não me lembro de quanto tempo ficamos naquela esquina, absorvidos pelo som e pela imagem daquele antigo casarão. Na calçada, jovens pintores tentavam desenhar, imortalizar com canetas coloridas, o que viam e sentiam. Estavam em um mundo muito particular. Seguimos em frente, continuamos percorrendo as veias do Porto.

O charme da Avenida de Vímara Peres

Pela Vímara Peres continuamos percorrendo as veias do Porto

Avenida de Vímara Peres

Pela Vímara Peres continuamos percorrendo as veias do Porto

As joias da Avenida de Vímara Peres – número 70 com loja de cortiças no andar inferior

Atravessamos a rua e entramos na Avenida de Vímara Peres, que leva esse nome por conta de um personagem português que viveu no século IX, cristão herói da Reconquista, quando foi enviado à região do Douro para expulsar os Mouros.

A Vímara Peres tem formosíssimos casarões em vários estilos: uns mais conservados, enquanto outros mostrando escancaradamente os seus anos vividos.

Um em especial prendeu o meu olhar: o número 70, com janelas de madeira, algumas apodrecidas chorando por cuidados, vidros faltando em outras, paredes nuas, grades de ferro ornando a sacada. A beleza estava ali, gritante, mesmo com toda a decadência corrente do local.

Embaixo há uma loja de cortiças, produto típico no país, responsável por mais de 50% da produção mundial. Dizem que a aparência de um pedaço de cortiça vista no microscópio parece favo de mel.

Fato é que Porto transforma cortiça em uma coleção enorme e variada de peças. Conversando aqui e acolá, fiquei sabendo que eles estão cada vez mais preocupados com os acabamentos e sofisticação dos produtos, que ainda são feitos, em sua maioria pelo menos, de maneira artesanal.

É impressionante a criatividade e quantidade de artigos, para todo gosto e bolso feitos com esse material: desde jogos americanos, porta-copos e sombrinhas até moveis e bijuterias.

Mais um pouco da Avenida de Vímara Peres

Pela Vímara Peres continuamos percorrendo as veias do Porto

Avenida de Vímara Peres com loja de souvenir à esquerda da foto e a Casa da Guitarra no prédio verde arredondado à direita da foto.

Na Vímara Peres vimos ainda um Posto de Informações Turísticas e uma lojinha de souvenires, atulhada de todo tipo de tranqueirinhas que muito turista gosta de comprar. Isso sem falar na Casa da Guitarra, um projeto que nasceu em 2012, para a promoção dos cordones tradicionais portugueses, um instrumento de corda. O lugar promove concertos, exposições, aulas de música  e workshops.

Deixando a Avenida de Vímara Peres para trás

Pela Vímara Peres continuamos percorrendo as veias do Porto

Da Avenida de Vímara Peres avistamos a Ponte de Luís I, a muralha Fernandina e Vila Nova de Gaia.

Além disso, daqui conseguimos avistar a Ponte de Dom Luís I e a muralha Fernandina, nosso destino nesse dia no Porto, além de uma nesga de Vila Nova de Gaia. Seguimos em frente em nossas explorações por essa cidade que eu já queria me apoderar e chamar de minha.

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Continuamos percorrendo as veias do Porto em Portugal

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By |2018-08-06T12:37:15+00:0026/01/2017|Categories: Europa, Porto, Portugal|Tags: , |3 Comentários

3 Comments

  1. […] a Ponte Luíz I, ou a Ponte de Dom Luís I, como é comumente conhecida, através da atraente Avenida Vímara Peres com seus belos casarões cheios de estilo e personalidade forte. O dia seguia frio, com céu azul, […]

  2. Amilton 07/08/2018 em 16:32 - Responder

    Nossa, que delicia de passeio… me senti passeando por essas ruas com vc! Abs

    • Analuiza Carvalho 07/08/2018 em 17:48 - Responder

      Que bom Amilton… a ideia é exatamente esta: levar as pessoas conosco em nossas andanças! 🙂 Que bom que você veio! 🙂

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