A Rainha DESCALÇA de Ildefonso FALCONES

A cidade de Sevilha no século XVIII. Duas mulheres: a negra Caridade e a cigana Milagros. Estas são as três personagens principais de A Rainha Descalça, livro de Ildefonso Falcones. O premiado escritor espanhol é um de meus autores contemporâneos favoritos.

Numa tarde fria…

O bairro sevilhano de Triana ficava outro lado do rio Guadalquivir, fora das muralhas da cidade.

Passeando por Girona, encontramos uma livraria onde comprei La Reina Descalza

Numa tarde fria de outono, Leo e eu caminhávamos pelas ruas de Girona, na Cataluña, quando encontramos uma pequena livraria, dessas meio bagunçadas, sem muita ordem, com livros para todo canto. Durante um par de horas,  ficamos perdidos por ali, escolhendo títulos e conversando com o simpático dono sobre literatura, sobre o mundo, sobre cultura.

Isso aconteceu no ano de 2014 e desde então, A Rainha Descalça habita minha estante de livros. Agora, em 2020, nós voltamos à Sevilha, cidade que tínhamos visitado em 2011. Era chegada a hora de conhecer esta rainha sem sapatos.

projeto [8 on 8] deste mês de abril, tem como tema “Filmes, livros, shows e cenários”. Por isso eu decidi contar a história de Milagros e de Caridade que durantes muitos dias, semanas, me fez viajar para esta antiga Sevilha, enroscada no sofá de casa, querendo a todo momento saber o que viria em seguida, lendo as páginas com avidez, curiosidade e muita tensão.

O Projeto 8 on 8

O [8 on 8] é um projeto coletivo formado por mulheres incríveis que propõe uma viagem através de imagens que representam um determinado tema definido mês a mês. O recorte de um lugar está intimamente ligado à maneira como os indivíduos olham, sentem e interpretam o mundo a sua volta.

Olhar uma imagem causa um misto de emoções. Imagens são fontes de inspiração e permitem ao seu observador as mais variadas sensações e interpretações.

A história

A Rainha Descalça de Ildefonso Falcones

A Rainha Descalça é uma história larga, intensa, dolorida, cheia de amizade e amor. Estas duas jovens mulheres, Caridade e Milagros, não poderiam ser mais diferentes uma da outra: personalidades, roupas, maneira de tratar a vida e de serem tratadas por ela.

Contudo, a amizade brota genuína de seus corações, quase de maneira imediata. As diferenças só potencializam ainda mais o carinho e afeição que surgiu entre ambas.

O cotidiano na empobrecida Sevilha daqueles anos, as escolhas e omissões de cada uma e até mesmo os caminhos que a vida lhes impõe, serão difíceis testes para estas duas mulheres. Aviso: acompanhar o desenrolar de suas existências não será fácil. Chorei e senti raiva muitas vezes.

Al outro lado del Guadalquivir…

No Porto de Cádiz, 7 de janeiro de 1748, Caridade, negra, linda, raptada em algum país do continente africano, passou a vida inteira como escrava nos campos de tabaco de Cuba. Acabara de receber sua carta de alforria, mas não sabia o que fazer com esta liberdade.

Em Triana, o bairro cigano de Sevilha, 2 de fevereiro de 1748, Milagros, muito jovem ainda, bonita e impetuosa, acredita que o mundo está aos seus pés. Passou toda a sua vida daquele lado do rio, morando com seus pais e seu avô materno, relativamente livre.

                                                                                                                                                   “O bairro sevilhano de Triana ficava do outro lado do rio Guadalquivir, fora das muralhas da cidade. Se comunicava com a cidade através de uma velha ponte muçulmana construída sobre dez barcas ancoradas ao leito do rio e atadas por grossas correntes de ferro e vários cabos estendidos de um lado a outro.

A Rainha Descalça de Ildefonso Falcones

“O bairro sevilhano de Triana ficava outro lado do rio Guadalquivir, fora das muralhas da cidade”

Caridade e Milagros

Caridade tem uma natureza serena, adaptável, mas forte, resistente. Por onde ela passa, desperta desejo e estranheza por sua pele muito negra. Aos poucos, a cada experiência, ela vai libertando sua alma da escravidão. É tão bonito de acompanhar!

Uma das personagens mais interessantes de La Reina Descalza.

Caridad era una esclava y los esclavos no sufrían, ni siquiera pensaban, trabajaban tan solo (…)

Milagros desafia os pais, desafia a vida e paga o preço. Alto, muito alto! Seu orgulho, quando a conhecemos dita seus caminhos, ordena suas escolhas. De coração generoso, ela acredita que o futuro é bonito e perfeito, que nada de errado poderá acontecer. A menina acredita na justiça.

Mesmo sendo ainda muito jovem, ela também desperta a lascívia, mas se diverte com isso. A cigana dá título ao livro.

Milagros, bella, altiva, decidida (…). Sus ojos refulgían irradiando sensualidad (…)

O bairro sevilhano de Triana ficava outro lado do rio Guadalquivir, fora das muralhas da cidade.

As duas mulheres sofrem ao longo das páginas, dos capítulos… Muito! Ildefonso descreve cenas tão angustiantes, torturantes que inúmeras vezes eu chorei. Com cada uma destas mulheres e por cada uma delas. Que mundo era aquele?! Que Sevilha injusta, desumana, bruta…

Caridade e Milagros são mulheres num mundo cruel. O mais bonito?! O quão profundo é o impacto que uma causa na outra.

A vida em Triana

Caridade foi morar em Triana, mas é uma estranha, com sua pele muito negra, suas roupas de escrava, seu olhar sempre baixo. Ela chama a atenção quando caminha pelas ruas, mas não é vista com bons olhos pela comunidade, ela não é um deles. A morena, como passa a ser chamada, foi hostilizada ou ignorada vezes sem fim.

Embora comece a viver entre os ciganos, somente Milagros a aceitou de fato, a acolheu e defendeu, com a alma gentil dos puros que acreditam na justiça. As consequências de sua ações são desastrosas!

A introspecção, semblante triste e aparente apatia de Caridade forma um contraste intenso com a alegria e o fervor dos gitanos que habitam aquele lado do rio e da própria Milagros.

Ali, constantemente escutamos os risos das crianças, o farfalhar das saias coloridas das mulheres, os sons dos ferreiros. Ouvimos ainda a alegria dos bailes ciganos com seus fandangos e seguidillas. Sentimos também o aroma do vinho e percebemos o orgulho daquele povo.

                                  “Por esta misma noche, la fiesta se alargó (…).

                                                                (…) fandangos y seguidillas sonaron y se bailaron al resplendor de una hoguera. Corrió el vino e el tabaco“.

Em Triana, os ciganos se abrigavam em famílias – García, Vega, Carmona… Possuíam suas próprias leis: ali instalavam seus tribunais, julgavam e condenavam, como bem sabe Milagros. Uma raça cheia de orgulho com grande capacidade de adaptação, mas não de assimilação.

Seguiram fechados em suas crenças e estilo de vida, embora desenvolvendo muitos mecanismos para conseguirem sobreviver em território sevilhano.

A vida cotidiana na Espanha

Prisões, estupros, desilusões, torturas, resistência, força, superação, amor, amizade, esperança, renascimento. Através da vida cotidiana de Caridade e Milagros, além de sua mãe Ana, de seu avô Melchor e da comunidade cigana nós vamos conhecendo a sociedade espanhola daqueles tempos.

Não apenas os usos e costumes dos ciganos, como também dos payos (não-ciganos, os brancos) nobres e plebeus, ricos e pobres, incluindo diversos segmentos atuantes como o clero, através das variadas vertentes da Igreja Católica, a (in)justiça do rei e dos responsáveis pela segurança nas cidades.

Uma comunidade separatista e preconceituosa.

Os diversos personagens de A Rainha Descalça enveredam pelos grandes acontecimentos dos anos de 1700, como a Redada, quando os ciganos em território espanhol foram presos em massa e passaram anos em sofrimento.

A narrativa de Falcones

A narrativa de Falcones é forte, fluida e envolvente. As cenas descritas são repletas de minúcias e pormenores, profundas em emoção. Sem esforço, viramos personagens ocultos de sua história, testemunhas oculares das vidas daquelas pessoas.

Percebi-me andando por Triana, consolando Caridade, bailando com Milagros, batalhando com Ana, apoiando a Melchor. Os personagens de Falcones são humanos, cometem erros, mas possuem honra, são sobreviventes e por isso mesmo, nos arrebatam, nos conquistam. Dias após terminar de ler A Rainha Descalça. eu ainda pensava em cada um deles.

Uma bonita história

O fim desta história é muito bonito. Emocionante! Entretanto, até o ponto final, permaneci aflita e apreensiva, pelos já muito queridos personagens. O que mais pode acontecer com eles Falcones, Deus desta história, me perguntava a medida que fim se aproximava. O autor manteve ritmo e suspense.

Canta, morena!

Caridade foi aos poucos se tornando minha personagem favorita. Da moça de olhos cabisbaixos, submissa, perdida, de alma ainda aprisionada nos campos de tabaco em Cuba, à mulher forte, sensata, apaixonada. Uma transformação tão profunda, construída sem pressa, a cada experiência, a cada agrura vivida, a cada felicidade experenciada. Caridade me comoveu muito!

Canta, morena!

Espanha no século XXI

O bairro sevilhano de Triana ficava outro lado do rio Guadalquivir, fora das muralhas da cidade.

Triana, o antigo bairro cigano de Sevilha

Sevilha, alguns dias de setembro de 2011. Estávamos em Triana, o famoso bairro cigano. As ruas estavam desertas, pouca coisa aberta, o silêncio era a música reinante. O calor era acachapante. Caminhamos pela orla do rio, avistei Sevilha do outro lado…. Onde estavam os sons alegres dos bailes ciganos?! Saias, volteios e guitarras?! Lamentos e alegrias?!

Quando voltamos a atravessar a Ponte Isabel II deixando Triana para trás, não voltamos mais durante os dias em que estivemos na cidade. Sentia profunda decepção pelo que não encontrei.

Sevilha, alguns dias de fevereiro de 2020. Estávamos em Triana, do outro lado do Rio Guadalquivir, que ficava fora das muralhas da cidade. As muralhas já não existem há muito tempo. As ruas estavam movimentadas: idosos, crianças, homens, mulheres, moradores e turistas…

Havia leveza no ar, simpatia. Havia bater de taças de vinho, o aroma de tapas andaluzes, os sons flamencos: guitarras e tacóns soavam aqui e acolá. Triana estava viva, sua alma estava vibrante e eu, eterna bailaora de fandangos e seguidillas,  me apaixonei perdidamente!

Revisitamos o bairro inúmeras vezes neste inverno. Almoços, jantares, visitas, conversas…. Em nossa última noite na cidade, sentamos na orla do Guadalquivir, em Sevilha e ficamos namorando o antigo bairro dos gitanos.

Como brilhava e estava bonita então.

Os meus já distantes tempos de bailaora…

Milagros?! Caridade?!

Busquei por Caridade, Milagros, Ana e Melchor…. Ouvi sim seus sussurros, seus ecos, escutei seus risos e choros. O que eles diriam de Triana hoje, se pudessem estar todos ali?! Gostariam ou não?!

As muralhas de outrora, que cercavam Sevilha, já não existem. Triana, contudo, segue sendo um lugar à parte – al outro lado del Guadalquivir – com ritmo e atmosfera próprios, como se ainda carregasse os murmúrios do passado, uma energia forte, marginal que se incorporou aos dias atuais, modernos.

Entretanto, Triana já não é o que foi. Mudou, seguiu seu rumo, desde a dramática expulsão dos judeus pelos reis católicos no século XV, desde os tempos de Caridade e Milagros em que aconteceu a triste Redada no século XVIII, desde aquele dia de verão em que eu estive lá, quase uma década atrás.

Desta vez eu enxerguei Sevilha de outra maneira. Ter conhecido Milagros e Caridade mudou completamente meu olhar sobre a capital da Andaluzia. Mesmo sendo apenas uma turista ocasional, olhar seu passado, através do cotidiano destes personagens naquelas muitas páginas de A Rainha Descalça, me ajudou a construir nova relação com a cidade, especialmente com Triana.

Aí está a magia dos livros de Falcones. Ele nos liga de modo especial às cidades.

A Rainha Descalça não é meu livro preferido de Ildefonso Falcones, mas esta é mais uma das grandes histórias do autor espanhol!

Observando o entardecer olhando para Triana

O autor

Ildefonso Falcones nasceu em Barcelona em 1959. Advogado, ainda exerce a profissão na cidade catalã. Casado, o autor é pai de 4 filhos. Seus livros já ganharam vários prêmios, traduzidos para mais de 40 países, tornando-o um dos autores espanhóis mais difundidos no mundo.

A Rainha Descalça

Autor: Ildefonso Falcones (Espanha)

Editora: Penguim Random House

Números de Páginas: 747

FIM

Leia também os outros textos do projeto 8 on 8, 8 com o tema “Filmes, livros, shows e cenários”:

Destinos por onde andei… – Filmes para viajar no sofáTravel Tips Brasil Festival de música e viagem – shows pelo mundo Viajante Econômica – A Ponte dos Espiões: palco de filmes da Guerra Fria Chicas Lokas – 15 filmes de animação em cenários incríveis no mundo realO Berço do Mundo – Livros para viajar sem sair de casa | Mulher Casada Viaja – Viajar sem sair de casa: filmes gravados na Toscana | Entre Polos – Viajar Sem Sair de Casa

Quer conhecer outro livro cujos personagens principais são mulheres?! Então clica no link bem aqui abaixo!Cais da Ilha de Genebra+ Nós que nos amávamos tanto

Venha espiar este mundão lindo comigo pelas redes sociais. 

Siga o Espiando pelo Mundo nas redes sociais: FacebookInstagramTrip Advisor

O bairro sevilhano de Triana ficava outro lado do rio Guadalquivir, fora das muralhas da cidade.              O bairro sevilhano de Triana ficava outro lado do rio Guadalquivir, fora das muralhas da cidade.

Clicando em qualquer uma das duas imagens logo aqui acima Cais da Ilha de Genebra A Rainha Descalça de Ildefonso Falcones ficará guardado em seu perfil no  Pinterest🙂

Para mais inspirações e histórias de viagem siga o perfil do Espiando pelo Mundo no Pinterest.

A Rainha Descalça de Ildefonso Falcones

Se você, meu caro viajante, gostou de conhecer A Rainha Descalça de Ildefonso Falcones, compartilhe em suas redes sociais para que os amigos leiam também! 🙂 

Os botões de compartilhamento estão aqui abaixo.

Cais da Ilha de Genebra

 

By |2020-04-11T14:09:22+00:0008/04/2020|Categories: O Mundo nos Livros|Tags: , , |30 Comentários

30 Comments

  1. Mariana Menezes 08/04/2020 em 15:56 - Responder

    Oi Ana! Adorei o seu relato do livro e gostei de saber como ele entrou na “sua história”. Acho que os títulos que a gente descobre em livrarias locais tem mais graça né? Confesso que há muito não faço isso. Compro meus livros pelo Kindle, mais por praticidade e falta de espaço mesmo. Mas não deixo de entrar em livrarias, principalmente as mais antigas. Sabe que quando estive em Victoria no fim do ano passado entrei em uma livraria que era uma graça. Sempre acabo descobrindo livros novos e a minha lista sempre aumenta.
    Fiquei curiosa com a história de Caridade e Milagros. Mais um para a interminável lista? Rs
    Beijos, Mari

    • Analuiza Carvalho 09/04/2020 em 11:09 - Responder

      oi Mari… eu gosto do papel, gosto de passar as páginas. Até tenho o kindle, mas ainda sigo sendo muito old school em minhas leituras. Talvez por já utilizar tantos aparelhos eletrônicos… Conhecer livrarias é uma paixão. Vistei até em destinos cujo alfabeto não me dizia absolutamente nada como na Rússia. Tenho tido magníficos encontros nestes ambientes que eu amo. Boas conversas, descobertas de novos títulos… Bom saber que em Victoria tem uma fofa livraria! Espero que um dia você possa conhecer de perto Caridade e Milagros. bjuus

  2. Ruthia Portelinha 09/04/2020 em 06:50 - Responder

    O bairro de Triana continua bastante vibrante, mas uma tarde do seu Verão abrasador não é a altura ideal para perceber isso. Ainda bem que vc voltou no Inverno. Deambulou pelos bares do flamenco? Dizem que é ali que a dança/música continua mais forte, mais viva.
    Regressei a Sevilha no ano passado, para apresentar a cidade ao meu filho, a Giralda, o belíssimo Real Alcazár, as suas “setas” gigantes, e ele pôde assistir, pela primeira vez, a essa manifestação artística única que é o flamenco. Acho que personifica a alma andaluza… vc já dançou? Onde? Quando? Teve aulas?
    Li uma ou outra obra de Falcones e gostei bastante da sua narrativa. Agora fiquei super curiosa com a Rainha Descalça, ler na língua original deve dar outra vivacidade e ritmo à história.
    Grata por este momento de evasão…
    Mil beijos

    • Analuiza Carvalho 12/04/2020 em 13:02 - Responder

      oi Ruthia, querida… acredito, por toda a experiência que vivi em Sevilha naquele verão em que perambulamos pela Andaluzia, que a “alma” que não encontrei em Triana não se deve ao calor insuportável que faz nesta altura. Tinha algo de menos… Não fomos, neste inverno aos bares de flamenco, nem em Triana e nem em Sevilha (o fizemos naquele verão inúmeras vezes) por conta dos horários: as funções começavam quase sempre tarde da noite, com exceções.

      Como o objetivo desta volta a Sevilha era a maratona da cidade, os dias começavam muito cedo e as noites para o descanso.

      Dancei flamenco e gallego (dança típica da região da Galícia) por uns 7 anos. Tinha aulas e muitas apresentações públicas ao longo do ano. Lembro com amor e saudades dessa época e penso um dia voltar a bailar!

      Que livro você leu de Falcones?! Além de A Rainha Descalça, li também A Mão de Fátima (espetacular) e A catedral do Mar (meu preferido). Ele já tem mais uns dois publicados, mas ainda estão caros. Sim, sempre que possível leio na língua original. Pena que só o consiga em 2 idiomas. Se tenho um sonho de consumo, é falar muitos idiomas, mas isso, deixei para a próxima vida. 🙂 bjus

  3. Denise Barreto da Silva 10/04/2020 em 17:18 - Responder

    Fiquei curiosa pra ler este livro. Também sou do tipo que me envolvo e sofro com as personagens que se tornam pessoas íntimas a cada página. Beijos!

    • Analuiza Carvalho 11/04/2020 em 14:05 - Responder

      Este envolvimento é uma delícia né?! Como viajamos em companhia de tantos personagens!!!! 🙂

  4. Gabriela Torrezani 13/04/2020 em 06:30 - Responder

    Já fiquei com muita vontade de ler a Rainha Descalça… e de voltar pra Sevilha, passear por Triana. Que cidade linda!

    • Analuiza Carvalho 13/04/2020 em 14:15 - Responder

      Vale muito esta leitura. Falcones é um grande escritor e seguramente você voltará a Sevilha e Triana, mas como mensageiro de tempos passados, o autor te levará a uma cidade que já não existe, mas que agradará conhecer.

  5. Victoria 13/04/2020 em 12:26 - Responder

    Que livro interessante e cheio de história! Já coloquei na minha bucket list e vou ler em breve. A Rainha descalça parece ter um enredo super envolvente.

    • Analuiza Carvalho 13/04/2020 em 14:13 - Responder

      Sim, Victoria… Falcones escreve muito bem, tem narrativa atraente e forte, o que nos leva a um grande envolvimento com suas histórias. Vale conhecer cada uma delas.

  6. Fernanda Scafi 13/04/2020 em 14:16 - Responder

    Estive em Sevilha por um dia só lá em 2006 e não vejo a hora de voltar e explorar mais da cidade! E quando a gente já se conecta com a cidade por livros, filmes e séries antes da viagem, tudo fica com um gosto ainda mais especial, não é? A gente já conhece e entende melhor tudo o que vamos ver ao vivo! Obrigada pela dica de livro!

    • Analuiza Carvalho 13/04/2020 em 16:42 - Responder

      Bem isso Fer, bem isso… tomara que você volte tão logo seja possível para esta incrível região. 🙂

  7. Marcia M Picorallo 14/04/2020 em 10:27 - Responder

    Ana, que sugestão legal de leitura, seja para curtir antes ou depois de uma viagem a Sevilha. Acho muito curiosa a questão de personagens femininas principais sendo concebidas por homens, mas pelo jeito o autor conseguiu um ótimo resultado.
    É tão legal passear por lugares que visitamos antes por histórias, dá uma sensação de encontrar velhos amigos, de uma forma íntima e secreta. Sempre falo pra minha filha que mesmo adultos têm amigos imaginários, de certa forma.
    Não morro de amores pela Espanha, mas se pudesse escolher uma única região pra visitar, com certeza seria a Andaluzia!

    • Analuiza Carvalho 14/04/2020 em 11:15 - Responder

      oi Marcia… Sim, considero que Falcones construiu um interessante universo feminino, mas percebemos, que foram personagens criadas por um homem. A sua visão, como não podia deixar de ser, está bem presente. De todo modo, o resultado é positivo e com muito de nós. 🙂

      Eu tenho milhares de amigos imaginários. Eles convivem comigo durante um tempo, mesmo depois que encerro uma leitura, um filme ou serie. Inevitável! rsrsrs Compartilho do seu não amor intenso pela Espanha, mas a Andaluzia é uma região forte, intensa, espetacular. Vale sim, uma visita de muitos dias. Tanto que eu quero muito voltar! 🙂 bjus

  8. Zudi 14/04/2020 em 15:19 - Responder

    Ana, já me apaixonei pelo livro antes mesmo de ler. A Espanha é um dos meus países preferidos no mundo e recentemente vi um documentário sobre ciganos que me deixou entusiasmada para conhecer mais. Além disso, protagonistas femininas são sempre apaixonantes, não é mesmo? Certamente lerei, bjs

    • Analuiza Carvalho 15/04/2020 em 10:06 - Responder

      Leia sim, e me conte o que achou! Eu também adoro livros com protagonistas femininas, cujo universo costuma ser muito rico! 🙂 Qual o nome do documentário?! bjs

  9. Cecilia Beu 14/04/2020 em 16:43 - Responder

    Ana, imagino a emoção de estar no bairro que em viveram Milagros e Caridade. Ainda não conheço Sevilha e está na minha lista ir pra lá. Por sinal, vocês tiverem muita sorte de ter viajado antes que a Pandemia do Covid19 se espalhasse pela Espanha. E adorei ter conhecido vocês pessoalmente no voo de ida para a Espanha. Um país que me surpreendeu muito. Espero poder voltar lá em breve. beijos

    • Analuiza Carvalho 14/04/2020 em 17:38 - Responder

      oi Cecilia… sempre penso nisso! Tivemos sorte não foi?! Podíamos ter a viagem cancelada ou pior, fechado as fronteiras com a gente lá. Vá sim à Andaluzia asap, porque a região é a mais incrível da Espanha em minha opinião. 🙂

      Foi sensacional buscar por Milagros e Caridade em Triana. Encontrei seus sussurros, mas me apaixonei pela Triana de agora. Coisa rara me apaixonar pelo presente em detrimento ao passado. 🙂

      Até hoje acho surpreendente nosso encontro! bjs

  10. GISELE PROSDOCIMI 17/04/2020 em 04:01 - Responder

    Que maravilhoso, Analuiza, rever a cidade e mudar o olhar a partir deste livro denso, envolvente e inspirador, como você bem descreveu.
    Esta relação entre as histórias e os cenários onde eles se passam, são uma das coisas mais fascinantes que encontramos nos livros, e que bom que você pôde conferir Sevilha antes e depois desta rica leitura.
    Tenho certeza de que este livro comprado há anos, nunca mais sairá de sua biblioteca, pois é a partir desta experiência, mais um dos souvenirs de viagens que te farão sempre recordar de Sevilha e das personagens que tanto te encantaram.
    Grande beijo, amei a dica.

    • Analuiza Carvalho 18/04/2020 em 11:19 - Responder

      oi Gi… esta mistura de ficção, realidade, viagem me arrebata! Caminhar de novo por Sevilha, especialmente por Triana, na companhia de Milagros e Caridade, de tudo o que elas me ensinaram foi mesmo intenso e inesquecível! 🙂 bjs

  11. Patti 09/05/2020 em 10:49 - Responder

    Sensacional o post sobre a rainha descalça. Ainda não li mas me interessei. Sevilha é com certeza uma das minhas cidades preferidas na Espanha! Maravilhoso.

    • Analuiza Carvalho 09/05/2020 em 15:40 - Responder

      Se puder, leia Patti… mostra os costumes do passado de Sevilha, a cultura cigana e os personagens são interessantes. 🙂

  12. Carla Mota 14/05/2020 em 05:50 - Responder

    Sensacional, adorei a sua sugestão! Não conhecia o livro A Rainha Descalça. Fiquei encantada. Adoro Sevilha e todo o ambiente que existe à volta da cultura flamenca. Vou procurar a obra. Excelente sugestão.

    • Analuiza Carvalho 14/05/2020 em 11:37 - Responder

      oi Carla… busque, leia! Meu olhar sobre Sevilha mudou, depois que vi seu passado através de A Rainha Descalça! 🙂 bj

  13. Surian Dupont 14/05/2020 em 12:13 - Responder

    Adorei este post sobre a Rainha Descalça… adoro conhecer mais sobre as culturas do mundo. E a cigana eu acho extremamente interessante.

  14. Angela C S Anna 17/05/2020 em 15:55 - Responder

    eu passei por Triana rapidamente pois estava chovendo e meio frio. gostaria de saber mais sobre esse lado de Sevilha, uma cidade tao incrivel e riquissima!

    • Analuiza Carvalho 18/05/2020 em 10:18 - Responder

      Triana é de meus lugares favoritos em Sevilha. Um lugar que eu gostaria de morar. Nesta segunda visita à cidade, passamos muito tempo ali. 🙂

Deixar Um Comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.