As ALMINHAS da Ponte no Cais da RIBEIRA:

Depois de almoçarmos na Casinha São João, fomos explorar o bairro da Ribeira, que faz parte do Centro Histórico do Porto, sendo uma das zonas mais antigas da cidade, declarada Patrimônio Mundial da Unesco. Partimos para encontrar as alminhas da Ponte no Cais da Ribeira.

Embora Porto tenha nascido na região da Sé, logo surgiram as populações ribeirinhas, aos pés do Douro, mas parece não haver dados precisos sobre em que século isso teria acontecido, embora se saiba que os romanos construíram por aqui estruturas portuárias.

Com a ocupação ribeirinha, onde o rio da Vila desembocava no Douro, Porto passou a ser constituída pelas zonas alta e baixa, interligadas por um tecido urbano formado por vielas e escadarias. Já no século XIV o rio da Vila foi encanado e corre subterrâneo sob as ruas de Mouzinho da Silveira e São João.

Há um projeto, com expectativa de ser concluído em 2018, para que passeios possam ser realizados pelos subterrâneos dessa região, onde passa o rio e há vestígios da ocupação romana.

O Cais da Ribeira

As ALMINHAS da Ponte no Cais da RIBEIRA

Cais da Ribeira

As ALMINHAS da Ponte no Cais da RIBEIRA

Cais da Ribeira

As ALMINHAS da Ponte no Cais da RIBEIRA

Restaurantes, bares e artesanato: cais da Ribeira

As ALMINHAS da Ponte no Cais da RIBEIRA

Cais da Ribeira – feira de rua

As ALMINHAS da Ponte no Cais da RIBEIRA

Cais da Ribeira – feira de rua

As ALMINHAS da Ponte no Cais da RIBEIRA

Lembranças do Porto

As ALMINHAS da Ponte no Cais da RIBEIRA

Movimento constante de pessoas no cais da Ribeira

As ALMINHAS da Ponte no Cais da RIBEIRA

O cais da Ribeira sob a iluminação noturna com a Ponte de Dom Luís I ao fundo e o Mosteiro da Serra de Pilar em Gaia

Saímos caminhando pelo cais da Ribeira, cujo calçadão está repleto de restaurantes, bares, lojas de lembranças do Porto e artesanato, sob os arcos do que sobrou da antiga muralha fernandina e até uma feira de rua vendendo objetos diversos como xales e aventais de cozinheiro, além dos tradicionais panos de prato portugueses.

Depois de ver Porto do alto, através da Ponte de Dom Luís I e do pátio do Mosteiro da Serra de Pilar, onde tivemos vistas magníficas, percebemos que este cenário, observado de tal maneira, de dentro, é tão bonito quanto de longe.

O cais da Ribeira é uma profusão de gente, de informação, de ritmo e movimento. Talvez seja um dos lugares mais intensos do Porto, sem, entretanto ser enervante ou tumultuado. Durante nossos dias na cidade, passamos por aqui algumas vezes para ver o rio sob influência de diversas luzes.

As Alminhas da Ponte no Cais da Ribeira

As ALMINHAS da Ponte no Cais da RIBEIRA

Casas de muitos estilos na cais da Ribeira

As ALMINHAS da Ponte no Cais da RIBEIRA

O altar das Alminhas da Ponte

Alcançamos o altar das Alminhas da Ponte: esse baixo relevo esculpido em bronze em 1897, homenageia as cerca de 4.000 pessoas que morreram em Março de 1809, quando tentavam fugir da invasão francesa, sob as ordens de Napoleão Bonaparte, atravessando a ponte das barcas.

Projetada por Carlos Amarante em 1806, vinte barcas ligadas umas às outras por cabos de aço faziam as vezes de ponte para a travessia de pessoas e de mercadorias de uma ponta a outra do rio Douro.

Sob o peso e desespero da população, a referida ponte não aguentou e as pessoas morreram afogadas em um rio Douro que não corria suavemente como hoje, sendo, ao contrário, agitado.

É comum vermos flores e velas no altar, colocadas por cidadãos que não querem deixar que esta tragédia caia no esquecimento do adormecer do passado.

By |2018-03-07T00:56:52+00:0005/02/2017|Categories: Porto|Tags: |3 Comentários

3 Comments

  1. […] lá de cima era muito bonito e nos possibilitou uma vista ampla de 360 graus: vislumbramos o Rio Douro, o Centro do Porto, a Rua de São Bento e o Campo Mártires da Pólvora, lugares que havíamos […]

  2. […] As Alminhas da Ponte […]

  3. […] um dos tradicionais pratos portuenses: tripas à moda do Porto. Saímos então peregrinando pelo Cais da Ribeira no Porto e pela orla de Vila Nova de Gaia em busca da tal tripa, perguntando em todos os […]

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