A Casa das BELAS ADORMECIDAS de Yasunari Kawabata

Revolta, raiva, indignação, tristeza, pena, compreensão. São tantos e tão confusos os sentimentos que afloram à medida que vamos acompanhando esta história! Definitivamente, visitar  A Casa das Belas Adormecidas de Yasunari Kawabata, ele ganhou o prêmio Nobel de literatura em 1968, não deixa o leitor indiferente!

As sensações e emoções vão dançando e variando de ritmo a cada movimento do personagem principal e, querendo ou não, deixamo-nos levar, sem conseguirmos libertar-nos, até o último momento. E no final da dança, nem sabemos se gostamos ou não.

A história

O narrador é o sr. Eguchi, que no momento possui 67 anos. Ao ver a velhice cada vez mais próxima, e ouvindo os piores relatos de seus amigos, ele descobre a casa das belas adormecidas, um lugar completamente fora do convencional.

Mesmo achando que sua ida a este lugar pode ser um ato maldoso, ele não consegue ficar longe e quando percebe está de volta e continua voltando. Alguma coisa o atrai.

E enquanto está ali, deitado naquele leito, com aquelas meninas, vivas e mortas ao mesmo tempo, o sr. Eguchi mergulha dentro de si mesmo, revelando a dualidade de seus sentimentos, de seu caráter, revivendo momentos importantes de sua vida.

É assustador sim, angustiante até. Talvez uma aberração, mas de alguma forma, também muito sensível. E o final desta história? Bem, o final é tipicamente japonês. Na verdade, porque deveria haver um final?

Muitas vezes, mergulhar na literatura japonesa requer certa dose de coragem, desprendimento e libertação de conceitos e preconceitos. A literatura é uma fonte interessante de busca pelo conhecimento dos usos e costumes de determinado povo e foi de muita importância para mim, antes de voar para o Japão. Foi através de alguns livros que mergulhei um pouco, em águas rasas suponho, nesse universo tão distante de mim, que é o da cultura japonesa.

Eu no Japão

Quando eu estive no Japão alguns anos atrás e caminhava pelas ruas das diversas cidades que eu visitei, me pegava constantemente observando janelas e pensando o que se escondia ali atrás. Será que em alguma daquelas casas ou prédios havia uma casa das belas adormecidas?! Nunca saberei!

A cultura japonesa é mesmo muito distante e diferente da nossa, o que torna uma visita a este país uma das experiências mais intensas e interessantes que podemos ter como viajantes. Um dia quero voltar.

A Casa das Belas Adormecidas

Autor: Yasunari Kawabata (Japão)

Editora: Estação Liberdade

Números de Páginas: 124

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A Casa das Belas Adormecidas nos causa estranhos e contraditórios sentimentos. É difícil passear por esta história, mesmo que ela seja ao mesmo tempo sensível e até cruel.

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A Casa das Belas Adormecidas

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Cais da Ilha de Genebra

 

By |2019-11-04T10:34:35+00:0030/06/2017|Categories: O Mundo nos Livros|Tags: , , , |10 Comentários

10 Comments

  1. Alessandra De Lima 27/05/2020 em 11:09 - Responder

    Este livro, “A Casa das Belas Adormecidas” (que título diferente!) parece bem interessante, e é muito bom ler livros e depois visitar o destino onde a história se passa, a visita se torna mais rica. Obrigada por compartilhar.

    • Analuiza Carvalho 27/05/2020 em 11:38 - Responder

      oi Alessandra… para mim, os livros japoneses fogem de qualquer padrão estabelecido por minha mente em anos de leitura e por isso mesmo, eles são desafiantes. A Casa das Belas Adormecidas foi assim: desafiante. Bom ou ruim é relativo e nem sei te dizer se se aplica a este livro.

  2. Maria C 28/05/2020 em 10:55 - Responder

    Gosto muito das obras que misturam e alteram os sentimentos ao longo da leitura e, pela sua análise, me parece que A Casa das Belas Adormecidas de Yasunari Kawabata segue esse trajeto. E essa sensação posterior de linkar as dúvidas e emoções quando você visitou o Japão mostra o quanto esse roteiro foi marcante. Adorei a indicação!

    • Analuiza Carvalho 01/06/2020 em 08:55 - Responder

      oi Maria… A Casa das Belas Adormecidas me causou sim uma série de variados, conflitantes e surpreendentes sentimentos. Me desafiou profundamente e definitivamente saí dessa casa modificada, embora só o tenha percebido anos e anos depois. rsrs O Japão é por si só um destino intenso para nós brasileiros, mas ainda ter tido um pouco de sua literatura como suporte, potencializou tudo durante nossas semanas por lá! 🙂

  3. Thaís 28/05/2020 em 11:35 - Responder

    Que fantástico! Fiquei com bastante vontade de ler. Sou apaixonada por edições antigas e achei lindíssima a capa.

    • Analuiza Carvalho 29/05/2020 em 09:57 - Responder

      A capa é interessante né?! Eu também namoro capas! Por isso adoro ver as edições ao longo do mundo, que quase sempre tem capas diferentes. A Casa das Belas Adormecidas é um livro que me exigiu. Contudo, valeu a leitura! 🙂

  4. Klecia 28/05/2020 em 20:09 - Responder

    Aninha, adoro ver os relatos das suas leituras porque elas sempre me abrem novas perspectivas. Talvez esse livro seja tão fora da minha zona de conforto literária, que uma viagem para o Japão seja exatamente o desafio que eu precisava! Grata pela indicação!

    • Analuiza Carvalho 04/06/2020 em 07:29 - Responder

      oi Klecia… A Casa das Belas Adormecidas me levou para lugares dentro de mim que eu desconhecia. Foi intenso, um misto de mil sentimentos. Se você for mesmo se aventurar por ela, a casa, vá preparada. Se puder, depois me conte como foi essa viagem. 🙂 bj

  5. Leo Vidal 30/05/2020 em 10:19 - Responder

    Adoro livros que nos inspiram para viagens. Sempre que posso busco filmes e livros que se passam no destino para qual eu vou. Ainda não li A casa das Belas Adormecidss mas vou inclusive indicar para uma amiga.

    • Analuiza Carvalho 01/06/2020 em 08:51 - Responder

      oi Leo… eu também! Acho que a literatura nos ajuda na construção de nossos entendimentos sobre os destinos. Ralidade ou não, perspectiva ou não, os livros nos mostram ângulos variados dos lugares. Eu sempre busco por livros de autores locais ou que falem dos lugares que planejo conhecer. 🙂 bjs

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