Campo dos MÁRTIRES da PÁTRIA

O Campo dos Mártires da Pátria, antiga Cordoaria do Porto, hospeda belíssimo prédio da antiga Cadeia de Relação da cidade, que hoje abriga o Centro Português de Fotografia. Esse espaço ficava fora das Muralhas Fernandinas e muito, muito tempo atrás era coberto de Oliveiras.

O Campo dos Mártires já foi conhecido pelo nome de Largo do Olival, por conta das oliveiras e Cordoaria, por causa do grande número de cordoeiros que se instalaram bem aqui.

O título atual deve-se ao testemunho do campo ao enforcamento de homens e mulheres, considerados conspiradores, por lutarem pelo fim do jugo miguelino, em 1829.  O jardim que fica em frente recebeu o nome de Jardim João Chagas.

Largo de Amor de Perdição: Amor e Morte, Histórias do Porto

Campo dos Mártires

Amor de Perdição

A margem do Campo dos Mártires é denominada Largo de Amor de Perdição e ali encontramos uma escultura de um homem vestido, abandonado à sua paixão avassaladora, abraçando uma jovem nua.

É um tributo ao escritor Camilo Castelo Branco, autor de Amor de Perdição, uma história de amor intenso, desvairado, enlouquecedor e ensurdecedor, que o autor escreveu quando esteve preso na Cadeia da Relação, acusado de adultério por seu célebre caso com Ana Plácido.

A história foi inspirada em fatos reais, vividos pelo tio paterno de Camilo, preso por homicídio nesta mesma cadeia e que morreu de amor.

O romance faz parte da segunda fase do romantismo, carregado nas tintas e supervalorização do sentimento do amor, com traços de sarcasmo e tons ácidos atirados contra a sociedade da época e seus preconceitos. Foi o maior sucesso de Camilo, o que o teria incomodado e muito.

O escritor suicidou-se em sua casa, com um tiro na têmpora, tendo agonizado ainda por algumas horas, por não aceitar a cegueira, resultado da sífilis. Era então, casado com Ana Plácido.

By |2018-03-07T00:56:36+00:0012/03/2017|Categories: Porto|Tags: , |1 Comentário

Um Comentário

  1. […] Com o crescimento e reurbanização da cidade, muitos foram deslocados ou destruídos, mas ainda é possível encontrar aqui e acolá os chafarizes sobreviventes a exemplo do Chafariz da Rua das Taipas, construído em 1772 pelos moradores do Postigo das Virtudes, encarregado do abastecimento de água da zona da Cordoaria. […]

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